domingo, 7 de setembro de 2008

Homem/Cão


Homem morde polícia no hospital


Passavam poucos minutos da 01h00 da madrugada de anteontem quando um indivíduo, de 56 anos, irrompeu na Urgência do Hospital de Santo António, no Porto "visivelmente agitado".
"Apanhamos todo o tipo de pessoas nas Urgências. Já estamos habituados a ser sujeitos aos que bebem um copo a mais e depois provocam desacatos no hospital".
Inquieto, o homem começou por bater várias vezes na porta que bloqueia o acesso de pessoas não autorizadas à triagem. Mas tudo se complicou quando insultou o segurança que estava de turno.
No meio dos impropérios, o vigilante viu-se obrigado a agarrar o homem para impedir a sua entrada. Alertado pelo barulho da confusão, o agente da PSP apareceu e foi ameaçado pelo indivíduo com um garfo quando o tentava acalmar.
O agente chamou-o à atenção, mas no confronto físico, gerado numa questão de segundos, foi mordido pelo indivíduo num pulso. O polícia teve depois de receber tratamento médico.
O homem foi manietado e levado sob detenção num carro-patrulha para a esquadra de Cedofeita.

POLÍCIA


Polícia única deve ser discutida e avaliada


As polémicas e guerrilhas entre as várias polícias portuguesas têm sido uma constante. Não faltam exemplos recentes, em que se incluem os crimes na noite do Porto (com a PJ a avançar com acções no terreno sem dar conhecimento à procuradora do Ministério Público escolhida para centralizar o caso) ou mesmo o "Apito Dourado" (com o verniz a estalar entre a PJ do Porto e Maria José Morgado). Cenas semelhantes às que nos habituaram os filmes americanos que retratam os conflitos e a competitividade entre polícias locais e FBI e CIA.A semelhança decorre do facto de quer em Portugal quer nos EUA - na Europa as outras excepções são apenas França, Espanha e Itália - não existirem polícias únicas, reunindo as várias forças e as suas especialidades, sob o mesmo comando (quer ao nível de chefia quer da tutela central no Governo). Sem que isso implique, ao contrário do que muitos temem, a perda de poderes de uns a favor de outros. O mundo mudou. E alterou o cenário da segurança em Portugal. O crime está mais global e mais sofisticado. Nunca como agora foi necessário centralizar a investigação e a informação para se conseguir ser eficaz e obter resultados práticos. Alterar pontualmente leis e métodos em função da actualidade não resolve o problema de fundo. Uma polícia única, tutelada por um só ministro, é, no mínimo, uma boa hipótese para discutir e avaliar.
Fonte: DN

sábado, 6 de setembro de 2008

Para Inglês ver


PSP dá e tira novas Glock 19


Vinte e quatro profissionais da PSP foram ontem os primeiros a receber as novas Glock 19, as pistolas calibre 9 milímetros com que o Governo vai equipar as forças de segurança. No entanto, ainda antes de a cerimónia terminar, já os elementos – representativos de todas as valências da PSP – estavam a devolver as armas.
A PSP não reconhece esta entrega ‘forçada’. "A entrega de armas às forças de segurança é para toda a vida profissional. O agente fica responsável pela manutenção da arma", disse ao CM fonte oficial.
No entanto, o nosso jornal apurou que, para efeitos de harmonização dos registos de armamento da PSP, foi pedido aos 24 elementos – que ontem representaram a PSP na cerimónia de entrega das novas pistolas –que entregassem as respectivas armas. "Espera-se por uma devolução breve", referiu outro informador.
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, presidiu à cerimónia formal da entrega de 8750 novas Glock 19, a entregar em partes iguais à PSP e à GNR. Ao pelotão policial de 24 agentes, juntou-se outra unidade, com número igual de elementos da GNR. Foram escolhidos operacionais já formados no uso da Glock 19.
As duas forças de segurança darão prioridade às unidades especiais, na entrega das Glock. Os respectivos dispositivos de investigação criminal também receberão novas pistolas. O Governo espera concluir em 2012 a entrega das 42 mil novas Glock 19 à PSP e à GNR.

Fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 5 de setembro de 2008


Operações policiais resultam em 686 detenções e apreensão de 46 armas ilegais


Cerca de 680 detenções, 46 armas ilegais e 10014 munições apreendidas são os resultados das 147 operações policiais realizadas pela GNR, PSP e SEF, entre 24 de Agosto e 01 de Setembro.
Segundo o site do Ministério da Administração Interna (MAI), a GNR, PSP e SEF realizaram entre 24 de Agosto e 01 de Setembro 147 operações policiais de prevenção, das quais resultaram 686 detenções, 46 armas de fogos ilegais e 10014 munições apreendidas, bem como a apreensão de «quantidades significativas» de substâncias estupefacientes e de psicotrópicos.
O MAI adianta que estas acções originaram «vários processos crimes, no âmbito dos quais foi aplicada a prisão preventiva ou outra medida de coacção a vários arguidos», tendo ainda ocorrido «julgamentos sem processo sumário».
Das 147 operações policiais, que envolveram centenas de agentes, militares e viaturas, 27 foram realizas em conjunto pela Guarda Nacional Republicana (GNR), Polícia de Segurança Pública (PSP) e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), refere o MAI.
De acordo com o SEF, as acções tiveram como finalidade a «prevenção geral da criminalidade e incidiram, especialmente, em zonas problemáticas».
Segundo Gabinete Coordenador de Segurança, a criminalidade violenta aumentou cerca de 15 por cento nos primeiros seis meses deste ano relativamente ao mesmo período do ano passado.
Fonte: TSF

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Pedofilia: 23 portugueses identificados em operação


Polícia de 11 países investiga rede que troca conteúdos pedófilos na internet



A Polícia Judiciária identificou 23 pessoas no âmbito de uma operação Internacional, de combate à pornografia e abuso sexual de menores na Internet realizada quarta-feira.
Fonte da PJ explicou ao PortugalDiário que a operação teve origem em informação recolhida no Brasil e envolveu um total de 11 países de todo o mundo. Segundo a Polícia Federal do Brasil as investigações já identificaram aproximadamente 200 pedófilos em mais de 70 países, sendo que só na Holanda foram identificados cerca de 100. Em Israel e na Grécia os investigadores identificaram, respectivamente, 30 e 22 pessoas envolvidas com pornografia infantil.
Em Portugal a PJ identificou 23 pessoas na sequência de 18 buscas domiciliárias, e não domiciliárias, que ocorreram em todo o país. Fonte da Judiciária explicou ao PortugalDiário que estas pessoas acederam a conteúdos pornográficos com menores através da utilização de programas de troca de ficheiros Peer-to-Peer (P2P). «Estas pessoas acederam a estes conteúdos, mas, segundo a definição deste tipo de programas também poderão ter disponibilizado conteúdos deste género».
Agora será avaliada a responsabilidade dos indivíduos em relação aos conteúdos e a sua ligação com a rede internacional de distribuição de pornografia de menores, para apurar se serão constituídos arguidos, afirmou a mesma fonte.
Segundo um comunicado da PJ «estes programas de distribuição têm obrigado a uma particular atenção de prevenção por parte desta Polícia, dada a verificação da sua capacidade de permuta de informação, bem como da possibilidade de anonimato que os mesmos garantem. Esta é aliás, uma preocupação actual no combate ao fenómeno da Pedofilia na Internet e que fomenta a cooperação policial a nível Internacional, de que esta operação é exemplo».
A operação levou à apreensão de diverso material informático, nomeadamente: 25 computadores de secretária, 13 computadores portáteis, 33 cartões de memória, 4 máquinas fotográficas, 709 discos ópticos, 23 discos rígidos externos, 1 PDA, e 5 telemóveis. No Brasil cerca de 650 polícias fizeram cumprir 113 mandados de busca e apreensão, mas os resultados da operação ainda não são conhecidos.

Fonte: IOL Diário

terça-feira, 2 de setembro de 2008

PSP apanha 'avozinhos' do crime


Os suspeitos não estavam referenciados em Faro, mas a Polícia já tinha recebido queixas de furtos no aeroporto com o mesmo "modus operandi".


Dois idosos foram apanhados pela Polícia, no aeroporto de Faro, enquanto se dedicavam ao seu "hobby" preferido: roubar malas e carteiras. Os dois homens, um de 63 e outro de 70 anos, são residentes em Lisboa mas resolveram 'tirar uns dias' no Algarve, para infortúnio de vários turistas.
Bem vestidos, de ar totalmente inofensivo, os 'avozinhos' são "vigaristas profissionais", garante a PSP. "Se a pessoa vê dois jovens com mau aspecto, fica mais alerta e protege-se, mas se vê duas pessoas idosas, bem vestidas e com um ar normal, não tem os sentidos tão alerta e eles exploravam isso", refere ao Expresso Ricardo Pereira, sub-comissário do Comando da PSP de Faro.
Os suspeitos não estavam referenciados em Faro, mas a PSP já tinha recebido queixas de furtos no aeroporto, com o mesmo modus operandi. Desta vez, a dupla da terceira idade escolheu uma bela manhã de domingo - a de ontem - e uma cidadã irlandesa de 65 anos. Acertaram em cheio.
Como que a provar que o crime não tem idade para a reforma, os discípulos da velha escola aproveitaram uma distracção da turista e levaram-lhe a mala, que para além dos documentos pessoais continha 1.300 euros em dinheiro. "Os agentes que fazem a segurança do aeroporto já os tinham detectado. Apesar de bem vestidos pareceram-lhes suspeitos. Depois, foram apanhados em flagrante", acrescenta Ricardo Pereira.
A cidadã apresentou queixa e os suspeitos foram presentes esta manhã ao Tribunal Judicial de Faro. O juiz deixou-os sair em liberdade, ainda que com algumas medidas de coacção: apresentações diárias na PSP em Lisboa e ainda a interdição de frequentarem locais de transportes públicos, como aeroportos, estações de comboios ou terminais de autocarros.

