sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Polícias obrigados a fugir da esquadra


Polícias obrigados a fugir da esquadra


Parte do telhado da sede do Comando da Divisão de Transito da PSP do Porto já ruiu e há outras estruturas em risco de cair. Uma dezena de polícias teve de mudar de local por causa do perigo e da chuva.

Muitos dos agentes da Divisão de Trânsito do Porto têm medo de permanecer nas instalações da Rua da Porta do Sol, onde, na segunda-feira, caiu parte de um telhado. A queda não feriu ninguém, mas revelou as fragilidades de um edifício antigo.
Pelo que o JN conseguiu apurar junto de diversas fontes, toda a ala norte do edifício foi evacuada. No total são três salas, que albergavam dez elementos de duas secções. Uma delas é a secção de processamento do expediente, que trata das multas.

Fonte: http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=3014269

quarta-feira, 28 de março de 2012

PSP admite ano «extremamente exigente»


PSP admite ano «extremamente exigente»

Polícia reconhece necessitar de «determinação, competência técnica e bom senso» em situações resultantes de manifestações


A PSP considera o ano 2012 «extremamente exigente», traduzindo-se num «desafio acrescido» no combate à criminalidade e na atuação em situações resultantes de manifestações, segundo o plano de atividades da corporação.
No plano pode ler-se que «2012 perspetiva-se como um ano extremamente difícil para Portugal, o que se traduzirá num desafio acrescido para a Polícia de Segurança Pública, quer ao nível do combate à criminalidade, quer ao nível da determinação, competência técnica e bom senso na atuação em situações decorrentes do direito de reunião e manifestação, quer ainda na assertividade e rigor de gestão e empenhamento dos seus próprios recursos».

O documento, assinado ainda pelo anterior diretor nacional da PSP, superintendente-chefe Guedes da Silva, mas só agora tornado público na página da Internet, perspetiva que o ano de 2012 «seja extremamente exigente para as forças de segurança».

Segundo a PSP, a grave crise económica «condiciona todas as opções políticas do Governo e requer da PSP uma resposta de elevada qualidade e eficácia, em especial no combate à criminalidade e na garantia de manutenção da ordem pública e do regular funcionamento das instituições democráticas».

No documento, a PSP faz também um diagnóstico dos pontos fortes e fracos ao nível interno, além de traçar as oportunidades e ameaças externas.

Sistema remuneratório e horários de trabalho «complexos», envelhecimento do quadro de pessoal, «elevada mobilidade ao nível dos comandos de esquadra» e «menor mobilidade intercomandos dos quadros de pessoal, designadamente ao nível da carreira de chefe e agente», são alguns dos pontos fracos apontados pela polícia.

Já como ameaças externas, a PSP refere a «multiplicidade de atores na coprodução da segurança, com geometria variável de intervenção», a «exposição mediática permanente e imediata», a «descontinuidade territorial do dispositivo operacional no continente», a «adoção de normativos legais do funcionalismo público sem atender às especificidades do serviço policial», o «novo paradigma criminal transnacional» e a «conjuntura económica desfavorável na Europa».

No plano de atividade para 2012 são ainda traçados os objetivos e as orientações estratégias que a PSP vai desenvolver ao longo do ano, que contemplam as prioridades do Governo para a área da segurança interna. 

Nesse sentido e no que toca às atividades operacionais, a PSP vai prosseguir este ano com um «amplo conjunto de ações de policiamento urbano, que vão desde o policiamento de proximidade até ao patrulhamento direcionado às áreas urbanas mais marcadas pela prática de incivilidades».

A polícia vai igualmente continuar a realizar operações policiais em toda a área de responsabilidade, de forma a contribuir para «a diminuição da criminalidade real».

Além das tradicionais operações de carnaval, Páscoa, Natal e período de férias de verão, a PSP vai desenvolver ações de prevenção da criminalidade destinadas a apreender armas ilegais, reforçar a segurança nos distritos com maior incidência e gravidade criminal (Lisboa, Porto e Setúbal), assegurar o policiamento de pessoas e bens nas áreas dos transportes públicos e regulação e fiscalização do trânsito.

