sexta-feira, 25 de abril de 2008

GOE vai treinar nas favelas com o BOPE





O BOPE foi criado em 19 de janeiro de 1978, o Batalhão de Operações Policiais Especiais, foi denominado, inicialmente, Núcleo da Companhia de Operações Especiais.
Posteriormente, foi criada a Companhia Independente de Operações Especiais – CIOE, com suas missões próprias em todo o Estado do Rio de Janeiro, que seriam determinadas pelo Comandante Geral.
Finalmente deu-se a criação do Batalhão de Operações Policiais Especiais – BOPE, ficando extinta a CIOE.
Actualmente o BOPE é a força de intervenção da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, especializada em operações de combate ao crime em áreas de alto risco e resgate de reféns, com licença para matar.
O Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP vai efectuar um estágio no BOPE - Batalhão de Operações Policiais Especiais, há quem questione se será bom o GOE da PSP receber treino de uma Polícia com histórico violento. Histórico violento não porque os polícias são violentos, mas porque até à data ninguém descobriu como se combate o crime violento e organizado sem usar violência. Ora quanto mais violento for o criminoso, mais susceptível é do mesmo ser derrubado através da violência. O BOPE já esteve na Europa a efectuar treino com o GOE e a Polícia Espanhola, conforme se pode verificar na página oficial do BOPE no link ao lado.


Ficam alguns videos do BOPE, onde se pode ver o dia a dia de um policia no Rio de Janeiro.

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terça-feira, 22 de abril de 2008

Feira em Viana nas costas da ASAE

Padre foi o principal cliente em leilão de perdidos e achados da PSP

Viana do Castelo, 22 Abr (Lusa) - Um padre foi o principal cliente de um leilão de perdidos e achados realizado no Comando da Viana do Castelo da PSP, ao "investir" 157 euros em guarda-chuvas, roupa, calçado, telemóveis e objectos em ouro.
"Trouxe comigo 120 euros, mas há não problema, que eles fiam-me, porque já sou cliente da casa", disse à Lusa o padre Ernesto Faria, presença assídua nos leilões que todos os anos a PSP de Viana do Castelo realiza, para se desfazer dos objectos perdidos que ali são entregues.
Pároco de Aldreu, no concelho de Barcelos, Ernesto Faria disse que os guarda-chuvas são para pôr à disposição do pessoal que presta serviço no Núcleo da Cruz Vermelha Portuguesa daquela freguesia, a que preside.
"É um objecto que faz sempre falta", salientou.
Na bagagem, Ernesto Faria levou também muitos sacos de roupa e de calçado, que conta disponibilizar às pessoas mais necessitadas, além de algumas peças em ouro, entre as quais uma pulseira, pela qual desembolsou 51 euros.
"O ouro é dinheiro em caixa, tem sempre utilidade", disse o sacerdote, que num leilão anterior chegou a arrematar ali uma motorizada.
No leilão de hoje, a PSP tinha para "despachar" mais de uma milhar de peças, na sua esmagadora maioria "esquecidas" nas grandes superfícies comerciais da cidade.
"Agora, com os shoppings, as peças vêm às carradas, um indivíduo vê-se grego para dar vazão a tanta coisa", afirmou António Araújo, leiloeiro de serviço e responsável pelos "perdidos e achados" da PSP.
Os guarda-chuvas eram, de longe, os objectos mais numerosos e dos mais arrematados, aos molhos de quatro e cinco, mesmo depois de o leiloeiro avisar que nem todos funcionavam.
Aliás, uma das primeiras arrematações foi um pacote de quatro guarda-chuvas, dos quais apenas um estava operacional, por 20 cêntimos.
Uma máquina de filmar, esquecida por um turista estrangeiro num táxi, uma motorizada e várias peças de lingerie contavam-se igualmente entre os artigos a leiloar.
Como manda a lei, a PSP guarda os artigos durante um ano, após o que, se não forem reclamados, os leiloa, emitindo até o respectivo recibo, "não vá o diabo tecê-las" e um qualquer comprador ser "importunado" na rua por alguém que reconhece o seu casaco, o seu telemóvel ou o seu relógio.
O valor apurado no leilão reverte para os Serviços Sociais da PSP, que sustentam, nomeadamente, casas com rendas sociais para agentes mais carenciados ou bolsas para estudantes universitários filhos de polícias.
"No ano passado, o leilão rendeu 600 euros", informou António Araújo.
Maria Pureza Pacheco, 58 anos de idade, orgulhava-se de ter conseguido "uma verdadeira pechincha": quatro pares de óculos por apenas três euros.
"São para o meu filho, que é taxista. Ainda há pouco lhe comprei uns óculos que custaram 120 euros e ele perdeu-os. Agora, já deve ficar servido por uns tempos", disse.
Reformado dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Manuel Mota é outro dos "ferrinhos" destes leilões e, hoje, arrematou, em poucos minutos, três telemóveis, que vai juntar aos cinco que já tem lá em casa.
"Gosto de relógios e de telemóveis, compro para ter lá em casa", confessou.
Particularmente activa neste leilão mostrou-se Alexandrina, uma voluntária no Centro Hospitalar do Alto Minho que já tinha desembolsado perto de 80 euros em roupa, louça, bijutaria, relógios, guarda-chuvas e, até, um chuveiro.
Alexandrina não se esqueceu da mãe, 84 anos de idade, e levou-lhe um casaco e um terço "para ela rezar".
Hélder Magalhães, 21 anos, foi dar uma espreitadela ao leilão, à procura de telemóveis, mas acabou por levar, por apenas meio euro, um cinturão azul, "de marca", de karaté, modalidade que pratica.
O próprio leiloeiro também levou um cinturão de karaté, não porque seja praticante de artes marciais, mas sim porque "pode dar muito jeito para pendurar às costas a máquina de sulfatar".De resto, muitas das peças arrematadas foram depositadas num caixote, para serem entregues a instituições de solidariedade social, entre as quais o "Berço", um centro de acolhimento temporário de bebés e crianças em risco.