Fonte: Expresso

PSP deteve irmão de sequestrador do BES


Uma operação da Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa de combate ao tráfico de estupefacientes, levada esta segunda-feira a cabo, resultou na detenção, entre outros, de um irmão do sequestrador do BES abatido pela Polícia.
Durante toda a tarde e início da noite de ontem, elementos da DIC realizaram várias buscas domiciliárias na zona da Praça do Chile/Intendente, em Lisboa, no âmbito de um inquérito relacionado com o tráfico de droga.
Até à hora de fecho da edição, não foi possível apurar o número exacto de detidos e o tipo de material apreendido, mas o JN sabe que entre os vários suspeitos está um irmão de Nilton Souza, o sequestrador abatido por um atirador Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP no BES de Campolide, em Agosto, que vivia há alguns anos em Portugal e que já estaria há algum tempo a ser investigado por este tipo de crime.
Todos os detidos deverão ser hoje presentes a tribunal para um primeiro interrogatório judicial.
Uma das últimas rusgas foi realizada numa pensão na Rua Francisco Sanches, na zona da Praça do Chile, onde a Polícia deteve oito pessoas (duas mulheres e seis homens) e apreendeu, pelo menos, uma arma de fogo.
A busca demorou cerca de três horas e não parece ter apanhado de surpresa os moradores da zona, que à boca pequena comentavam o facto de alguns dos detidos há muito serem conhecidos por estarem envolvidos em negócios menos claros, nomeadamente o tráfico de droga.
Fonte: JN

domingo, 31 de agosto de 2008

Jovens detidas com dinheiro e jóias escondidos nos genitais


As raparigas tinham 16 e 19 anos e tentaram atropelar o agente da PSP quando este mandou parar a viatura em que seguiam. Escondiam ouro, prata e 1.500 euros.


Duas jovens que foram detidas em Lisboa pela Polícia escondiam, na vagina, 1.500 euros e artigos de ouro e prata, revelou hoje o Comando da Polícia de Segurança Pública de Lisboa.
A detenção aconteceu quando a PSP mandou parar uma viatura em que seguiam duas jovens de 16 e 19 anos. Não só a ordem não foi acatada, como se verificou uma tentativa de atropelamento do agente de autoridade.
Após perseguição policial, foram detidas e encaminhadas para a esquadra, onde foram revistadas. Foi então que se constatou que as jovens tinham nas áreas genitais, embrulhados em plástico, vários artigos em ouro e prata, para além de 1.500 euros.
A PSP suspeita que os artigos recuperados tenham proveniência criminosa. Presentes a tribunal, o juiz determinou que as duas jovens se apresentem periodicamente na esquadra.

Fonte: Expresso

sábado, 30 de agosto de 2008

"É preciso uma estratégia adequada" de combate ao crime

Sublinhando que cabe ao Estado garantir a segurança de pessoas e bens, Cavaco Silva alerta para a necessidade dos cidadãos confiarem nas forças policiais.


O Presidente da República considera "uma coisa muito séria" a "onda de assaltos e crimes violentos" que se tem verificado, sublinhando a necessidade de "uma concentração de meios e esforços e uma estratégia adequada" para o seu combate. Cavaco Silva falava aos jornalistas, no final da cerimónia de inauguração da Unidade de Cuidados Continuados de Odemira.
Sublinhando que cabe ao Estado garantir a segurança de pessoas e bens, o Chefe de Estado alertou para a necessidade dos cidadãos confiarem nas forças policiais.
Questionado sobre o que pode ser feito para combater a "onda de assaltos e crimes violentos", Cavaco Silva disse ser necessário "uma concentração de meios e esforços e uma estratégia adequada". "É preciso uma estratégia muito adequada para que a imagem de país seguro não seja alterada", declarou. Em resposta à pergunta se a estratégia que está a ser seguida não é a adequada, o Presidente admitiu que "a onda de crimes aumentou significativamente" e que "não há dias sem assaltos", o que poderá implicar uma "adaptação da estratégia".
A este propósito, Cavaco Silva lembrou que na quinta-feira o Procurador-Geral da República irá anunciar algumas medidas neste âmbito. No entanto, fonte do MAI já adiantou que Pinto Monteiro vai criar equipas especiais nos Departamentos de Investigação e Acção Penal (DIAP) para combaterem a criminalidade violenta em articulação com o Ministério da Administração Interna.
O Presidente da República enfatizou ainda a necessidade dos portugueses confiarem na Polícia. "Eu confio nas nossas forças policiais, na Polícia de Investigação", referiu, considerando que também os portugueses precisam de "confiar neles e esperar que tenham os meios e instrumentos necessários". "Os portugueses não podem deixar de estar ao lado da Polícia", reforçou.
Instado a adiantar que medidas pensa que poderiam ser tomadas, Cavaco Silva disse não competir ao Chefe de Estado fazê-lo. "Deixo a matéria da concretização a quem tem essa competência", afirmou.
Interrogado se confiava na acção do Governo e nas acções concretas que têm sido desenvolvidas, o Presidente recordou que "o Governo é o topo da administração pública". "Tenho a certeza de que está a acompanhar com preocupação a situação", disse, escusando-se a comentar acções concretas de combate à criminalidade.


Fonte: Expresso

Apesar da polémica figura do secretário-geral de segurança


Cavaco Silva promulgou Lei de Segurança Interna


O Presidente da República, Cavaco Silva, promulgou há cerca de uma semana a Lei de Segurança Interna e a Lei da Organização e Investigação Criminal, apurou o PÚBLICO. O primeiro destes diplomas, o mais polémico, tinha sido aprovado em votação final no Parlamento a 11 de Julho, apenas com os votos favoráveis do PS e com os deputados socialistas Manuel Alegre e Teresa Alegre Portugal a votarem contra com toda a oposição.
O ponto mais polémico da Lei de Segurança Interna reside na figura do secretário-geral de segurança, havendo críticas sobre a alegada interferência deste na área da investigação criminal que é da competência do Ministério Público. As suas funções, que incluíam a coordenação das forças policiais, passam agora a ser delimitadas a situações como ataques a órgãos de soberania, hospitais, prisões e escolas, sistemas de abastecimento de água e electricidade, bem como estradas e transportes colectivos.
No debate na especialidade, o PSD defendeu, a propósito da figura do secretário-geral de segurança, uma separação mais nítida entre a segurança pública e a investigação criminal, enquanto o BE alertou para o perigo para o Estado de direito democrático que representa os poderes atribuídos à nova figura que coordena as polícias. O Governo e também o PS vincaram, contudo, em diversas ocasiões, que o secretário-geral de segurança não tem acesso a processos em concreto, nem interfere na sua investigação.
Ainda assim, o deputado do PSD e ex-director da Polícia Judiciária Fernando Negrão criticou durante o processo de discussão as competências do secretário-geral da segurança e advertiu para os riscos: "Tem uma interferência excessiva no campo da investigação criminal. Seria bom que se fizesse uma separação clara entre a segurança pública e a investigação criminal", disse. Para Fernando Negrão, "deve afastar-se a figura do secretário-geral da investigação criminal e da informação de natureza criminal".
Pela parte do PS, o vice-presidente da bancada defendeu, na altura, a introdução da figura do novo secretário-geral dizendo que terá como missão promover uma maior coordenação entre todas as forças. "O secretário-geral não terá acesso a processos em concreto", frisou o deputado do PS, eleito pelo Círculo dos Açores. Segundo Ricardo Rodrigues, quer nas propostas de Lei de Segurança Interna, quer de Organização da Investigação Criminal, o Governo "promoveu várias alterações na sequência de diálogos com o PSD e com os parceiros sociais".
"As propostas são equilibradas e visam uma maior eficácia da justiça. Com a aprovação destas propostas, fecha-se um ciclo legislativo, que deverá ser concluído com a aprovação do novo mapa judiciário", sustentou Ricardo Rodrigues, que manifestou a sua convicção de que "haverá progressos a prazo" nos sectores da justiça e da segurança interna.
Na semana passada Cavaco Silva devolveu à Assembleia da República, sem promulgação, o diploma que altera o Regime Jurídico do Divórcio, utilizando o chamado "veto político" – uma decisão considerada retrógrada pela esquerda e aplaudida pelo PSD e pelo CDS-PP.