Ao nível da atividade operacional de âmbito rodoviário, considera-se ainda prioritário concluir a consolidação da estrutura operacional das brigadas de investigação de acidentes rodoviários.

Fonte: tvi24

quinta-feira, 22 de março de 2012

Papel da IGAI na fiscalização de polícias


ASPP quer saber papel da IGAI na fiscalização de polícias

Associação sindical diz que IGAI vive «obcecada» por saber quando o polícia erra, sendo necessário também «analisar porque errou»


A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP) vai pedir uma reunião à nova inspectora-geral da Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) para saber qual vai ser o papel deste organismo na fiscalização da acção dos polícias.
À margem da tomada de posse dos corpos dirigentes da ASPP, que se realizou em Lisboa, o presidente desta estrutura sindical, Paulo Rodrigues, disse aos jornalistas que a IGAI vive «obcecada» por saber quando o polícia erra, sendo necessário também «analisar porque errou».
Paulo Rodrigues defendeu que o papel da IGAI tem que ter impacto nas condições laborais dos polícias, por isso, a ASPP vai pedir, na quinta-feira, uma reunião à nova inspetora-geral, Margarida Blasco, para saber qual a ação deste organismo para os próximos tempos.
No encontro, a ASPP quer também abordar a queixa que apresentou à Organização Internacional do Trabalho contra o Estado português, devido à falta de legislação que permita a fiscalização das condições de higiene, saúde e segurança no local de trabalho dos polícias.
Paulo Rodrigues sublinhou que «não há fiscalização» às condições de trabalho dos polícias devido à inexistência de legislação, defendo que este tipo de missão deve ser feita pela IGAI.
«As condições laborais dos polícias têm impacto na qualidade do trabalho prestado», sustentou, acrescentando que a ASPP vai também pedir reuniões a todos os grupos parlamentares para dar conta do não cumprimento do estatuto profissional, designadamente a não colocação de todos os polícias na tabela remuneratória que entrou em vigor em 2010.
O não cumprimento do estatuto profissional da PSP vai igualmente ser alvo de uma queixa no Comité Europeu dos Direitos Sociais através do Conselho Europeu dos Sindicatos de Polícia (CESP).
No discurso de tomada de posse, Paulo Rodrigues destacou que o trabalho dos polícias tem sido efectuado à «custa de muito esforço, muito risco e do reduzido descanso dos profissionais» da PSP, mas que «pouco ou nada tem sido reconhecido pelas entidades competentes».
Nesse sentido, exigiu uma «mudança» de postura do poder político, considerando que a polícia trabalha hoje no «limite do razoável».
«Numa altura em que, por um lado, a criminalidade dá sinais de aumento em número, em complexidade em violência, a instituição, por sua vez, dá sinais de sub orçamentação ou de fragilidade no que diz respeito aos meios, materiais ou aos equipamentos que têm disponíveis», sustentou.
A ASPP representa cerca de 11 mil polícias.

Fonte: tvi24 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Suicídios nas polícias