O Pinçel do Sr. Agente

As obras de remodelação da esquadra de Chaves, que o ministro da Administração Interna visitou hoje, foram inteiramente feitas pelos agentes da PSP, liderados pela comandante Ana Maria Rodrigues.

Durante alguns meses, Ana Maria Rodrigues acumulou o cargo de comandante da esquadra de Chaves com a de "mestre-de-obras", dado que quando chegou à sessão de Chaves, há um ano, encontrou um edifício "muito degradado".
Além da água que escorria pelas paredes, havia falta de segurança e privacidade no atendimento ao público.
Por isso mesmo, Ana Maria deitou mãos à obra e juntamente com os agentes José Borges e Luís Ferreira, começou as obras de remodelação daquela esquadra.
"Reforçamos as entradas e saídas, arranjamos os portões e as cancelas e foi reforçado todo o dispositivo de segurança na esquadra", afirmou a comissária.
A "falta de dinheiro" foi ultrapassada, segundo a comandante, com a ajuda da autarquia local e de empresas que cederam mobílias, portas, janelas, madeiras e tintas.
A palavra de ordem foi, segundo Ana Maria Rodrigues, "reaproveitar tudo".
Para além das suas funções policiais, os agentes Borges e Ferreira tornaram-se, respectivamente, carpinteiro e pintor.
As obras abrangeram os serviços administrativos, a secretaria, a esquadra.
Os trabalhos vão, no entanto, prosseguir para acolher a esquadra de trânsito e serão ainda intervencionados os espaços que acolhem as brigadas de investigação criminal.
Para responder às perguntas dos jornalistas sobre a falta de apoio financeiro do Governo para a realização da intervenção na esquadra de Chaves, o ministro Rui Pereira citou John Kennedy: "não podemos estar sempre a perguntar o que o país pode fazer por nós, mas também o que nós podemos fazer pelo país".
"Temos todos que dar as mãos para tornar a segurança, que é um bem comunitário, uma responsabilidade também de toda a comunidade", acrescentou.
Rui Pereira referiu-se ainda à Lei de Programação das Forças de Segurança, aprovada recentemente, que vai "dobrar" o esforço de investimento na PSP e na GNR em cinco anos.
"Esse dinheiro serve justamente para construir novas instalações em todo o país, para reformular algumas instalações existentes e para comprar novas viaturas e 42 mil novas armas", frisou.
Lusa