Fonte: Público

Onze medidas para criar mais segurança em Portugal

O Movimento Mérito e Sociedade propôs hoje onze medidas para criar mais segurança em Portugal. Para o partido é importante que as penas passem a ser cumulativas, que a polícia possa actuar de forma mais firme e com maior recurso a armas de fogo, que haja uma fusão das principais forças de segurança e que as vítimas tenham um papel mais activo nos processos. No entanto, para o penalista Germano Marques da Silva, ouvido pelo PÚBLICO, muitas destas propostas, para além de “inconstitucionais”, são “bárbaras”.
O recente partido, em comunicado, critica a política de “dolce fare niente” na área da segurança que está a ser seguida pelo Governo e apela a um verdadeiro “combate e repressão à criminalidade”. Em declarações ao PÚBLICO, Raul Esteves, ex-juiz e presidente da mesa do congresso do Movimento Mérito e Sociedade (MMS), considera inadmissível que o Estado admita libertar um arguido que possa criar perigo para o ofendido limitando-se a informar o mesmo, em referência ao artigo 217º do Código de Processo Penal.
Para evitar que as vítimas sejam as principais prejudicadas, o representante do partido pede uma revisão imediata do Código de Processo Penal que alargue os casos em que pode ser aplicada a prisão preventiva e que permita a libertação dos “presos unicamente após a certificação da sua reintegração social, com a criação de mecanismos processuais onde a vítima tenha uma palavra sobre a pena a aplicar ao arguido”.
Germano Marques da Silva, professor da Universidade Católica, afirma tratarem-se de “posições drásticas” que “não são o caminho”. Para o penalista, a sugestão do MMS sobre as prisões preventivas viola o princípio de que o arguido é inocente até prova em contrário. No que diz respeito à intervenção do agredido defende: “É passar para a Idade Média. A vítima pode e deve ser ouvida mas a decisão final é do poder público e deve ser tomada sem vingança”. Marques da Silva lembra, ainda, que “a pena é reinserção e não castigo”, princípios conquistados desde a revolução francesa, que ensinou que se deve “acreditar na recuperação do ser humano”.
Ainda assim, Raul Esteves insiste que “o actual sistema penal está totalmente voltado para o arguido” e que deve passar a incluir a vítima. Na mesma linha de pensamento, o porta-voz do movimento propõe que o “trabalho nas prisões constitua a única forma de reeducação” de forma a “acabar com o ócio no sistema prisional”, pois “não deve ser o cidadão comum a pagar a estadia do preso”. O MMS quer, também, que as penas passem a ser cumulativas e não limitadas a um máximo de 25 anos. “Defendemos a soma material dos crimes mas com avaliação periódica dos presos. Não queremos que haja metas administrativas”, acrescenta.
Trabalho forçado
“O trabalho é uma das possibilidades mais bonitas mas também mais complexas nas cadeias”, contrapõe Marques da Silva. O penalista critica este ponto por considerar que nunca seria possível ter profissões diversificadas dentro de uma cadeia o que desencadearia muitas situações de trabalho forçado. “O trabalho deve ser apenas educativo e nunca servir para pagar o sistema” como defende o MMS, alerta.
Sobre a intervenção policial mais firme com recurso a “armas de fogo que não devem ser tabu na nossa sociedade em todas as situações em que não seja possível obter a detenção do suspeito pela prática de crimes”, o penalista acusa o partido de estar a “destruir tudo o que as convenções internacionais têm vindo a alcançar nomeadamente em termos de direitos do Homem”. Para o professor universitário corre-se o risco de se “entrar na barbárie e ter mais polícias a atirar do que criminosos”. Assim, insiste que a aposta deve ser feita na celeridade da justiça, em especial nos casos de flagrante delito.
Além disso, o penalista discorda da fusão de todas as polícias (PSP, GNR, SEF e PJ e PJ militar) que o MMS considera estarem separadas apenas por corporativismo. “Há corporativismo mas a união da polícia seria perigosa. É importante não concentrar poderes na mão de um só homem”, ressalva Marques da Silva. Por isso, elogia a polémica figura do secretário-geral de segurança criada com a nova Lei de Segurança Interna ontem promulgada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, e que terá a função de coordenação e agilização das forças de segurança.
Questionado sobre o objectivo do documento hoje apresentado, Raul Esteves explica que “o objectivo é a sensibilização das populações para as medidas que estão a ser tomadas no sentido contrário ao da evolução da sociedade” e não a demissão ou a manutenção do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, no cargo. Contudo, para Marques da Silva, o documento trata-se de “oportunismo quando se está a passar uma fase má. Sempre foi em nome da segurança que se impôs o fascismo e o totalitarismo”, recorda.
O Movimento Mérito e Sociedade constituiu-se formalmente como partido no Tribunal Constitucional no passado dia 29 de Abril e admite concorrer às eleições já em 2009 com uma "proposta de rigor, concreta, com uma visão de futuro para os portugueses". Ao longo de oito meses o MMS recolheu cerca de 8400 assinaturas, de norte a sul do país.
Fonte: Público

Portugueses detidos em Cabo Verde


Suspeitos da lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de droga


Três cidadãos portugueses e três cabo-verdianos residentes em Cabo Verde estão impedidos de sair do país, por "fortes suspeitas" de envolvimento na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de droga, anunciou esta terça-feira a Polícia Judiciária (PJ) do arquipélago.
De acordo com a PJ de Cabo Verde, os suspeitos de nacionalidade portuguesa têm entre 30 e 57 anos, tendo sido detidos na semana passada juntamente com os cabo-verdianos. Neste momento, já se encontram em liberdade, sob termo de identidade e residência, depois de terem comparecido perante o tribunal na passada sexta-feira. Os suspeitos estão proibidos de deixar o país.
Foram, entretanto, cumpridos nove mandatos de busca às residências e estabelecimentos comerciais dos detidos, numa operação que já foi iniciada há mais de um ano.

Fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

PSP E ASAE


Apreendidos 44 mil euros em artigos contrafeitos


A Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreenderam, esta terça-feira, artigos contrafeitos no valor de 44.152 euros durante uma operação de fiscalização no mercado do Lavante, em Leiria.
Em comunicado, o comando da PSP de Leira precisa que foram fiscalizadas 236 bancas, tendo sido confiscados 3.344 artigos de vestuário, DVD's, CD's e óculos de sol.
A acção, que visou “o combate ao crime de contrafacção e direitos de autor”, resultou ainda na identificação de diversos comerciantes e na elaboração de cerca de 20 processos, tendo estes sido enviados ao Ministério Público de Leiria.
As autoridades revelam ainda que na operação participaram cerca de 70 agentes da PSP e da ASAE, quatro binómios cinotécnicos do Comando Distrital de Coimbra e uma equipa de ordem pública da Unidade Especial da Polícia.

Fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Polícia doente


Médicos rescindem contratos


Os médicos que prestam serviço nas esquadras da PSP estão a rescindir os contratos. Em causa está o atraso no pagamento do ordenado que por vezes chega aos oito meses.
O alerta é dado pelos profissionais da Polícia que revelam que os médicos contratados para prestar serviço nos postos da PSP estão a rescindir os contratos. Não há prazos para cumprir pagamentos e os médicos acabam por esperar vários meses pelo dinheiro que lhes pertence.
Por exemplo, em dois anos, a zona do Porto perdeu metade dos médicos que tinha nas esquadras. Em consequência fecharam também os postos de atendimento. Desde 2005 que os polícias descontam 1,5% do ordenado para os Serviços de Assistência na Doença. Mas Paulo Rodrigues garante que esse valor não assegura cuidados de saúde.
A TVI contactou o Ministério da Administração Interna que remete qualquer esclarecimento para a Direcção Nacional da Polícia. Já a PSP não comenta o alerta dos agentes de segurança.
Fonte: TVI

Crime violento

Criminalidade violenta e organizada chegou para ficar - director do Observatório de Segurança



Lisboa, 21 Ago (Lusa) - O director do Observatório de Segurança disse hoje que a criminalidade violenta "chegou para ficar e conquistar terreno" em Portugal, com grande capacidade de organização e qualidade de meios, tal como já acontece no resto da Europa.
Em Agosto, já foram assaltadas pelo menos quatro postos de gasolina, quatro ourivesarias, três dependências bancárias e uma carrinha de transporte de valores.
"A criminalidade organizada de qualidade e com profissionalismo está a aumentar. Em termos estatísticos não deve ter reflexos, mas estão a surgir cada vez mais situações", disse o General Garcia Leandro em declarações à agência Lusa.
Apesar de considerar que a capacidade de reacção da polícia portuguesa melhorou, Garcia Leandro alerta que, tal como acontece noutros países da Europa, o crime organizado e com grande violência é praticado por criminosos bem organizados.
"A capacidade de organização dos criminosos é mais rápida e potente que a das forças de segurança, em Portugal ou em qualquer país. Estamos a viver uma globalização criminal", referiu.
Após o assalto à dependência do Banco Espírito Santo, em Campolide, Lisboa, o responsável pelo departamento da Polícia Judiciária (PJ) que investigou o caso disse que a morte de um dos assaltantes poderia ter um efeito dissuasor junto de outros criminosos.
Em declarações à agência Lusa, o coordenador da Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB) da PJ realçou que o facto de um dos assaltantes ter ficado gravemente ferido e outro ter sido abatido pela polícia "pode, no mundo do crime violento, ter um efeito dissuasor".
Para Garcia Leandro este foi um aviso importante em termos de reacção das forças de segurança nacionais mas, alertou, há que ter a consciência de que não é possível ter polícias em todos os locais do país.
"O caso do BES foi importante porque demonstrou que a polícia aparece, reage e resolve o problema", disse.
Contudo, o director do Observatório Permanente de Segurança considera que, mesmo com este aviso, os criminosos não vão parar de praticar crimes.
"Há uma dinâmica de malfeitores que é de conquistar terreno e vão fazê-lo", disse, defendendo assim a necessidade de uma organização por parte de toda a sociedade para combater e resistir a esta tendência tal como já o fazem as forças de segurança ao trabalhar em conjunto com as suas congéneres europeias.
Por outro lado, acrescentou, também as empresas devem começar a ter consciência da necessidade de garantirem a segurança das suas instalações.
Garcia Leandro referia-se assim aos sucessivos casos de assaltos a gasolineiras, ourivesarias e dependências bancárias e também ao inédito e recente assalto a uma carrinha de valores da Prosegur na Auto-Estrada do Sul, na madrugada de quarta-feira.
"Este caso da carrinha de valores demonstra a vontade destes movimentos, mas também a falta de segurança. Não é possível aceitar que seja bloqueada por três carros numa auto-estrada. Dão-se todas as possibilidades aos criminosos para actuarem", disse.
Se as entidades e organizações que podem ser atacadas não tomarem medidas para se protegerem, dificilmente as polícias conseguem fazê-lo sozinhas, adiantou.
Nos últimos quinze dias, e já depois do assalto ao BES, várias ourivesarias, postos de gasolina e dependências bancárias foram assaltadas, ocorrências que, segundo Garcia Leandro, devem levar estas empresas a repensar os seus sistemas de segurança.
Segundo os últimos dados do Gabinete Coordenador de Segurança, nos primeiros seis meses do ano, o "carjacking", os assaltos à mão armada a bancos, a postos de combustível e a farmácias dispararam.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Assaltou esquadra da PSP