Suicídios nas polícias


Na sua obra clássica do final do século XIX, o sociólogo francês Émile Durkheim classifica o fenómeno social do suicídio e procura tipificar as suas causas. O autor conclui que as estatísticas demonstram que durante as crises económicas e os períodos de recessão as taxas de suicídio aumentam, mas que nos períodos de crescimento económico também se verificam elevadas taxas de suicídio. A conclusão de Durkheim é a de que não era seria a pobreza a motivar o suicídio. Essencialmente, e segundo o autor, é em perío-dos de enfraquecimento das normas sociais e de redução da coe-são das sociedades que existem taxas de suicídio mais elevadas.
Estas constatações de Durkheim - que ainda hoje se mantêm, no seu essencial, como verificadas e verificáveis - são úteis para, em meu entender, nos recordarmos da complexidade de factores e da multiplicidade de situações envolvidas na questão profundamente delicada - e controversa - do suicídio. Assim sendo, abordar semelhante questão quando falamos das forças e serviços de segurança (FSS) e, no caso de Portugal, quando nos referimos às duas grandes polícias (PSP e GNR), implica um especial cuidado, concretamente com dois aspectos. Primeiro, implica ter em atenção que existe um "mito social" associado à ideia de que as taxas de divórcio, de alcoolismo e de suicídios são mais elevadas nos profissionais das FSS: por exemplo, no caso dos Estados Unidos da América, país relativamente ao qual existem alguns dados disponíveis, não há consenso quanto à taxa de suicídio das polícias ser três vezes superior à taxa de suicídios da população em geral, sendo disputada a ideia de que o número de suicídios de polícias é de cerca de 300 por ano. Em segundo, é fundamental perceber que existem igualmente factores que potenciam a probabilidade de um profissional das FSS cometer suicídio, designadamente o desgaste a que uma profissão que lida com elevados níveis de violência - e de pressão psicológica - submete estas pessoas: aliás, e curiosamente, sabe-se que um número considerável de agentes que comentem suicídio fazem-no com outra arma que não a de serviço, pelo que o facto de terem uma arma de fogo à sua disposição não parece ser um factor determinante nessa decisão dramática e irreversível.
Por tudo isto, espera-se que as conclusões de dois estudos recentemente apresentados pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) sejam tidas em conta em futuros programas governamentais dirigidos à população dos profissionais das FSS. Concretamente, é essencial tomar em consideração que - de acordo com esses estudos - "os agentes da PSP vivem menos 11 anos do que a restante população, apresentam uma maior prevalência de perturbações mentais e são sujeitos a violência no local de trabalho por parte de colegas e superiores hierárquicos", segundo noticiava o jornal i na semana passada. Além disso - e de acordo com os estudos citados pelo mesmo jornal -, "63% das mortes de agentes no activo resultam de suicídios - a principal causa de morte não natural dos polícias". Por fim, uma outra nota digna de referência relaciona-se com uma queixa que a ASPP fez à Organização Internacional do Trabalho (OIT), referente à "ausência de legislação que obrigue à fiscalização das condições de higiene e segurança no trabalho e das más condições das esquadras", segundo a mesma notícia do jornal i: uma situação - lamentável a todos os títulos - que se espera venha a merecer a devida atenção do actual ministro da Administração Interna.


Fonte: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2086182&seccao=Paulo+Pereira+de+Almeida&tag=Opini%E3o+-+Em+Foco

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Polícias morrem 11 anos mais cedo que o resto da população

Polícias morrem 11 anos mais cedo que o resto da população


Um estudo mandado realizar pela Direcção Nacional da PSP conclui que a esperança de vida dos agentes é de 67,5 anos, menos 11 que a média geral da população. Estes resultados foram até agora mantidos em segredo numa altura em que os sindicatos se batem contra o aumento da idade da reforma
A esperança média de vida de um agente da PSP é de 67,5 anos. A conclusão é de um estudo realizado pelos serviços sociais daquela força segurança, a pedido da respectiva Direcção Nacional. O documento revela, assim, que os agentes morrem 11 anos mais cedo do que a média geral da população, cuja esperança de vida é de 78,7 anos.
Numa altura em que os sindicatos daquela classe profissional se batem contra o aumento da idade da reforma, que o Governo quer fixar nos 60 anos e 40 anos de serviço, o relatório tem estado escondido. Até o próprio Ministério da Administração Interna (MAI) garante desconhecê-lo. A PSP não respondeu aos pedidos de esclarecimento do DN.
O estudo realizado pelos serviços sociais envolveu uma amostra de três mil agentes de várias gerações, estando a sua cientificidade atestada. Trata-se de um documento fulcral para os sindicatos que, neste momento, tentam negociar com o MAI a idade da reforma.
Os agentes alegam que a sua profissão, sendo exercida por turnos, e em constante stress, se torna altamente desgastante. Por isso, defendem o acesso à pré-aposentação aos 55 anos ou 36 anos de serviço. O Governo quer aquele "ou" substituído por um "e". A agravar o cenário, a tutela quer também que, em 2014, todos os polícias estejam equiparados aos funcionários públicos, avançando a pré-aposentação para os 60 anos, sendo de prever que a reforma venha a ser apenas aos 65 anos.
O MAI diz desconhecer o estudo. No entanto, o DN sabe que a Associação Sindical dos Profis-sionais da Polícia (ASPP), nas rondas de negociações com a tutela sobre o novo estatuto profissional, tem referido a existência de dados que apontam para uma esperança de vida 11 anos menor que a restante população, considerando "injusto" que isso não seja tido em conta para a reforma. O MAI não tem mostrado sensibilidade perante o argumento, alegando a inexistência de estudos científicos.