DIREITO À GREVE

Assinalados 19 anos da manifestação na Praça do Comércio

Para o PSD, a Polícia de Segurança Pública (PSP) mantém um modelo de organização do Estado Novo e, por isso, considera não estar ainda preparada para gozar do direito à greve. Para o PS, aquela força de segurança deve antes discutir outras prioridades. O "sim, compreendemos que a greve é um direito, mas..." - este habitual "nim" por parte dos dois maiores partidos políticos - foi ontem ouvido durante um colóquio promovido Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) para assinalar os 19 anos da manifestação de polícias na Praça do Comércio, em Lisboa, que ficou conhecida por "secos e molhados". Fernando Negrão, deputado do PSD, um dos oradores convidados, afirmou que o actual modelo da PSP ainda é baseado no Estado Novo, defendendo, por isso, "algum cuidado" na discussão do direito à greve. Em seu entender, este debate só deverá ser realizado quando for criado um novo modelo da PSP "adequado aos tempos democráticos". Para Vítor Ramalho, do PS, há outras prioridades a serem defendidas naquela força de segurança. Num discurso muito elaborado, em que nem o "sim" nem o "nim" foram inequívocos - ao contrário de Negrão que, de pé e com toda a frontalidade perante mais de cem agentes, mostrou-se contrário ao direito à greve - o deputado socialista aconselhou a ASPP a manter a sua caminhada de conquista de direitos iniciada a 21 de Abril de 1989, data da manifestação que virou polícias contra polícias, a partir da qual conquistaram o direito a formarem associações e a manifestarem-se livremente na rua.Passados 19 anos, é o direito à greve que mobiliza a ASSP e demais entidades socioprofissionais. O PCP, ontem representado por Octávio Augusto, Fernando Rosa, do BE, Madeira Lopes, de Os Verdes, assim como João Proença , da UGT, e Joaquim Dionísio, da CGTP, colocaram-se ao lado dos agentes pela reivindicação daquele direito. Uma das frases mais aplaudidas da tarde foi, por isso, a de Fernando Rosas quando disse: "Não há sindicalismo livre e autónomo sem direito à greve". A lei sindical da PSP aprovada a 19 de Fevereiro de 2002, sem aquele direito, foi uma conquista que, no entender do presidente da ASSP, não está ser cumprida. Segundo Paulo Rodrigues, os agentes continuam sem ser ouvidos pelos governantes quando estão em causa reformas para o sector. "Uma lei que os governos usam como mero instrumento de campanhas eleitorais", denunciou. À parte deste colóquio, outras cinco entidades associativas da PSP juntaram cerca de cem agentes na Praça do Comércio para recordar os "secos e molhados" de 1989. "Naquele dia reivindicava-se o direito a folgar uma vez por semana e a ter liberdade de expressão. Estes direitos foram conquistados mas estamos pior", referiu ao DN o agente Passos, mais conhecido por Alcântara, presente há 19 anos naquele mesmo sítio. Para António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia, está instalado na PSP o desânimo. Agora, ao contrário de 1989, os polícias só se reformam aos 60 anos, quando antes o poderiam fazer aos 55. As famílias perderam o direito aos serviços médico-sociais. Subsídios de risco, pagamento de horas extraordinárias, horas nocturnas, fins de semana, feriados, continuam a encher o caderno reivindicativo , tal como há 19 anos. "Estamos pior", sublinhou Ramos. "Hoje, apesar da liberdade sindical entretanto conquistada, os polícias continuam a lutar pelas mesmas causas, entre as quais a dignidade profissional"


DN

domingo, 20 de abril de 2008

Miss farda molhada

Depois dos «secos contra molhados» veio a «liberdade de expressão»
Duas décadas após a manifestação de polícias conhecida por «secos contra molhados» que para muitos valeu «profundamente a pena» pela «conquista de liberdade de expressão», mas há reivindicações que se mantêm e até há quem considere que houve um retrocesso de 40 anos nos direitos sociais.