Rui Ferreira foi anteontem detido em flagrante por roubar uma câmara de filmar na Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Matosinhos, onde tinha acabado de ser interrogado por suspeita de furtos na casa dos pais que, aliás, o denunciaram. A polícia acabou por detectar depois que o homem de 35 anos andava fugido à Justiça desde 2003, já que estava indiciado por vários outros crimes de furto e tem até uma condenação em multa à revelia.
Rui Ferreira foi presente ao Tribunal de Instrução Criminal (TIC) que lhe aplicou como medida de coacção apresentações semanais às autoridades.
O despacho do TIC considerou haver perigo de fuga do arguido e lembra vários inquéritos judiciais que decorrem contra ele. Mas o facto de ter confessado o crime levou a que o juiz optasse por uma pena mais leve.
Segundo apurou o CM, Rui Ferreira é toxicodependente e tem estado ausente em Inglaterra, evitando assim as muitas notificações judiciais que vão para a casa dos progenitores. Foi até condenado, à revelia, ao pagamento de 270 euros de multa que, face à ausência, foram convertidos em dias de prisão. Uma situação que, no entanto, não foi mencionada na audição no TIC.
Rui Ferreira confessou que causou problemas em casa e que os pais chamaram a polícia. Já na Esquadra da DIC roubou a máquina de filmar e recusou-se a devolvê-la aos agentes quando foi interceptado. Só negou ter empurrado um dos agentes, tal como consta no relatório policial.
Fundamentou as atitudes com o facto de ser toxicodependente e que estava há alguns dias sem consumir drogas. O CM sabe que Rui Ferreira chegou de Inglaterra há poucos dias, viajando de carro até Leça da Palmeira, onde residem os pais. Um regresso que não terá sido familiarmente pacífico. Além de se ter revelado agressivo, furtou alguns objectos de valor da casa dos pais.
PORMENORES
MÁQUINA DE FILMAR
Rui Ferreira já estava de saída da PSP de Matosinhos, quando viu a máquina de filmar em cima do balcão e não resistiu. Pegou no aparelho e guardou-o na cintura traseira, tapando-o com a camisola.
AGENTE VIU
Um dos polícias da DIC que estava por perto, percebeu o gesto e estranhou o volume nas costas do suspeito. Mandou-o parar e mostrar o que tinha atrás das costa, mas Rui Ferreira recusou--se a cumprir a ordem. Segundo fonte da PSP, na troca de palavras com os polícias, Rui reagiu mal e ainda empurrou um dos elementos da autoridade.
CASA
Rui saiu ontem do tribunal, decidido a regressar a casa dos pais a quem tinha roubado vários objectos de valor. Foram os familiares que pediram a intervenção da PSP, numa tentativa desesperada de travar os furtos e o consumo de drogas.
Fonte: Correio da Manhã

Explosivo militar 'C4' foi usado para rebentar portas blindadas

O 'C4' é um explosivo de acesso restrito às forças militares e policiais



O explosivo alegadamente utilizado no assalto à carrinha da empresa de segurança Prosegur, o C4, é de "uso restrito" a militares e polícias, "não sendo conhecidas utilizações civis". "Quem utilizar o C4, e não souber o que vai fazer, estraga o dinheiro que estará a ser transportado". Esta não foi a primeira vez que em Portugal foram utilizados explosivos em assaltos. A 15 de Abril, um grupo de assaltantes utilizou esses engenhos ao tentar furtar uma caixa multibanco, na Moita. Também o dono da boîte o Avião, em Lisboa, terá sido assassinado com recurso ao mesmo material. O C4 tornou-se popular por via dos atentados terroristas em Bali, na Indonésia. Mas desde há muito que em Portugal é conhecido dos militares e das polícias: "O exército Português e a grande maioria dos exércitos do mundo usam-no para demolições e abertura de portas porque permite uma carga dirigida e tem elevado poder de rebentamento. Pouca quantidade faz muitos estragos". De "fácil transporte" o C4 "é como plasticina, molda-se à medida do alvo a rebentar". Segundo esta fonte, "menos de cem gramas rebenta uma blindagem pequena". Sobre o assalto na A2, fonte policial reconheceu que "carece de estudo prévio, até porque a quantidade a usar depende da blindagem e apenas existe uma única oportunidade. O explosivo, que é extremamente maleável, se colocado no contorno da traseira da carrinha abre realmente um buraco como o que vimos na TV". O explosivo é de fácil transporte, "pode levá-lo no bolso", permite uma explosão "localizada" e, dependendo da blindagem, "uma pequena quantidade faz muitos estragos". A opinião é corroborada por especialistas como José Anes, actual docente na Universidade Nova e antigo dirigente do Laboratório de Polícia Científica da PJ. "É muito moldável e de fácil transporte. É como fazer uma bola de plasticina e levá-la no bolso." Este perito, que estagiou no Laboratório da Polícia Nacional de Israel, reconheceu que "é necessário muito treino e operacionalidade" para o seu manuseio. Em Portugal, apenas as operações especiais do Exército e da PSP (GOE) têm acesso a ele. A Marinha, através dos destacamentos de acções especiais, também o usa, bem como os sogas da Força Aérea. Nas Forças Armadas, o C4 "existe em algumas quantidades". Porém, a fonte militar garantiu que "quando é usado, em treinos ou operações, "a sua requisição tem um elevado controlo administrativo". Um outro operacional do Exército, com experiência em Moçambique, Timor, Turquia e Venezuela, acrescentou: "Num treino requisitamos cem gramas, mas se fizermos apenas oito demolições podemos não devolver o resto à escotaria e empurrá-lo para o circuito paralelo". As autoridades não hesitam em reconhecer que " o explosivo utilizado é da família do C4, um material plástico potente e formado por uma substância que tem duas características: oxidante e redutora". Fonte dos Serviços de Informação e Segurança (SIS) adiantou ao DN : "Existem fortes motivos que nos levam a crer que se possa tratar de PE4A, um explosivo que já foi usado anteriormente em atentados terroristas." José Anes lembra que "a ETA já usou este tipo de material".
Fonte: DN

Português detido com cocaína no Peru

18 quilos de cocaína



Um cidadão português, de 24 anos, foi esta terça-feira detido no aeroporto internacional de Lima quando se preparava para viajar do Peru para Itália com 18 quilos de cocaína na bagagem.
Segundo a Polícia peruana, o jovem carregava a droga escondida no fundo falso de uma mala e foi detido quando fazia o controlo de embarque. O mesmo viajante estava no Peru há dez dias e dirigia-se para Itália após uma escala na Holanda. Ouvido pelas autoridades, confessou que iria receber cerca de 3.800 euros pela carga.
Fonte do gabinete do secretário de estado das Comunidades Portuguesas disse ontem à Lusa não ter conhecimento oficial da detenção do cidadão português, adiantando que as autoridades nacionais são avisadas a pedido dos detidos. O número de portugueses detidos no Peru por ligações ao tráfico ascendia, em Maio passado, a mais de três dezenas.
Fonte: JN

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Executado em casa

Marco Paulo Pereira Vaz saiu de casa no sábado à noite na companhia de um dos irmãos mais novos, Adilson, de 17 anos. Caminharam pelas ruas da Quinta do Mocho, Sacavém, e foram ao Salão – uma loja abandonada onde a comunidade faz festas aos fins-e-semana – beber cerveja e dançar música africana.
A festa, que contava com a presença de mais de cem pessoas, abrandou quando Marco se envolveu numa sessão de pancadaria, motivada por rixas antigas, com outro jovem que mora naquele bairro e com quem tem quezílias por pertencerem a grupos rivais.
Nervoso e sem apoio, Marco telefonou para uns amigos do Bairro da Bogalheira, em Camarate, onde viveu vários anos. Pediu ajuda. Os amigos de Marco, um grupo com cerca de oito elementos, passaram junto à festa e abriram fogo com as caçadeiras de canos serrados a partir do interior de dois carros em movimento. Balearam sete pessoas e fugiram. Entretanto, Marco e o irmão, Adilson, fugiram para casa.
Os ponteiros do relógio passavam pouco das 05h00. O gang que já tinha sofrido sete baixas correu em direcção a casa de Marco, o rés--do-chão esquerdo do lote dois da avenida Amílcar Cabral, para um ajuste de contas. Dez elementos tentaram arrombar a porta do prédio, que está esburacado por disparos antigos, mas não conseguiram. Mudaram de estratégia: apedrejaram a janela da sala até a partir. Rebentaram os estores e invadiram a casa, partindo tudo o que apanhavam à frente. O objectivo era abater o rival, que já estaria marcado. Marco correu para a cozinha, onde acabou morto à pedrada e com um tiro de caçadeira no abdómen.
A mãe, Benvinda Pereira, e seu pai – confinado a uma cadeira de rodas – foram trancados no quarto pelos jovens, com idades entre os 16 e os 20 anos. Adilson e outro irmão de 11 anos, ficaram fechados noutra divisão. 'Só ouvi gritos, estavam a matar o meu filho', conta a mãe da vítima. Ao ‘Portugal Diário’, Benvinda relatou que na manhã de sábado um dos seus filhos, de 11 anos, ouviu ameaças. 'O meu filho mais pequeno foi ao talho e viu um grupo de rapazes aqui do barro dizerem: hoje vamos matar o irmão desse puto.' Eram 11h00. A PJ procura, com o apoio da PSP, localizar os 18 suspeitos que estão a monte.
PERFIL: MARCO PEREIRA VAZ
Conhecido como um 'miúdo sossegado', Marco vivia em França com o pai e o irmão Adilson há cerca de um ano. Voltou há um mês e meio para renovar documentos
GANG FOI AO BAIRRO DA BOGALHEIRA
O grupo de dez indivíduos que matou Marco Vaz fugiu do local do crime em vários carros e dirigiram-se ao Bairro da Bogalheira, em Camarate – onde a vítima viveu vários anos – na tentativa de encontrarem os autores dos disparos feitos na festa e que atingiram sete elementos do seu gang.
Segundo Francisca Oliveira, testemunha do episódio violento e vizinha da vítima mortal, quando os jovens saíram de casa de Marco, ainda de armas em punho, gritaram: 'Isto não vai acabar por aqui.'
A PSP de Loures registou uma ocorrência pelas 06h20 de ontem. 'Houve um outro tiroteio que apenas provocou danos patrimoniais', diz fonte da PSP, escusando-se a confirmar se este tiroteio – cujas balas só acertaram no exterior de prédios e em alguns carros – está relacionado com o que sucedeu uma hora antes na Quinta do Mocho.
O CM sabe que o objectivo da ida do gang da Quinta do Mocho era encontrar os elementos da Bogalheira que foram ao seu bairro e balearam sete pessoas. No bairro, alguns moradores negaram a existência de um tiroteio; outros apenas quiseram passar a ideia de que era 'um bairro de respeito'.
UM DOS FERIDOS COM PROGNÓSTICO RESERVADO
Três dos sete jovens baleados na Quinta do Mocho, em Loures, estão internados nos hospitais de Santa Maria e Curry Cabral, em Lisboa, mas apenas dois feridos têm prognóstico reservado. Um dos jovens foi operado de urgência no Santa Maria devido aos ferimentos no abdómen e tem prognóstico reservado. Outro foi atingido no abdómen e está clinicamente 'estável' no Curry Cabral.
O terceiro internado, de 17 anos, está no Stª Maria. Foi atingido por estilhaços nas costas e pernas, mas não corre risco de vida. Os restantes feridos tiveram alta ontem.
PJ ESTÁ NO RASTO DOS ATIRADORES
Os inspectores da Secção de Homicídios da Judiciária de Lisboa chegaram à Quinta do Mocho ainda de madrugada, recolhendo testemunhos e fazendo uma inspecção completa ao local do crime. Reuniram várias informações que permitiram rapidamente identificar os suspeitos dentro dos dois gangs – autores dos disparos que fizeram um morto e sete feridos. Até à hora de fecho desta edição estavam a monte, escondidos fora dos bairros de origem, mas a PJ conta prendê-os a qualquer momento.
MAI GARANTE REFORÇO DE POLICIAMENTO
No dia 12 de Julho, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, anunciou em Loures que este concelho e o de Sintra vão ser os primeiros de Lisboa a receber contratos locais de segurança, que prevêem o reforço da segurança comunitária e o policiamento de proximidade. A partir de Outubro o protocolo assinado com a Associação Nacional dos Municípios Portugueses começa a funcionar. Até lá, garantiu o ministro, o Corpo de Intervenção e o Grupo de Operações Especiais da PSP 'vão intervir sempre que for necessário'. O MAI recusou comentar os tiroteios de ontem.
QUINTA OCUPADA DE FORMA ILEGAL
O bairro da Quinta do Mocho nasceu às portas de Lisboa, em Sacavém, depois do 25 de Abril. Imigrantes africanos, sobretudo angolanos e santomenses, começaram a habitar ilegalmente os prédios inacabados, numa área de 260 mil metros quadrados. O terreno, que até 1975 era propriedade de uma empresa privada, foi expropriado pelo Estado depois da revolução. Os edifícios inacabados foram ocupados por imigrantes que, na sua maioria, viviam em estaleiros. Os prédios acabaram demolidos e os moradores realojados num bairro social ali construído. A criminalidade acentuou-se nos anos 90, com a segunda geração.
NOTAS
REFORÇO: POLÍCIA PRESENTE
Por ser um bairro problemático, a PSP mobilizou, em Julho, várias equipas da Unidade Especial para o local. Ontem à tarde uma equipa das Brigadas de Intervenção Rápida patrulhava o bairro
PROVAS: CARTUCHOS E SANGUE
A Polícia Judiciária recolheu ontem vestígios de sangue no local do crime e na loja onde começou o tiroteio. O sangue e os cartuchos encontrados serão analisados pela Polícia Científica
FAMÍLIA: SEM REALOJAMENTO
A mãe da vítima mortal quer agora sair do bairro, mas a Câmara Municipal de Loures descarta a possibilidade de realojamento, pois o incidente foi de ordem pública e não social.
Fonte: CM