Suicídio é a principal causa de morte não natural nos polícias

Suicídio é a principal causa de morte não natural nos polícias


O suicídio é a principal causa de morte não natural entre os agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), revela um estudo hoje, terça-feira, divulgado em Peniche durante um seminário dos Serviços Sociais desta força de segurança.
"A principal causa de morte na Polícia entre 2006 e 2009 são os suicídios, que têm aumentado infelizmente, ocorrendo principalmente quando os agentes se encontram no activo", revelou a subcomissária Sílvia Caçador.
Segundo a autora do estudo, o problema pode estar relacionado "com uma falta de acompanhamento psicoafectivo e com as dificuldades em lidar com os problemas diários da profissão".
Os suicídios ocorrem durante a vida activa dos polícias, enquanto os acidentes de transporte, apontados como outra das principais causas de morte não naturais, acontecem já durante a aposentação.
As doenças do aparelho respiratório, provocados pela poluição atmosférica a que os polícias estão sujeitos quando fazem patrulhamento das ruas e pelo consumo de tabaco enquanto forma de escape para os problemas da profissão, são uma das principais causas de morte natural, seguindo-se as doenças do aparelho circulatório, tumores e perturbações mentais.
O estudo revela ainda que as maiores taxas de mortalidade ocorrem entre os 20 e os 24 anos de idade, devido "à inexperiência dos polícias em lidar com os problemas diários da profissão", ou entre os 50 e os 54 anos.

Directores da PSP aumentaram em segredo o seu salário

Directores da PSP aumentaram em segredo o seu salário

O Director-Nacional, os três Directores adjuntos e o Inspector Nacional da PSP aumentaram-se a si próprios já no ano passado, colocando-se logo no novo regime remuneratório da polícia, deixando para trás a esmagadora maioria do efectivo que não transitou para esta tabela, em vigor desde início do ano. Só para o "chefe" máximo foram mais de 800 euros mensais.
Os aumentos foram processados quando era Director Nacional o superintendente-chefe Francisco Oliveira Pereira, que se aposentou em Abril deste ano, e Director-Nacional Adjunto de Operações e Segurança, o superintendente-chefe Guedes da Silva, actualmente o chefe máximo.
A iniciativa foi discreta e, até agora, rodeada do maior secretismo, mas uma auditoria realizada este ano à PSP pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF) veio revelar a "traição" dos Directores aos seus homens.


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Agente da PSP multado por cortar mal a relva

Agente da PSP multado por cortar mal a relva


Um agente da Direcção Nacional da PSP, em Lisboa, foi multado em 313 euros por não ter cortado em condições a relva de um jardim interior e por, alegadamente, ter dito a um superior que já não possuía condições psicológicas para continuar a desempenhar aquela tarefa.


A punição do polícia (um agente principal) foi publicada ontem em Ordem de Serviço. O texto refere que a multa (correspondente a cinco dias de serviço) fica suspensa pelo período de um ano.“No dia 26 de Março de 2011 não aparou convenientemente a relva do jardim central desta Direcção Nacional, nem cortou as ervas na zona envolvente nem na parada interior do edifício principal, conforme lhe havia sido determinado superiormente e após ter sido chamado ao Gabinete do Sr. Chefe da Área de Logística do Departamento de Apoio Geral, para se pronunciar sobre a forma como tinha executado o serviço, ter respondido: “Eu não faço mais nada, tiraram-me do meu cantinho e agora não tenho condições psicológicas para fazer este trabalho, pode escrever que não há problema”, refere o texto.Um polícia contactado pelo PÚBLICO considerou este caso como “uma das muitas singularidades da PSP”, lembrando ainda que no último ano se registaram algumas outras situações caricatas, nomeadamente o louvor atribuído a um polícia destacado para a messe e que se terá destacado por saber fazer centros de mesa (com flores) de grande beleza.