A 21 de Abril de 1989, os polícias exigiam sobretudo liberdade sindical, uma folga semanal, transparência na justiça disciplinar com direito de defesa, melhores vencimentos e instalações. A manifestação acabou em confrontos com o Corpo de Intervenção da PSP a lançar jactos de água e a usar bastões para dispersar o protesto dos polícias, na Praça do Comércio, em Lisboa, enquanto a delegação de seis agentes que estava dentro do Ministério da Administração Interna para entregar um caderno reivindicativo acabou detida. Passados 19 anos «pouca coisa mudou», disse à Agência Lusa o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues, salientando que a principal conquista foi a liberdade de expressão na PSP, as folgas semanais e a lei sindical. Na altura, os polícias não podiam sindicalizar-se, embora a ASPP já existisse, embora não legalmente, com o nome de Associação Pró-Sindical da PSP. Um ano após a manifestação dos «secos e molhados» e já com o Governo PS liderado por António Guterres, foi aprovada a lei do associativismo na Polícia de Segurança Pública (PSP) e só em 2002 a lei do sindicalismo. A lei veio permitir a constituição de sindicatos dentro da Polícia e a possibilidade de negociarem com o Governo matérias respeitantes às condições sócio-profissionais. No entanto, Paulo Rodrigues salientou que a lei «não está a ser cumprida», tendo em conta que «nem todas as matérias são negociadas» com os polícias e as acções de luta são desvalorizadas. «Há 19 anos pedir uma reunião ao ministro ou à direcção nacional da PSP era impossível. Agora podemos fazê-lo, mas não quer dizer que resolvamos o problema», disse, adiantando que são «aprovados projectos à margem das associações e sindicatos». Paulo Rodrigues sublinhou que os polícias continuam a lutar por melhores salários, exemplificando com o ordenado de um agente - cerca de 740 euros, já com os subsídios incluídos - quando sai da escola. Sobre as instalações, outra das reivindicações da altura, o mesmo dirigente sindical adiantou que muitas «ainda são as mesmas» e que actualmente se verifica «um desinvestimento» neste domínio.«Com a actual política há um retrocesso», realçou. Por sua vez, o presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP), António Ramos, diz mesmo que a Polícia recuou "cerca de 40 anos" no que toca aos direitos sociais, uma vez que foram retiradas regalias na saúde e aumentou a idade de reforma. Apesar do «retrocesso», António Ramos, um dos seis polícias detidos em 1989 na sequência do protesto, afirmou à Lusa que «valeu profundamente a pena», pois os manifestantes conseguiram chamar a atenção da sociedade para os problemas e as condições de trabalho na PSP. «Tirando a liberdade sindical e a folga semanal, neste momento estamos pior», salientou, adiantando que as actuais condições estão a gerar um «descontentamento» e «desmotivação» nos polícias. Álvaro Marçal foi um dos elementos do Corpo de Intervenção que teve que fazer frente aos colegas que se manifestavam, mas também pertencia à Associação Pró-Sindical da PSP e estava solidário com eles. «Foi o momento mais difícil da minha vida de polícia. Estava profundamente do lado dos que se manifestavam», disse à Lusa Álvaro Marçal, que ajudou a preparar o protesto de 21 de Abril. Como estava a trabalhar nessa tarde, o agente teve que cumprir «a missão». «O meu corpo estava no Corpo de Intervenção, mas o meu sentimento, motivação, determinação e espírito estava com os meus colegas», confessou. Para Álvaro Marçal, a manifestação «valeu profundamente a pena» e marcou «decisivamente» a vida do movimento associativo na Polícia. «Antes do 21 de Abril vivíamos num ambiente de grande tensão. Os agentes eram perseguidos, afastados, transferidos ou alvo de processos disciplinares», disse, adiantando que, na altura, «o clima era de terror». O protesto foi «altamente vantajoso» para a liberdade de expressão na PSP, frisou. Para assinalar a data, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia vai organizar um debate, segunda-feira, em Lisboa, sobre o sindicalismo na PSP. Cinco sindicatos da PSP, incluindo os dos chefes de polícia e dos oficiais, vão voltar segunda-feira à tarde à Praça do Comércio, em frente ao Ministério da Administração Interna, para protestarem contra o «descontentamento» na corporação, numa concentração organizada pelo Sindicato dos Profissionais de Polícia.
Lusa/SOl

sexta-feira, 18 de abril de 2008

57 mil euros


Agentes da Divisão de Trânsito da PSP do Porto detiveram hoje dois jovens, um por condução sem carta e o outro por ter em seu poder uma elevada quantia cuja proveniência não soube justificar. As detenções aconteceram às 15h25, na Rua Alberto Aires de Gouveia, no Porto, na sequência de uma operação de fiscalização de rotina de viaturas automóveis.
Os agentes da PSP verificaram que o condutor de um dos automóveis fiscalizados, um Fiat Punto, com 16 anos, residente em Lisboa, não tinha carta de condução.
Como o acompanhante, um jovem de 18 anos que tinha uma pasta na mão, residente no Porto, mostrava sinais de nervosismo, os agentes ordenaram-lhe que abrisse a pasta, verificando-se que continha mais de 57 mil euros em notas do Banco Central Europeu, cuja proveniência não soube ou não quis explicar.
O condutor da viatura vai agora responder por condução sem carta, enquanto a pasta com o dinheiro foi apreendida e entregue ao Ministério Público para posteriores averiguações.