PSP diz que Carolina já não corre perigo


Carolina Salgado já não tem protecção policial permanente. A PSP fez uma avaliação de risco e considerou já não se justificar a medida. O Ministério Público concordou.
Aquela que é considerada testemunha fulcral no caso Apito Dourado, nos processos contra o presidente do F. C. Porto, só irá ser seguida por polícias quando se deslocar a diligências concretas.
Esta medida foi considerada suficiente pelos elementos da PSP que efectuaram a avaliação trimestral da situação de Carolina. Mas a decisão pode ser alterada a qualquer momento, se surgirem indícios de perigo.
Durante cerca de um ano, desde 24 de Julho do ano passado, a ex-companheira de Pinto da Costa foi guardada dia e noite por pelo menos dois agentes da PSP.
Na origem da protecção da testemunha esteve um requerimento do seu advogado, José Dantas, à equipa de investigação do Apito Dourado, coordenada por Maria José, Morgado, na sequência da detecção de movimentos suspeitos de indivíduos junto à sua casa, em Gaia.
Os polícias deram nas vistas ao seguir Carolina em todas as deslocações relacionadas com a apresentação do seu livro, "Eu, Carolina", o filme "Corrupção", bem como em estadias no Alentejo, na estalagem do agora ex-namorado, Francisco Rolo.
Há mês e meio, um juiz do Tribunal de Instrução Criminal do Porto mandou instaurar um processo-crime a Carolina por indícios de falsas declarações. Em causa está o facto de, no caso FCP-Amadora, ter dito que estava ao lado de Pinto da Costa quando este recebeu o célebre telefonema da "fruta", quando, na realidade, estaria algures entre a casa da mãe e o cabeleireiro. O que foi detectado através da análise a escutas de Pinto da Costa.
Fonte: JN

Skin ataca em vídeo

video

O líder da Frente Nacional, Mário Machado, assegura que o processo judicial no qual responde, em conjunto com outros 35 arguidos, "é uma perseguição política, organizada pela Maçonaria e Ministério Público, em conluio com a Polícia Judiciária". A mensagem consta de um vídeo que o líder nacionalista gravou, e colocou na internet. Desde anteontem que a gravação, inicialmente posta à disposição através do site de partilha de vídeos ‘Youtube’, está também visível no blog ‘Terra Portuguesa’. A cerca de um mês da leitura do acórdão do processo, no qual responde por crimes de discriminação racial, ofensas à integridade física, e posse de arma ilegal, Mário Machado quis dirigir-se a todos os nacionalistas "olhos nos olhos, não obstante a pena que venha a levar". "Andam a perseguir os nacionalistas. Eu não posso sair da minha freguesia, mas ninguém prende as minhas ideias e convicções", considerou o líder nacionalista. Mário Machado apelou aos companheiros de partido que não desistam, instando-os "a lutar até ao último homem, em defesa dos ideais nacionalistas". José Castro, advogado do líder skin, disse ao CM "não ter conhecimento da gravação deste vídeo". "O facto de o meu cliente ser arguido, não lhe cerceia os direitos e liberdades", concluiu.

VIOLOU MEDIDA DE COACÇÃO

A PSP denunciou ao Ministério Público que MárioMachado, líder nacionalista em julgamento no Tribunal da Boa-Hora, violou a medida de coacção a que está sujeito. Depois de libertado por excesso de prisão preventiva, o arguido foi impedido de se ausentar da Póvoa de Santo Adrião, freguesia do concelho de Odivelas, onde reside. No entanto, em meados de Julho, o arguido saiu fora dos limites da freguesia. A PSP constatou a violação, comunicou-a ao Ministério Público, que requereu a imediata alteração de medidas de coacção. No entanto, em sessão realizada ontem, o juíz João Felgar indeferiu o requerimento, deliberando a manutenção das medidas de coacção. No entanto, acrescentou o magistrado, "esta violação será considerada numa eventual pena". A próxima audiência é a 12 de Setembro.
Fonte: CM

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Polícias querem base de dados única

Várias organizações de polícias nacionais defendem a criação de uma base de dados única de informação de segurança, que possa ser utilizada pela Polícia Judiciária, Guarda Nacional Republicana e Polícia de Segurança Pública.
A informação é avançada pelo Diário de Notícias (DN), que cita responsáveis de associações de profissionais ligadas às forças de segurança, que discordam das afirmações recentes do ex-director da PJ, Santos Cabral, que defende uma polícia única para melhorar o combate ao crime.
Na opinião das organizações o principal problema reside na falta de comunicação entre as três forças, que surgiu sobretudo desde o ano 2000 com a Lei de Organização da Investigação Criminal , quando alguns tipos de crimes investigados apenas pela PJ passaram a poder ser investigados pela PSP e GNR.
Isto fez com que as forças de segurança, por questões de rivalidade, dificultassem a troca de informação entre si. Como explicou ao DN Carlos Brás, da Associação Sócio-Profissional Independente da GNR , «são as guerrinhas, as capelinhas entre polícias que já todos conhecemos, em que cada uma quer retirar os louros das investigações e não partilha a informação».
Também Paulo Rodrigues, da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia , concorda com esta falta de cooperação e propõe a criação da tal base de dados única, onde esta informação estaria centralizada. «Cada força policial passaria a ter um agente nessa central e, sempre que fosse preciso, os investigadores iam buscar informação a essa base de dados única», afirma o responsável.
A mesma opinião tem o presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal , Carlos Anjos, ao considerar que «o problema da falha ao nível das informações é transversal», realçando que «não se pode enviar faxes para todos os outros órgãos de investigação criminal sempre que se detém alguém».
Carlos Anjos aponta mesmo o dedo aos «sucessivos governos que, desde 2002, ainda não regulamentaram o plano de informações previsto na Organização da Investigação Criminal».