Na GNR, por seu turno, foi louvado um militar pela habilidade em enfeitar árvores de Natal.


Fonte: Público

sábado, 25 de junho de 2011

Conselho de protecção civil repudia possibilidade de extinção do GIPS

Conselho de protecção civil repudia possibilidade de extinção do GIPS



O Conselho Português de Protecção Civil repudia a ideia de extinção do Grupo de Intervenção Protecção e Socorro (GIPS) da GNR defendida pela Liga dos Bombeiros Portugueses, dizendo que é a única unidade de reserva específica para determinadas situações de catástrofe.


Em comunicado divulgado esta sexta-feira e assinado pelo presidente João Paulo da Encarnação, o Conselho refere que "não reconhece aos bombeiros portugueses a qualificação resultante do quadro de exigência, rigor e disciplina militar, que distingue os militares de operações especiais do Grupo de Intervenção em Protecção e Socorro [GIPS], da Guarda Nacional Republicana (GNR)".

O presidente da mesa de congressos da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Soares, defendeu na quinta-feira a extinção do GIPS da GNR e considerou que a "Protecção Civil é mais do que fogos florestais, que correspondem a sete por cento da actividade dos corpos de bombeiros". Por isso, Jaime Soares criticou as "superestruturas que são pagas 14 meses por ano e trabalham quatro meses", o que disse ser "inconcebível".


Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 19 de abril de 2011

Polícias com novas regras de «boa educação»


Polícias com novas regras de «boa educação»

ASPP critica «Regulamento de Continências e Honras Policiais»


A Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP) ficou indignada por não ter sido consultada e por achar «exagerado» o diploma «Regulamento de Continências e Honras Policiais», que regulamenta os novos comportamentos da Polícia de Segurança Pública junto dos superiores hierárquicos, instituído desde o final de Março.

Paulo Rodrigues, presidente da ASPP, disse ao tvi24.pt que «o documento é importante, mas as medidas apresentadas são exageradas ao ponto de tentar regulamentar o que é a boa educação das pessoas».

«O documento existente neste momento é exagerado e é uma tentativa de regular a boa educação dos polícias, é o plasmar do documento que o polícia deve cumprir. O bom dia ou boa tarde ao superior hierárquico, mesmo que não esteja em cumprimento de funções, deixá-lo passar ou passar por trás, é um exagero», disse Paulo Rodrigues.

O presidente da ASPP referiu que a indignação da unidade sindical já foi mostrada à Direcção Nacional da PSP, que justificou o diploma como a força de segurança ser «civilista, uniformizada, hierarquizada e armada». No entanto, Paulo Rodrigues espera que as novas medidas não sirvam como penalização dos membros da PSP.

A ASPP espera que as novas regras sejam geridas com «bom senso» numa expectativa de que «pelo menos sejam instituídas para ajudar os agentes nos modos como devem proceder, como devem comportar-se quanto a posturas e manuseamento das armas em cerimónias e em serviços e não sirva como medida de reprimenda e processo que sirva para penalizar disciplinarmente os polícias», frisou.

O novo diploma frisa que, como nova medida, os agentes da PSP, ao cruzar-se com um superior hierárquico num local apertado, devem ceder a passagem ou pedir licença para passar por trás. A continência deverá ser agora acompanhada com as palavras «senhor» ou «senhora», seguindo-se da categoria ou da função e do nome do superior ou subordinado a que se dirige.

Na entrada para as viaturas, os polícias devem fazê-lo por ordem crescente de categoria e sair por ordem inversa e não devem entrar nem abandonar qualquer dependência que seja de utilização comum, sem pedir licença ao elemento de categoria superior que estiver presente. Estando ou não «uniformizados, os agentes da PSP devem cumprimentar os superiores hierárquicos ou funcionais, mesmo que estes não estejam uniformizados, refere o documento publicado em Diário da República.

Fonte: TVI24