Inspector baleado à frente da mulher e dos dois filhos

Inspector baleado à frente da mulher e dos dois filhos

O inspector da Polícia Judiciária (PJ) do Porto baleado ontem de madrugada, na Maia, pode ter sido vítima de uma tentativa de "carjacking", em que o alvo era a sua carrinha Audi A4. As autoridades chegaram a admitir que Carlos Castro - atingido a tiro de caçadeira na cara e numa mão - tenha sido atacado num acto premeditado de vingança, ligado à sua actividade profissional, mas a hipótese parece remota. O ferido, de 35 anos e afecto à Brigada de Homicídios, ficou internado no Hospital de S. João, fora de perigo, e terá de ser sujeito a cirurgias plásticas.A tese de "carjacking" ganhou força pelo facto de a PJ ter tomado conhecimento de que, momentos antes do incidente, tinha sido roubado um outro carro, na Estrada D. Miguel, em Gondomar, cuja marca (Nissan Primera) coincidia com a do veículo onde seguia o autor do disparo e dois cúmplices. A força policial encetou uma verdadeira "caça ao homem" e terá pelo menos um suspeito. Trata-se de um jovem cadastrado, alegado membro de um gangue do Grande Porto que se dedica a assaltos à mão armada. Já tinha sido detido pela prática de crimes violentos, mas acabou sempre posto em liberdade.Sem três dedosO violento ataque deu-se pouco antes da meia-noite de ontem, em frente a uma urbanização da Rua Nova dos Altos, em Vermoim. O inspector da PJ tinha acabado de chegar ao local, na companhia da mulher (que seguia noutra viatura) e dos dois filhos, um menino e uma menina com seis a oito anos de idade. O casal estacionou os carros, retirou alguns sacos de compras e preparava-se para entrar no prédio. Surgiu então um Nissan Primera cinzento, de onde saiu um indivíduo encapuzado - descrito como "alto e usando um gorro de ski" - e munido de uma caçadeira de canos serrados. No veículo ficaram dois cúmplices. O encapuzado dirigiu-se ao inspector, terá gritado e os dois terão tido uma breve troca de palavras, seguida de um disparo à queima-roupa desferido pelo desconhecido. O elemento da Judiciária foi alvejado na zona do maxilar e na mão direita, com a qual se terá tentado defender, num gesto que lhe terá custado três dedos, mas que provavelmente lhe salvou a vida. O trio pôs-se em fuga, sem levar o Audi A4."Ouvimos um grande estrondo e inicialmente pensámos que fosse um acidente. Fui à janela e vi o senhor esticado no chão, a jorrar muito sangue", contou um morador da urbanização, referindo que apenas conhecia o ferido de vista. "A esposa, desesperada, gritava 'Chamem o INEM, o meu marido foi baleado!'. Os filhos só tremiam", acrescentou uma moradora, que ainda foi levar uma toalha à vítima, para tentar estancar o sangue. Segundo testemunhas, Carlos Castro nunca perdeu a consciência, mas tinha grande dificuldade em falar. "Ele tentava dizer algumas palavras, mas deitava logo sangue pela boca", contou uma das pessoas que esteve no local, lamentando a "demora" do INEM, não obstante os vários telefonemas feitos pelos populares. "Levaram 20 minutos a meia-hora a chegar", afirmou um morador. Segundo o JN apurou, o inspector tinha prestado serviço na PSP do Porto (nas brigadas à civil de uma esquadra) antes de ingressar na Polícia Judiciária, há cerca de sete anos. É definido como "calmo e metódico".
JN

Casa de Ferreiro espeto de pau

Uma agente da PSP foi vítima de «carjacking», no Vale da Amoreira, na Moita, por volta das 20:00.
A mulher de 31 anos estava a sair da viatura quando três homens a emboscaram. De acordo com o «Correio da Manhã» e perante a hesitação da vítima, um dos três assaltantes sacou de uma faca e apontou-a ao peito da agente.
A mulher entregou de imediato as chaves da viatura. Quatro horas depois, o mesmo grupo terá repetido o crime. Desta vez a vítima foi um homem de 40 anos que circulava numa carrinha no centro do Barreiro.
Pouco depois de ter abandonado o automóvel foi abordado por um homem encapuzado. Ao recusar entregar as chaves do carro, a vítima foi ameaçada com uma caçadeira por mais três assaltantes que depois se puseram em fuga num carro de marca e modelo idênticos ao da agente da PSP.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Um Eléctrico chamado Raúl

Um Operaçional do trânsito chamado Raúl. Teve a coragem de dançar no meio da rua, toda a gente de Coimbra o conhece e eu não deixo de mostrar um pouco da minha inveja, pois "gostava" de dançar fardado no meio do trânsito tal como ele. Será a adrenalina de outros tempos??? UUUUHHHH Demais...

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terça-feira, 8 de abril de 2008

A ELITE PORTUGUESA

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Actualmente na Polícia de Segurança Publica, existem várias unidades especiais, tais como:

Grupo de Operações Especiais

O Grupo de Operações Especiais é uma unidade de reserva da PSP, na directa dependência do director nacional, destinada, fundamentalmente, a combater situações de violência declarada, cuja resolução ultrapasse os meios normais de actuação. O Grupo de Operações Especiais pode ainda colaborar com outras forças Policiais na manutenção da ordem, na acção contra outras actividades criminais, na protecção de instalações e na segurança de altas entidades.