Parecer: Frente Nacional em causa

PGR admite proibições

As manifestações podem ser proibidas, se atentarem contra a ordem e a segurança públicas. Ou se forem contrárias à lei, à moral, aos direitos das pessoas singulares ou colectivas ou visarem a consideração devida aos órgãos de soberania e às Forças Armadas.
A conclusão é da Procuradoria-Geral da República após a dúvida levantada pelo Governo Civil de Lisboa. A 18 de Junho de 2005 foi autorizada uma manifestação de carácter racista promovida pela Frente Nacional, por haver dúvidas de que uma eventual proibição atentava contra os mais elementares direitos constitucionais.
O Conselho Consultivo da PGR emitiu um parecer, publicado em Diário da República no final da semana passada, onde defende que a proibição é possível e que a mesma pode ser decretada pelas câmaras ou governos civis. Uma proibição que deve ser sempre criteriosamente analisada, de forma a atender a critérios de necessidade, eficácia e proporcionalidade.
Diz ainda a PGR que mesmo que as manifestações sejam autorizadas, "por falta de fundamento bastante" para a recusa, se ocorrerem "a prática de crimes, podem as autoridades policiais de segurança (Polícia de Segurança Pública, Guarda Nacional Republicana) interromper a sua realização e ordenar a respectiva dispersão".
SAUDAÇÕES NAZIS NA MARCHA
A manifestação de Lisboa realizou-se a 18 de Junho de 2005. Foi anunciada na internet como sendo organizada pela Frente Nacional – um partido de extrema-direita – mas a autorização foi requerida por três cidadãos anónimos que apenas garantiam tratar-se de uma marcha de protesto, intitulada ‘Menos criminalidade, mais segurança’.
Por haver dúvidas legais, acabou por ser autorizada e degenerou nos confrontos. Saudações nazis e palavras de ordem contra imigrantes pautaram a marcha que acabou com o Corpo de Intervenção da PSP a impedir desacatos entre manifestantes e contestatários.
A manifestação nacionalista serviu como acção de pré-campanha para as eleições do Partido Nacional Renovador, sendo mesmo considerada a maior "manif xenófoba" de sempre.
Fonte: Correio da Manhã

Procurador limita poderes das polícias municipais

Só em flagrante delito os agentes podem revistar, identificar ou deter suspeitos, garante parecer do PGR



A Procuradoria-Geral da República pôs termo esta semana às dúvidas que suscitava a lei sobre os poderes da Polícia Municipal. Salvo casos de flagrante delito, a acção dos agentes "é sempre de prevenção e nunca de punição".
As dúvidas tinham sido levantadas no início do ano, pelo ministro da Administração Interna. Rui Pereira pediu um parecer ao Conselho Consultivo da PGR, para que desse um "entendimento uniforme" aos poderes reais da Polícia Municipal (PM), de modo a pôr fim às "dúvidas que têm sido transmitidas ao MAI". E as matérias em causa não eram de importância menor - focadas sobretudo no poder de identificação e detenção de um suspeito; no crime de desobediência quando este não acata as ordens da PM; e ainda na apreensão de materiais no curso de fiscalizações em feiras ou mercados.
As respostas de Pinto Monteiro chegaram já ao MAI e são definitivas: a Polícia Municipal (PM) "não é uma força de segurança". Ou seja, "complementa, não substitui a Polícia de Segurança Pública (PSP)". Ou seja, a PM não pode exceder a mera prevenção de comportamentos ilícitos".
Assim, segundo o parecer - publicado na última semana em Diário da República - há alguns poderes que ficam definitivamente fora das mãos da PM. Como a revista de segurança (excepto se houver razões para crer que um indivíduo oculta armas), a identificação de alguém (excepto se em exercício de fiscalização) ou a detenção de suspeitos.
Em todos estes casos, as polícias municipais só podem actuar quando apanharem os infractores em flagrante delito. E, mesmo nesses casos, a sua competência é restringida: limita-se à detenção - mas só quando o crime for público ou semi-público, punível com pena de prisão. E deve entregar os suspeitos imediatamente à autoridade competente. De qualquer forma, frisa o PGR, nunca lhes é permitido formalizar a detenção nem elaborar o respectivo expediente.
A Polícia Municipal vê também negada a competência para proceder à constituição de arguidos. E é-lhe ainda expressamente vedada qualquer acção de investigação, que é "própria de órgãos de polícia criminal".
Relativamente à apreensão de material, podem fazê-lo, mas apenas com base nas suas estritas competências de fiscalização, excluindo vigilância de espaços públicos. Nas situações - sempre de excepção - em que a PM pode actuar, a recusa dos infractores em identificarem-se configura efectivamente em crime de desobediência. Nesse caso, o agente municipal pode detê-lo para ser apresentado ao Ministério Público.
Fonte: JN

PARA QUE NÃO HAJAM DÚVIDAS

Abrantes: GOE atingido por um dos assaltantes



Polícia já sabe quem foi o autor do disparo que atingiu um agente do Grupo de Operações Especiais (GOE), da PSP. Apenas falta o resultado da análise balística, mas a reconstituição do cenário do tiroteio permitiu apontar a culpa a Carlos Aleixo, detido em preventiva no estabelecimento prisional do Linhó, noticia o Diário de Notícias (DN).
Abrantes: reconstituição do cerco aos suspeitos
Abrantes: polícia baleado durante cerco a suspeitos
Segundo uma fonte da Polícia Judiciária (PJ) garantiu ao DN que o «Caso da Abrançalha», como ficou conhecido, terá um desfecho rápido. «Este caso estará encerrado dentro de muito pouco tempo», afirmou a fonte. Para tal, a PJ está apenas à espera da conclusão da análise balística, mandada com nota de urgência para o Laboratório de Polícia científica, e dos exames médico-legais.
A mesma fonte da Judiciária considerou ainda a intervenção da PSP um pouco precipitada e os elogios a Rui Pereira, Ministro da Administração Interna, à actuação da polícia, desadequados.
Abrantes: MAI elogia actuação da PSP
Luís Barros, de 33 anos, foi baleado na nádega esquerda, com perfuração da bexiga, em consequência da troca de tiros entre a polícia e o «gang» da Abrançalha.

Quinta do Mocho: Um morto e cinco feridos

O Ministério da Administração Interna não faz, para já, comentários sobre os incidentes registados na última madrugada na Quinta do Mocho, no concelho de Loures, que resultaram num morto e cinco feridos, adiantando apenas que foi ordenado um reforço do reforço do patrulhamento na zona. O jovem de 20 anos foi morto dentro da própria casa por um grupo que, segundo a mãe da vítima, vinha de uma festa na rua Agostinho Neto, onde já teriam disparado alguns tiros. Uma fonte policial confirmou que cinco pessoas ficaram feridas naquele local, por disparos efectuados a partir de dois carros em movimento. Dois dos feridos foram levados para o Hospital Curry Cabral e outros dois para Santa Maria, tendo um deles sido submetido durante a manhã a uma intervenção cirúrgica. Confrontada com estes incidentes, uma fonte ministerial limitou-se a adiantar que já foi “determinado o reforço da presença policial e do patrulhamento, o que envolveu a Unidade Especial de Polícia” para a Quinta do Mocho. A mesma fonte lembrou ainda que, no dia 13 de Agosto, o ministério acordou um protocolo com a Associação Nacional dos Municípios Portugueses, que vai enquadrar os contratos locais de segurança que pretende assinar com várias autarquias, a começar pelo Porto, Loures e Sintra, já em Setembro. Estes contratos, anunciados depois dos incidentes em grupos rivais na Quinta da Fonte, também no concelho de Loures, prevêem um reforço do policiamento de proximidade nos bairros considerados problemáticos e várias iniciativas para prevenir e combater a delinquência juvenil. O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, garantiu ainda que o Corpo de Intervenção e o Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP “vão intervir sempre que for necessário”.

Fonte: Lusa, PÚBLICO

sábado, 16 de agosto de 2008

FUSÃO

Santos Cabral considera que se perdeu oportunidade de debate

O antigo director nacional da Polícia Judiciária, Santos Cabral, defende a criação de uma única polícia em Portugal que concentre os poderes dispersos por todas as forças de segurança, como por exemplo, a PJ, a GNR ou a PSP. Santos Cabral apresentou esta tese ontem ao DN, depois de considerar que a nova lei orgânica da PJ foi uma oportunidade falhada para se fazer um debate sobre a restruturação das forças policiais.
Para o agora juiz do Supremo Tribunal de Justiça, é urgente concentrar a informação dividida por todos os órgãos de investigação criminal numa única polícia, sob pena de se perder a batalha contra o novo crime organizado. E para o magistrado não interessa se a nova força policial que defende fica dependente do Ministério da Administração Interna ou do Ministério da Justiça. Apenas que concentre a informação e os investimentos contra criminosos cada vez mais preparados.
"Estou a pensar na criminalidade organizada, como a financeira, onde é preciso perceber quem a combate. É preciso discutir quantas polícias e que diálogo queremos", argumenta Santos Cabral, que apresenta logo de seguida a sua própria proposta. "Devíamos fazer como os Austríacos, que criaram uma única polícia e que têm dado resposta muito eficaz a novos problemas, como o terrorismo". A este propósito, convém informar que até 1 de Julho de 2005, a Áustria tinha três polícias nacionais, todos na dependência hierárquica do Ministro do Interior federal. Mas diferenças entre os sistemas informáticos e a existência de três corpos de investigação criminal diferentes ditou a criação de uma força policial única.
Recorde-se que não é a primeira vez que se fala da concentração das polícias em Portugal, mas até agora a discussão tinha-se centrado principalmente na junção de todas as forças sob a tutela do Ministério da Administração Interna.
Críticas à lei orgânica
Ao fechar o ângulo sobre a lei que define a vida interna da PJ, o magistrado critica a falta de regulamentação das unidades que substituem vários departamentos, o que "retira significado à lei".
Acusação partilhada por outro antigo director, Fernando Negrão, que vai mais longe nas críticas. "O que vemos com esta lei, com a criação das unidades sem a respectiva regulamentação, é que o Governo quer criar uma PJ à sua medida, regulamentando à medida das necessidades". O deputado do PSD suspeita mesmo que "o Governo pretende retirar a PJ da tutela judicial e integrá-la no Ministério da Administração Interna, para ter uma intervenção mais directa sobre ela".
Estas posições vão ao encontro da opinião do sindicalista Carlos Anjos, que já tinha alertado para o facto de "a regulamentação das unidades dever ter sido feita na lei orgânica."

