terça-feira, 22 de abril de 2008

O Pinçel do Sr. Agente

As obras de remodelação da esquadra de Chaves, que o ministro da Administração Interna visitou hoje, foram inteiramente feitas pelos agentes da PSP, liderados pela comandante Ana Maria Rodrigues.

Durante alguns meses, Ana Maria Rodrigues acumulou o cargo de comandante da esquadra de Chaves com a de "mestre-de-obras", dado que quando chegou à sessão de Chaves, há um ano, encontrou um edifício "muito degradado".
Além da água que escorria pelas paredes, havia falta de segurança e privacidade no atendimento ao público.
Por isso mesmo, Ana Maria deitou mãos à obra e juntamente com os agentes José Borges e Luís Ferreira, começou as obras de remodelação daquela esquadra.
"Reforçamos as entradas e saídas, arranjamos os portões e as cancelas e foi reforçado todo o dispositivo de segurança na esquadra", afirmou a comissária.
A "falta de dinheiro" foi ultrapassada, segundo a comandante, com a ajuda da autarquia local e de empresas que cederam mobílias, portas, janelas, madeiras e tintas.
A palavra de ordem foi, segundo Ana Maria Rodrigues, "reaproveitar tudo".
Para além das suas funções policiais, os agentes Borges e Ferreira tornaram-se, respectivamente, carpinteiro e pintor.
As obras abrangeram os serviços administrativos, a secretaria, a esquadra.
Os trabalhos vão, no entanto, prosseguir para acolher a esquadra de trânsito e serão ainda intervencionados os espaços que acolhem as brigadas de investigação criminal.
Para responder às perguntas dos jornalistas sobre a falta de apoio financeiro do Governo para a realização da intervenção na esquadra de Chaves, o ministro Rui Pereira citou John Kennedy: "não podemos estar sempre a perguntar o que o país pode fazer por nós, mas também o que nós podemos fazer pelo país".
"Temos todos que dar as mãos para tornar a segurança, que é um bem comunitário, uma responsabilidade também de toda a comunidade", acrescentou.
Rui Pereira referiu-se ainda à Lei de Programação das Forças de Segurança, aprovada recentemente, que vai "dobrar" o esforço de investimento na PSP e na GNR em cinco anos.
"Esse dinheiro serve justamente para construir novas instalações em todo o país, para reformular algumas instalações existentes e para comprar novas viaturas e 42 mil novas armas", frisou.
Lusa

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