Corpo de Segurança Pessoal

O Corpo de Segurança Pessoal, na directa dependência do director nacional, é uma unidade especialmente preparada e vocacionada para a segurança pessoal no âmbito das atribuições da PSP.

Corpo de Intervenção

O Corpo de Intervenção é uma unidade de reserva da PSP, na directa dependência do director nacional, especialmente preparada e destinada a ser utilizada em:
a) Acções de manutenção e reposição de ordem pública;
b) Combate a situações de violência concertada;
c) Colaboração com outras forças Policiais na manutenção da ordem, na acção contra a criminalidade violenta e organizada, na protecção de instalações importantes e na segurança de altas entidades;
d) Colaboração com os comandos no patrulhamento, em condições a definir por despacho do director nacional.

Centro de Inactivação de Explosivos e Segurança em Subsolo – CIEXSS

No âmbito das competências da PSP, as equipas de pesquisa em subsolo, abreviadamente designadas por EPS, têm por missão:
a)Promover acções de reconhecimento e de levantamento topográfico das redes subterrâneas públicas;
b)Vigiar e inspeccionar as redes subterrâneas públicas;Colaborar com as entidades responsáveis pela gestão das redes subterrâneas públicas na conservação e funcionamento das mesmas.

Polícia Americana inspira unidade de elite da PSP

A nova Unidade Especial da PSP (UEP) será idêntica às SWAT Team Americanas. Vai ter equipas mistas, constituídas por Agentes com várias especialidades de elite, com a finalidade de intervirem com violência e eficácia em todas as situações de risco considerável.
As equipas SWAT (Special Weapons and Tactics) existem nos Estados Unidos há pouco mais de 40 anos. A primeira unidade do género foi criada em Los Angeles, cidade do estado norte-americano da Califórnia, e teve como objectivo o controlo de motins.
No âmbito da nova lei orgânica da PSP, o Ministério da Administração Interna (MAI) apostou na criação de equipas semelhantes. A nova Unidade Especial de Polícia foi, por isso, pensada como estrutura de comando único, que irá juntar o Grupo de Operações Especiais (GOE), o Corpo de Intervenção (CI), o Centro de Inactivação de Explosivos e Segurança em Subsolo (CIEXSS), o Corpo de Segurança Pessoal e o Grupo Operacional Cinotécnico.
No total serão mais de dois mil homens, como o CM já noticiou, pelo Intendente Manuel Magina da Silva. O antigo comandante do GOE passou os últimos meses à frente do Departamento de Formação da Direcção Nacional da PSP. No entanto, mal foi empossado, o novo director nacional da PSP, superintendente-chefe Oliveira Pereira, não hesitou em nomear o Intendente Magina da Silva como comandante da nova Unidade Especial da PSP – que vai ficar aquartelada na Quinta das Águas Livres, em Belas, nos arredores de Lisboa.
Falta pouco para que esta unidade tenha existência concreta. Já está prevista na nova lei orgânica que, em breve, deverá ter os decretos regulamentares publicados em Diário da República.
Quando tal acontecer, a aposta do comando da UEP será, apurou o CM, juntar nas mesmas equipas de intervenção, por exemplo, especialistas em operações especiais, inactivação de explosivos e manutenção da ordem pública. De acordo com os objectvos da missão, requisitada ao comando da Unidade pelos comandos distritais da PSP, dependerá a constituição de cada equipa chamada a intervir. Está para já estabelecido que os grupos empenhados nas missões serão, na maior parte dos casos, constituídos por oito a dez agentes.
Cenários de sequestros com tomadas de reféns, detecção de explosivos, detenção de suspeitos considerados perigosos e segurança a outras forças policiais são exemplos de situações concretas que a UEP vai enfrentar. Dependendo das exigências, cada equipa terá a presença de elementos de cada uma das subunidades da UEP. O GOE, por exemplo, está a apurar o treino de atiradores furtivos (snipers) de apoio a elementos do Corpo de Segurança Pessoal em situações de impasse envolvendo altas individualidades. Este tipo de intervenção começou já a ser testado e, soube o CM, com sucesso. Na área da Divisão de Sintra, a Direcção Nacional da PSP criou Equipas de Reacção Táctica, que juntam em patrulha agentes do GOE e do CI.
DIVISÃO DE SINTRA FOI EMBRIÃO
O aumento da criminalidade no concelho de Sintra levou a Direcção Nacional da PSP a apostar no reforço da unidade responsável pelo patrulhamento na zona. Assim, e por determinação do novo director nacional, superintendente-chefe Oliveira Pereira, foram criadas as Equipas de ReacçãoTáctica (ERT) – unidades com, no máximo, dez agentes. Os elementos das ERT foram escolhidos a partir do efectivo do Grupo de Operações Especiais (GOE) e do Corpo de Intervenção (CI). Começaram a patrulhar várias freguesias do concelho de Sintra na época da Páscoa. O êxito, ao que o CM apurou, foi imediato. A dissuasão de crimes de furto, roubo por esticão e assaltos à mão armada levaram à redução dos índices de criminalidade no concelho. Inicialmente pensadas só para a época da Páscoa, as ERT mantêm-se a patrulhar o concelho de Sintra. Estas equipas deverão, em breve, passar a patrulhar também o concelho da Amadora.
In Correio da Manhã