Conheça o homem que deu a ordem para matar

O homem que deu a ordem para os atiradores de elite da PSP neutralizarem os dois assaltantes que ameaçavam a vida de dois reféns, no BES de Campolide, em Lisboa, é um portuense de gema, filho de polícia e irmão de polícia.
O superintendente chefe Jorge Filipe Moutinho Barreira, 54 anos, pais de duas filhas, está à frente do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP e, em consequência deste facto, assumiu o comando operacional do dispositivo policial que fez frente à crise dos reféns.
A Polícia, a bem dizer, estava-lhe no sangue. O seu pai prestava serviço na esquadra que cobre a zona da Ribeira, bem no Centro Histórico do Porto, e Jorge Barreira costuma recordar alguns episódios da sua adolescência que por ali passaram. O seu irmão é inspector na Polícia Judiciária do Porto.
Juntamente com Oliveira Pereira, o actual director nacional da PSP, Jorge Barreira, que era major da especialidade de Cavalaria, é um dos últimos sobreviventes dos oficiais superiores que, nos anos 80, optaram por fazer carreira na PSP. O grosso da parte inicial da sua carreira foi feito no Porto, onde chegou a comandar a primeira "super-esquadra" do distrito, criada pelo então ministro da Administração Interna, Dias Loureiro.
Em meados dos anos 90 integrou as forças de manutenção de paz na Bósnia, durante a crise dos Balcãs. Depois, esteve um ano em Aveiro, chegou a comandar a PSP de Viseu e esteve colocado no Algarve, antes de ir para a Direcção Nacional da PSP, com um cargo administrativo. Pouco tempo depois, passaria a comandar a Polícia Municipal do Porto, onde entre outros casos, teve que gerir a ocupação do Teatro Rivoli.
Nos cinco meses que passou em seguida à frente da PSP na Madeira, ainda recebeu um louvor de Alberto João Jardim. No regresso a Lisboa, subiria a comandante metropolitano da PSP com a ascensão do oficial que ocupava o cargo, Oliveira Pereira, a director nacional daquela força de segurança.
Fonte: JN

Uma boa operação

“O aplauso só não foi unânime porque há sempre alguém que tem imensa pena dos criminosos e que esquece por sistema as vítimas”



Justiça seja feita. A operação da PSP no assalto a uma agência bancária do BES em Lisboa foi exemplar. A todos os títulos. Os dois assaltantes foram neutralizados e os reféns saíram sãos e salvos depois de muitas horas de angústia. A operação policial não teve qualquer nome especial, tipo ‘Apito Final’ ou ‘Furacão’ e que muitas vezes começam e acabam de forma particularmente ridícula. A operação policial, que os cidadãos puderam acompanhar em directo nas televisões privadas, particularmente o seu desfecho, foi mais importante para a prevenção do crime violento do que muitas leis, decretos-lei, portarias, campanhas e imensas declarações, a maior parte das vezes patéticas, de responsáveis políticos e das forças de segurança. A operação policial mostrou aos cidadãos que ainda podem contar com algumas forças de segurança.
A operação policial foi uma excelente surpresa para os indígenas que andam cada vez mais inseguros e desconfiados com a eficácia de certas polícias e com o funcionamento da Justiça em geral. Finalmente aconteceu uma coisa boa neste sítio cada vez mais perigoso, cada vez mais hipócrita, cada vez mais manhoso e obviamente cada vez mais mal frequentado. Aconteceu uma coisa boa e o aplauso foi praticamente unânime. O que é um excelente sinal e uma enorme prova de confiança das populações na PSP em geral e nos seus grupos especiais em particular. E o aplauso só não foi unânime porque há sempre alguém que desconfia por ideologia das forças policiais, que tem imensa pena dos problemas económicos, sociais e amorosos dos criminosos, esquece por sistema as vítimas e culpa a sociedade por todos os crimes.
Mas essas vozes, felizmente, não chegaram ao Céu, como acontece normalmente com as dos burros. A operação policial, simplesmente uma boa operação, sem nomes pomposos e ridículos, não faz esquecer os pavorosos erros cometidos por outras forças de segurança, os seus enormes fracassos na descoberta de crimes violentos e na sua propensão para o delírio sempre que é preciso esconder incompetências gritantes. A operação policial não faz esquecer o que se passa na Justiça, com leis penais que favorecem a prática de certos crimes, nomeadamente os de natureza económica. Mas a operação da Polícia de Segurança Pública veio dar aos cidadãos uma réstia de esperança, um sentimento de conforto e a certeza de que, afinal, nem tudo é mau num reino em que o rei está praticamente nu.
Fonte: JN - António Ribeiro Ferreira, Jornalista

Taxímetro marcava 5,45 euros mas cobrou nove

Manuel C., 69 anos, entrou na sala de audiência do Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa desorientado e muito nervoso. Parecia não saber por que razão ia ser presente à "senhora doutora juíza". Afinal, a culpa não tinha sido sua, taxista há cerca de 40 anos e com o cadastro imaculado.
Fora a "confusão do trânsito" que se vivia àquela hora da manhã, junto ao aeroporto da Portela, que o levara a cobrar 9 euros às duas turistas japonesas quando o taxímetro só marcava 5,45 euros.
- Elas levavam duas malas de viagem na bagageira... - tartamudeou, a determinada altura, Manuel C., como explicação.
- E o senhor tinha o suplemento de bagagem ligado?, questionou a juíza, pacientemente.
- Pois, senhora doutora juíza, não sei, não me lembro.
- Sabe que o valor do suplemento de bagagem é 1,60 euros? Que somados aos 5,45 euros que o taxímetro marcava totaliza 7,05 euros? - perguntou a juíza.
- Não sei, senhora doutora juíza. Isto é uma grande confusão.
As mãos tremem cada vez mais. Para disfarçar, o taxista - que "faz apenas umas horas" para compor reforma de 436 euros - esconde-as atrás das costas.
Quando os dois agentes da PSP que procederam à sua detenção são ouvidos pelo tribunal, Manuel C. (desta vez, já sentado) nem pestaneja. Olha em frente, alheado, como se não estivessem a falar dele, nem do seu futuro. Afinal, está de consciência tranquila. A culpa não era sua, mas "da confusão do trânsito".
Contudo, os polícias foram taxativos. Manuel C. não tinha o suplemento de bagagem ligado e o taxímetro marcava 5,45 euros. Questionadas as duas clientes, contaram que lhes foi cobrado 9 euros pelo serviço e que esse valor não incluía gorjeta.
Manuel C. não se livrou de uma pena única de 380 dias de multa (1850 euros), nem da obrigatoriedade de afixar no táxi um edital com a pena a que foi condenado. E como "suplemento", levou um sério aviso: "Da próxima vez, não se livra da prisão!"
Fonte: JN

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

"Disseram que me matavam”

Teresa Paiva, médica sequestrada na dependência do BES, conta como viveu as horas em que esteve retida por causa de uma ida pouco habitual ao banco.



Correio da Manhã – Como é que foi apanhada no sequestro?
Teresa Paiva – Vivo e tenho o consultório na zona de Campolide. São as funcionárias que normalmente depositam o dinheiro. Naquele dia calhou ir eu. Antes assim.
– O que é que encontrou dentro do BES, quando chegou?
– O banco vazio. Veio um homem ter comigo, pensei que fosse segurança e fui encaminhada para o gabinete da gerente. Quando entrei vi todos amarrados com as mãos atrás das costas, de pé, virados contra a parede. A gerente era a única de frente.
– Os assaltantes diziam o quê?
– ‘Portem-se bem se não querem morrer!’ A mim, disseram logo que me matavam. Insultaram-nos de todas as formas. Mas não queriam nada de nós, só o cofre interessava.
– Agrediram alguém?
– Só a cliente que acabou por sair com uma crise de pânico – bateram-lhe num ombro.
– O que é que lhe fizeram a si?
– Puseram-me a abraçadeira. E fiquei de pé quase uma hora. O que sobreviveu (Wellington) insultava-me por não estar quieta.
– Onde é que estava o Nilton?
– A determinada altura foi com a gerente para o cofre. O Wellington queria fechar-nos lá dentro e a seguir foi também para o cofre com o subgerente.
– Porquê?
– Porque a gerente já lhes tinha explicado que só tinha metade do código do cofre – os últimos dígitos só eram do conhecimento do subgerente.
– Aos reféns não roubaram nada?
– Nada. Deixei lá a minha mala e o saco com o dinheiro do depósito, que recuperei no dia seguinte. Saímos à pressa depois de a polícia entrar.
– Como é que isso aconteceu?
– Vi uns agentes da PSP lá dentro, mas o Wellington meteu logo a pistola à cabeça do subgerente e seguiu com ele para o cofre. Viu que não tinha outra hipótese senão abdicar dos outros quatro reféns. Foi a nossa sorte.
– Saíram os quatro ao mesmo tempo do que a polícia. E depois, para onde foi encaminhada?
– Fui logo levada para a Polícia Judiciária, na avenida José Malhoa (Direcção Central de Combate ao Banditismo). Fomos ouvidos em separado. Basicamente, queriam saber pormenores sobre os sequestradores.
"WELLINGTON ERA UM PUTO"
Teresa Paiva descreve os seus sequestradores como "muito agressivos e nervosos". No entanto, garante que entre os dois "nunca houve qualquer discussão" durante as quase dez horas que durou o impasse. Sobre Wellington, o assaltante que sobreviveu, resume o seu comportamento infantil: "Era um puto".
PERFIL
Teresa Paiva: A professora universitária e neurologista Teresa Paiva, 62 anos, foi responsável pela Consulta do Sono do Serviço de Neurologia do Hospital de Santa Maria. Hoje exerce medicina privada.
BES DÁ APOIO A CLIENTES
O Banco Espírito Santo colocou ontem à disposição de todos os reféns do assalto à dependência de Campolide, Lisboa, o apoio psicológico que ofereceu aos funcionários, na sequência de Teresa Paiva ter criticado a ausência de contacto por parte da instituição.
"Sou cliente e esperava algum apoio e não recebi qualquer contacto de ninguém", lamenta a neurologista, resgatada pela polícia pouco tempo depois do início do assalto, juntamente com outros três clientes que tinham sido feitos reféns.
Ressalvando que a situação vivida por estes quatro reféns "em nada se compara à vivida pelos dois funcionários" do BES, que só foram libertados pela polícia ao fim de oito horas, Teresa Paiva estranha, ainda assim, que nenhuma entidade a tenha contactado para disponibilizar apoio, acreditando que o mesmo aconteceu com os restantes clientes.
Em comunicado, o BES divulgou que não foi possível contactar os restantes reféns, porque "a PSP não disponibiliza a identificação das pessoas envolvidas no assalto por se encontrar em segredo de Justiça".
WELLINGTON NAS MÃOS DO GENRO
"Depois de ter sido libertada, assisti ao resto do assalto pela televisão. Não esperava que tudo terminasse daquela maneira", disse Teresa Paiva, confessando que, apesar do susto, predispôs-se a ajudar Wellington enquanto estiver hospitalizado. "Ele está a ser tratado pelo meu genro no hospital."
NO BANCO TUDO PARECIA FICÇÃO
Teresa Paiva conta ainda que ajudou uma mulher durante o sequestro. "O estado de pânico de uma das reféns era tal que tive de ser eu a assisti-la." A médica diz também que só quando chegou a casa e viu as imagens se apercebeu de que era realidade: "Enquanto fui refém tudo parecia ficção."
NÚMEROS
98 000
Valor, em notas, com que os assaltantes pretendiam fugir da dependência do BES. Quase tudo foi retirado do cofre-forte da agência.
SEIS
Número de pessoas que estiveram sequestradas durante mais de oito horas no interior da agência bancária.
100
Número de agentes da PSP – entre negociadores, GOE e outros – envolvidos na operação que tentou acabar com o assalto e sequestro.


