terça-feira, 8 de abril de 2008

Polícia Americana inspira unidade de elite da PSP

A nova Unidade Especial da PSP (UEP) será idêntica às SWAT Team Americanas. Vai ter equipas mistas, constituídas por Agentes com várias especialidades de elite, com a finalidade de intervirem com violência e eficácia em todas as situações de risco considerável.
As equipas SWAT (Special Weapons and Tactics) existem nos Estados Unidos há pouco mais de 40 anos. A primeira unidade do género foi criada em Los Angeles, cidade do estado norte-americano da Califórnia, e teve como objectivo o controlo de motins.
No âmbito da nova lei orgânica da PSP, o Ministério da Administração Interna (MAI) apostou na criação de equipas semelhantes. A nova Unidade Especial de Polícia foi, por isso, pensada como estrutura de comando único, que irá juntar o Grupo de Operações Especiais (GOE), o Corpo de Intervenção (CI), o Centro de Inactivação de Explosivos e Segurança em Subsolo (CIEXSS), o Corpo de Segurança Pessoal e o Grupo Operacional Cinotécnico.
No total serão mais de dois mil homens, como o CM já noticiou, pelo Intendente Manuel Magina da Silva. O antigo comandante do GOE passou os últimos meses à frente do Departamento de Formação da Direcção Nacional da PSP. No entanto, mal foi empossado, o novo director nacional da PSP, superintendente-chefe Oliveira Pereira, não hesitou em nomear o Intendente Magina da Silva como comandante da nova Unidade Especial da PSP – que vai ficar aquartelada na Quinta das Águas Livres, em Belas, nos arredores de Lisboa.
Falta pouco para que esta unidade tenha existência concreta. Já está prevista na nova lei orgânica que, em breve, deverá ter os decretos regulamentares publicados em Diário da República.
Quando tal acontecer, a aposta do comando da UEP será, apurou o CM, juntar nas mesmas equipas de intervenção, por exemplo, especialistas em operações especiais, inactivação de explosivos e manutenção da ordem pública. De acordo com os objectvos da missão, requisitada ao comando da Unidade pelos comandos distritais da PSP, dependerá a constituição de cada equipa chamada a intervir. Está para já estabelecido que os grupos empenhados nas missões serão, na maior parte dos casos, constituídos por oito a dez agentes.
Cenários de sequestros com tomadas de reféns, detecção de explosivos, detenção de suspeitos considerados perigosos e segurança a outras forças policiais são exemplos de situações concretas que a UEP vai enfrentar. Dependendo das exigências, cada equipa terá a presença de elementos de cada uma das subunidades da UEP. O GOE, por exemplo, está a apurar o treino de atiradores furtivos (snipers) de apoio a elementos do Corpo de Segurança Pessoal em situações de impasse envolvendo altas individualidades. Este tipo de intervenção começou já a ser testado e, soube o CM, com sucesso. Na área da Divisão de Sintra, a Direcção Nacional da PSP criou Equipas de Reacção Táctica, que juntam em patrulha agentes do GOE e do CI.
DIVISÃO DE SINTRA FOI EMBRIÃO
O aumento da criminalidade no concelho de Sintra levou a Direcção Nacional da PSP a apostar no reforço da unidade responsável pelo patrulhamento na zona. Assim, e por determinação do novo director nacional, superintendente-chefe Oliveira Pereira, foram criadas as Equipas de ReacçãoTáctica (ERT) – unidades com, no máximo, dez agentes. Os elementos das ERT foram escolhidos a partir do efectivo do Grupo de Operações Especiais (GOE) e do Corpo de Intervenção (CI). Começaram a patrulhar várias freguesias do concelho de Sintra na época da Páscoa. O êxito, ao que o CM apurou, foi imediato. A dissuasão de crimes de furto, roubo por esticão e assaltos à mão armada levaram à redução dos índices de criminalidade no concelho. Inicialmente pensadas só para a época da Páscoa, as ERT mantêm-se a patrulhar o concelho de Sintra. Estas equipas deverão, em breve, passar a patrulhar também o concelho da Amadora.
In Correio da Manhã

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