sábado, 5 de abril de 2008

4 suspeitos detidos em Lisboa


Carjacking

A Polícia de Segurança Pública deteve, na madrugada do dia 4 de Abril, quatro suspeitos de «carjacking». O caso desenrolou-se na Rua Alfredo da Costa, na Pontinha (Odivelas). Os quatro assaltantes, com idades entre os 16 e 19 anos, usaram uma arma branca para concretizar o assalto, obrigando o condutor da viatura de marca Mercedes a sair do seu interior e a entregar dois telemóveis e uma carteira com documentos.
Na Avenida da Liberdade, Vale Pequeno, Pontinha, foram vistos pela PSP e foi-lhe dada ordem para parar. O condutor, de 17 anos e sem habilitação legal para conduzir, parou a marcha mas abandonou o veículo para fugir para um descampado. Os Agentes acabaram por interceptar os quatro suspeitos, tendo-lhes sido apreendida a arma branca utilizada para consumar o roubo.
Cerca de hora e meia mais tarde, no concelho de Sintra, ocorreu outro assalto semelhante, mas com recurso a arma de fogo. Os cinco assaltantes conseguiram escapar e continuam a ser procurados pela Polícia.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Polícias cansados




A vida não está nada fácil para os agentes da PSP que andam na rua em patrulha. Queixam-se dos baixos salários, da falta de equipamento para fazerem frente aos criminosos e até as camaratas onde dormem, não têm as mínimas condições.
São relatos impressionantes de homens e mulheres desiludidos, que todos os dias vestem a farda e arriscam a vida. Com a onda de criminalidade violenta a que o país assiste e, numa altura em que os portugueses vivem com medo, a insegurança também aumenta entre os próprios policias. Problemas sentidos nos elementos policiais que diariamente tem que fazer face e resolver um enorme conjunto de problemas, um trabalho ingrato é de salientar que o sentimento de frustração ainda não atingiu a qualidade do serviço prestado às populações. "Os polícias fazem tudo para que esse estado de espírito não tenha implicações".