Fonte: Correio da Manhã

«Solitário» português fica em preventiva

O «solitário» português foi ouvido esta quarta-feira à tarde, em tribunal, e vai aguardar julgamento em prisão preventiva. De acordo com declarações do seu advogado à SIC, o suspeito não prestou qualquer declaração no decorrer do interrogatório.
A Polícia Judiciária apanhou o assaltante de bancos conhecido como «solitário» português, informou a própria em comunicado. O homem foi detido em casa e não dificultou a acção dos agentes destacados para o local.
A operação decorreu esta terça-feira, em Lisboa, por parte da Direcção Central de Combate ao Banditismo e em estreita colaboração com o DIAP de Lisboa, terminando com a captura do criminoso, que efectuava roubos com arma de fogo a instituições bancárias há cerca de quatro anos.
«A investigação, iniciada em Agosto de 2004, veio a revelar-se de extrema complexidade pois não só o ora detido não possuía quaisquer antecedentes criminais ou policiais, como actuava com um raro à-vontade e, aparentemente, mantinha uma vida regular e discreta», informa a PJ.
O indivíduo português de cerca de 50 anos era operador de armazém e «actuava sempre de óculos escuros, chapéu e outras peças de vestuário que dificultaram a investigação». Com este aspecto e munindo-se de uma arma de fogo, assaltou 26 bancos da grande Lisboa em 43 meses, tendo chegando mesmo a praticar por três vezes dois assaltos num mesmo dia. Quando a PJ divulgou fotografias, abrandou um pouco, mas nunca deixou de assaltar.
«Foi agora possível proceder à sua detenção e à apreensão, entre outros indícios de prova, de uma arma de fogo de calibre 6,35 mm e de diversos adereços de disfarce», refere a PJ, que já o interrogou na manhã desta quarta-feira.
Colaboração da comunicação social
A Polícia Judiciária aproveitou para enaltecer a colaboração prestada pelos órgãos de comunicação social na difusão dos pedidos de informação que se vieram a mostrar de grande relevância para a identificação do ora detido.
«Tenho de agradecer muito a colaboração da comunicação social, como o PortugalDiário, pois revelou-se muito importante para a conclusão desta investigação. É algo que a DCCB não costuma fazer, por isso é bom realçar este aspecto», explicou Luís Neves, director-nacional adjunto da Direcção Nacional do Combate ao Banditismo.
Aliás, esta parece ser uma nova corrente, com bons frutos, depois de já ter havido uma colaboração num caso de homicídio ocorrido em Valongo.
«Este tipo de situações têm de ser ponderadas casuisticamente, em estreia colaboração com todos os parceiros e, neste aspecto, a comunicação social pode ser uma parceira eficaz para a resolução de alguns casos», frisou, confirmando que para a detenção do «solitário» português foram importantes as informações dadas por leitores que viram as suas fotos.
Fonte: Diário IOL

Polícia vai receber 8750 novas pistolas em Setembro

O secretário de Estado da Administração Interna, Rui Sá Gomes, anunciou hoje, em Gaia, que o Governo vai entregar no início de Setembro 8750 novas pistolas às forças de segurança."Vamos entregar 8750 novas pistolas, que são de última geração", afirmou Rui Sá Gomes aos jornalistas, depois de participar na cerimónia de inauguração do posto de atendimento da PSP de Vilar de Andorinho, em Gaia. Segundo referiu, a entrega destas novas pistolas no início de Setembro enquadram-se no programa do MAI já definido quanto a prioridades nesta área. "Vamos entregar novas instalações, dar meios, criar novas carreiras de tiro", disse, "tudo isto é um trabalho programado e não nos iremos desviar um milímetro". O secretário de Estado garantiu ainda que será construído um novo quartel para o corpo de intervenção da PSP/Porto na freguesia de Vilar de Andorinho. Segundo Rui Sá Gomes, no final de Setembro deverá ser já possível anunciar "de forma categórica" quando terá início a obra e qual o prazo para a sua conclusão. "Há terreno e há vontade política de deslocar para aqui essa unidade territorial", sublinhou. O governante frisou que a construção destas novas instalações para o corpo de intervenção representam um "investimento enorme, um dos maiores que o Ministério da Administração Interna vai fazer". O posto de atendimento hoje inaugurado contará com um agente da PSP em permanência e um carro, meios afectos à PSP de Oliveira do Douro. Com este posto, é possível "dar corpo à ideia de policiamento de proximidade", disse o governante.
Fonte: PÚBLICO

Cinco tiros disparados contra a PSP do Cacém

Quatro alegados assaltantes dispararam sobre elementos da PSP, mas sem lhes causar ferimentos, quando foram surpreendidos a furtar o interior de uma viatura, na madrugada de hoje, no Cacém, Sintra, adiantou à Lusa fonte policial.
«Fomos vítimas de cinco disparos de quatro indivíduos. Não houve da nossa parte qualquer atitude coerciva», adiantou a mesma fonte.
Os disparos ocorreram na madrugada de hoje, em Vale Mourão, quando agentes da Brigada de Investigação Criminal da PSP do Cacém se preparava para abordar quatro homens que alegadamente estariam a tentar «furtar viaturas».
Os quatro homens, que ainda terão furtado o interior de uma viatura, conseguiram fugir.
A PSP adianta estar a realizar diligências para proceder à sua detenção.


Fonte: IOL

Snipers e comandante que deu «ordem para matar» podem sofrer de stress agudo

Os atiradores especiais da PSP e o comandante que lhes transmitiu a ordem para «disparar a matar» sobre os assaltantes do BES em Campolide poderão sofrer de stress agudo, devendo receber acompanhamento psicológico imediato, segundo uma especialista em Psicologia Criminal

Insónias, pesadelos, ansiedade e perturbações da memória, com um constante reviver dos acontecimentos, são alguns dos sintomas que poderão afectar os sniper e o responsável do Grupo de Operações Especiais (GOE) que ordenou a «neutralização» dos sequestradores.
«Há uma probabilidade média-alta de virem a sofrer de uma perturbação de stress agudo. Tirar a vida a alguém deixa, habitualmente, sequelas psicológicas nos agentes. Por isso, é recomendável que os atiradores e a pessoa que deu a ordem de comando sejam analisados rapidamente numa consulta», explicou Susana Monteiro, autora de uma tese de mestrado sobre O Impacto do Stress Profissional no Bem-Estar dos Polícias.
De acordo com a directora do Centro de Formação e Investigação em Psicologia, que colabora com o Gabinete de Psicologia da PSP, a consulta servirá para despistar a existência de sintomas de stress agudo, que se manifestam logo nos primeiros dias após o acontecimento.
O gabinete de Psicologia da PSP irá contactar os agentes mais directamente envolvidos na operação de resgate dos reféns do assalto à dependência do Banco Espírito Santo (BES) em Campolide, mas o acompanhamento psicológico é sempre voluntário.
O problema, explica Susana Monteiro, é que muitos agentes não gostam de recorrer ao gabinete de psicologia da polícia «por terem receio que os colegas ou as chefias vejam isso como um sinal de fragilidade e vulnerabilidade». No entanto, caso não seja tratado, o stress agudo poderá degenerar na síndroma de stress pós-traumático, uma perturbação com sintomas semelhantes mas mais profunda e prolongada no tempo, alerta a psicóloga.
A nível internacional, ser polícia é uma das cinco profissões consideradas de maior stress, um problema sentido por cerca de 87 por cento dos agentes da PSP, segundo o estudo concluído por Susana Monteiro no início do ano passado e baseado num inquérito realizado a 336 polícias em Portugal.
Apesar de serem chamados a actuar nas situações de maior tensão e violência, os elementos do Corpo de Intervenção (CI) ou do GOE não são os que mais sofrem de stress profissional. As maiores vítimas nem sequer usam farda: são os agentes à paisana que, dentro da PSP, têm a seu cargo a investigação criminal e a recolha de provas.
Segundo a especialista, «sempre que há uma actuação em grupo, como acontece no caso do CI ou do GOE, os níveis de stress são mais reduzidos, uma vez que a actuação do agente acaba por se diluir na actuação do colectivo».
«A aposta na prevenção do stress pode ser positiva, mas no caso dos sujeitos das Esquadras de Investigação Criminal não é de todo suficiente. Com estes policiais torna-se necessária uma intervenção mais incisiva, pois são os elementos que apresentam maior fragilidade em termos de stress», refere Susana Monteiro, na tese de mestrado dedicada a esta problemática.
Lusa/SOL