Muitos agentes da PSP colocados em Lisboa esperam impacientemente em camaratas degradadas, pensões baratas ou quartos alugados a permissão para voltar à terra e pôr fim à desmotivação e às depressões que em alguns casos podem levar ao suicídio.
Depois de terminar o curso na Escola Prática de Polícia, em Torres Novas, a maioria dos agentes colocados nos comandos de Lisboa e Porto chega de vários pontos do país, mas com a ambição de voltar à terra de origem, multiplicando os pedidos de transferência que, no entanto, tardam em concretizar-se.
A ausência da família, as dificuldades relacionadas com o serviço e a falta de condições económicas e sociais tornam-se insuportáveis para alguns agentes, podendo em situações extremas levar ao suicídio. Atentos a estas e outras situações, a PSP e a GNR têm em funcionamento gabinetes de psicologia e linhas telefónicas SOS para prevenir estes casos, levando em Outubro do ano passado o Governo a apresentar um Plano de Prevenção de Suicídios, que revela que, entre 1998 e 2007, sesuicidaram 54 elementos das duas forças de segurança.
Em 78 por cento dos casos, os elementos das forças de segurança que se suicidaram tinham tido alterações recentes de vida: profissionais (77 por cento), familiares (56 por cento), financeiros (56 por cento) e legais (56 por cento).
Oriundo de Castelo Branco, o agente João (nome fictício, tal como os dos restantes agentes citados) está desde 1999 a exercer a profissão em Lisboa com os olhos posto no dia em que poderá regressar à sua terra e voltar a viver com a mulher e os três filhos menores, que sóconsegue visitar nos dias de folga.
"É muito complicado gerir a distância e as saudades. No primeiro dia ´andei a bater mal`, mas depois vamos levando, vivendo um dia de cada
vez", disse João, que logo que entrou ao serviço pediu transferência para o comando de Portalegre.
Na altura tinha 78 pessoas à sua frente na lista de transferência, agora são 28. A "saírem a uma média de quatro ou cinco por ano ainda tenho muito que esperar", sublinhou.
Quando chegou a Lisboa João foi viver para uma camarata, depois arranjou casa com cinco colegas, que teve de abandonar recentemente devido à transferência de três companheiros. Os que ficaram não conseguiram suportar as despesas e regressaram às camaratas. Há escassos meses em Lisboa, o agente Miguel deixou em Braga a mulher, que está a estudar, e duas filhas com menos de dois anos.
Confessou à Lusa que já recorreu ao apoio psicológico para conseguir suportar as saudades, que vai combatendo, recorrendo vezes sem conta a um filme da família que tem no telemóvel. Tentou ir para uma camarata, mas a "lista de espera enorme" obrigou-o a ir para uma pensão "sem condições" a pagar 200 euros, o que emagrece ainda mais o ordenado de 780 euros. Acresce a estas despesas a alimentação e o dinheiro que gasta em viagens para Braga, cerca de 100 euros por mês."Sempre gostei de uma força de segurança, mas nunca pensei ficar tanto tempo e encontrar estas condições. Se fosse hoje, pensava duas vezes", sublinhou, desabafando que, mesmo assim, não pensa em desistir porque tem dois filhos para criar.
A vida destes polícias assemelha-se à do agente António, que deixou a família e namorada em Évora para abraçar a profissão do seu "sonho", mas a esperança de exercê-la na sua terra é de uma década, uma vez que diz ter meia centena de elementos à sua frente na lista detransferências. Nos primeiros dias, António ficou em casa de colegas, depois foi para uma camarata que "não tinha condições nenhumas, com tectos a cair,
janelas partidas e muita humidade", acabando por alugar uma casa com três colegas.
"Houve colegas que no início ficaram a dormir na esquadra, outros iam para bares para poder passar a noite e houve casos que dormiram no banco do jardim", lembrou.
Conhecedor destas andanças, o agente Pedro conseguiu finalmente regressar ao Porto, depois de "mais de oito anos com o saco às costas".
Apesar de conhecer as dificuldades de quem vai viver para uma cidade longe e o "choque de perder a família", Pedro defende que os agentes deviam preparar-se para esta nova vida porque as "coisas não caem aos pés". A psicóloga Sandra Coelho, do Gabinete de Apoio Psicológico do Sindicato dos Profissionais da Polícia da PSP (SPP/PSP), disse à agência Lusa que "estão a aparecer muitos polícias novos, com poucos anos de serviço, a pedir ajuda porque já não aguentam" a situação. "São polícias tristes que não se conseguem integrar neste sistema e estão a pedir algumas estratégias para que consigam ser felizes e fazer o que gostam", disse a psicóloga. Confrontado com estas declarações, o porta-voz da Direcção Nacional da PSP, Hipólito Cunha, disse apenas que os candidatos quando vão para a polícia têm conhecimento dos ordenados que vão auferir e as circunstâncias em que vão trabalhar.
Por outro lado, acrescentou, os candidatos quando entram para a Escola Prática de Polícia começam logo a receber vencimento de 510 euros por mês.
"Mesmo assim, a própria instituição faz tudo o que está ao seu alcance para tornar o acolhimento dos elementos o melhor possível", sublinhou.
Para melhorar as condições dos agentes deslocados, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP-PSP) e o SPP/PSP defendem a criação de habitações em Lisboa e no Porto para albergar os agentes
que saem da escola ou um subsídio de deslocação.
O presidente da ASPP-PSP, Paulo Rodrigues, lembrou que há agentes a viver anos em camaratas e outros que para arranjar um "sítio barato vão para bairros sociais cuja localização entra em conflito com a própria missão da PSP", sublinhou. Para prevenir estas situações, o director do Gabinete de Psicologia da PSP, Fernando Passos, aconselha os candidatos a informarem-se antes de concorreram à polícia.
"Os primeiros anos devem ser encarados com naturalidade e tranquilidade, porque o sistema funciona assim", afirmou, admitindo, contudo, não ter dúvidas de que a separação da família e da terra de origem podem causar alterações a nível emocional e afectar o desempenho dos profissionais. O responsável lembrou um despacho, criado em 2007 pelo então ministro da Administração Interna António Costa para prevenir estas situações, que determina que seja feita a reavaliação dos novos elementos da PSP.
"Qualquer caso que suceda relativamente a estes indivíduos mais jovens e que nos seja reportado é imediatamente acompanhado por um especialista para tornar a sua integração mais fácil", sublinhou.
(Lusa)