sexta-feira, 30 de maio de 2008

Português detido num hospital em Galiza alvejado por PSP em Penafiel

O português detido num hospital em Pontevedra, na Galiza, onde foi extrair uma bala que tinha na cara, terá sido alvejado por um agente da PSP quando tentava assaltar um café em Penafiel, informou hoje fonte policial.
No dia 14, três encapuzados tentaram assaltar um café em Guilhufe, Penafiel, mas foram surpreendidos pela chegada de um agente da PSP, que se encontrava de folga.
Um dos assaltantes disparou dois tiros de caçadeira e o agente ripostou, atingindo-o na cara, mas o trio conseguiu pôr-se em fuga.
Na madrugada do dia 16, um homem de 33 anos, acompanhado de mais dois homens e uma mulher, deu entrada no hospital privado Miguel Domínguez, em Pontevedra, queixando-se de ter sido agredido na cara com uma barra e roubado durante um suposto assalto, razão por que não tinha documentos.
Como o ferido não tinha seguro, aquele hospital privado prontificou-se para o transferir para Portugal, para ser assistido num hospital público, mas o homem não aceitou.
Quatro dias depois, as pessoas que o acompanhavam pagaram os 13 mil euros necessários para que fosse assistido naquele hospital de Pontevedra.
O pessoal médico constatou que as feridas não correspondiam a uma agressão com barra de ferro mas sim a uma bala e comunicaram o caso à Polícia Nacional espanhola.
Um contacto com as autoridades portugueses confirmou à Polícia Espanhola que a identidade do homem era falsa e que se tratava de um suspeito procurado por vários actos violentos, com antecedentes criminais e que estava a ser procurado por um assalto recente, alegadamente ao referido café de Penafiel.
Depois do tratamento hospitalar, o homem foi presente ao juiz, que decretou a sua prisão preventiva.
VCP/ASP.
Lusa/Fim

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Imunidade sem limites...


Corpo Diplomata

Um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) foi esta quinta-feira atropelado por uma viatura do corpo diplomático, que se colocou em fuga após o corrido.
O diplomata que conduzia um BMW de cor preta foi mandado parar porque circulava no corredor BUS (só para transportes públicos) da Avenida fontes Pereira de Melo, sentido Saldanha-Marquês, ordem que recusou. A viatura da embaixada seguiu viagem. Joaquim – há cinco anos na polícia – e um outro colega seguiram-na até ao cruzamento da fontes Pereira de Melo com a Augusto Aguiar. O diplomata só parou o carro quando se deparou com um semáforo vermelho.
Abordado pelos agentes, que estacionaram as motos ao lado do BMW, o condutor recusou dizer o seu nome, limitando-se a exibir o cartão do corpo diplomático e disse que era funcionário da embaixada, escusando-se a revelar o cargo. 'Não tenho tempo a perder com polícias', terá afirmado. O semáforo ficou verde e o diplomata arrancou.
O agente Ribeiro estava posicionado junto à parte frontal esquerda da viatura e foi projectado para a estrada pela força do embate. O BMW pôs-se em fuga. O colega de Ribeiro lançou um alerta via rádio para a central da PSP de Lisboa. Às 18h00 o carro foi localizado na Calçada da Estrela por uma brigada de investigação criminal da DT. O condutor foi identificado e afirmou ter imunidade diplomática. 'Se o funcionário tiver imunidade não poderá ser julgado em Portugal.

Portuguesa detida com 4,5 kgs de cocaína


Quatro quilos meio de cocaína pura empacotados em um saco plástico e escondidos no forro de duas malas foram encontrados com a portuguesa Íris Maria Tavarez Montez da Silva, de 35 anos, do Estoril, na noite da terça-feira, no aeroporto Augusto Severo. A apreensão foi feita pela Polícia Federal, por volta das 22h. Íris diz ter sido contratada em Portugal para fazer o transporte da droga. Ela teria recebido o material pronto por dois rapazes de Ponta Negra, que, segundo ela, também teriam pogo a sua estadia na cidade. Policias de serviço na área de embarque internacional faziam a fiscalização de rotina quando encontraram o material de posse da portuguesa. Ela foi presa em flagrante e encaminhada para a superintendência da Polícia Federal. Íris revelou em depoimento que estava em Natal desde o dia 17 desse mês em um hotel da Via Costeira. Ela diz que em seu país foi contratada por alguém que não sabe o nome, o qual pagou as despesas da viagem. A Polícia Federal informou que essa é a segunda maior apreensão da droga este ano no Rio Grande do Norte. A maior foi a do último sábado, quando a PF apreendeu com o romeno Silviu Cristian Sechel quase 8 kg de cocaína. Ele estava tentando embarcar para Amsterdão. Somente este ano foram apreendidos um total de 327,4 kg de drogas pela PF, que prendeu até então 36 pessoas envolvidas com tráfico de entorpecentes, sendo 8 delas mulheres.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Professor Bambo


Porto, 27 Mai (Lusa) -- O auto-intulado vidente professor Bambo, visado hoje numa operação da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da PSP/Porto por alegado envolvimento em extorsão, não ficou detido após o interrogatório a que foi sujeito, disse uma fonte policial.
O senegalês foi ouvido nas instalações da DIC/Porto da Rua da Boavista.
De acordo com a fonte, a operação policial foi desencadeada durante a tarde, na sequência de "meia dúzia" de queixas de pessoas que se declararam alvo de extorsão por parte do também auto-intulado conselheiro espiritual e astrólogo.
A fonte não confirmou uma primeira informação sobre o caso, que também referenciava o professor Bambo como suspeito de um crime de violação.
Segundo outra fonte policial, os agentes da DIC promoveram buscas no consultório/casa que o suspeito tem no Porto, em operação desenvolvida ao longo de duas horas.
Operação semelhante decorreu no consultório e na habitação do professor Bambo, em Lisboa, envolvendo neste caso efectivos da DIC da Capital.
Para entrar na parte domiciliária do edifício ocupado pelo professor Bambo no Porto, os agentes da DIC tiveram que recorrer ao trabalho de um serralheiro.
O astrólogo mostrou-se "colaborante" com a polícia durante toda a operação, referiu a fonte.
Nascido em 1956 na cidade senegalesa de Kabendou, o alegado vidente trabalha em Portugal há cerca de dez anos.
JGJ/PM/MSP/MZB.
Lusa/fim

domingo, 25 de maio de 2008

A Idade do Gelo III

O director nacional da PSP comunicou aos 22 mil efectivos desta força de segurança que, por falta de verba governamental, não haverá este ano aumentos de salário inerentes à mudança de escalões, mantendo-se assim o congelamento dos mesmos, que dura desde finais de 2005. A falta de dinheiro implicará igualmente a não atribuição de prémios de desempenho.
Em despacho interno datado de 8 de Maio, a que o CM teve acesso, e que foi já colocado no site da PSP, o superintendente-chefe Oliveira Pereira explicou a todo o efectivo que, por força da nova Lei de Vínculos, Carreiras e Remunerações (LVCR), a PSP está vinculada ao funcionalismo público. No entanto, será o único órgão da Função Pública que, durante 2008, não permitirá aos seus efectivos um acréscimo no salário, por via da promoção de escalões.
Os três ramos das Forças Armadas e a GNR mereceram, do Ministério das Finanças, a atribuição de um regime de excepção e a consequente inclusão nos Corpos Especiais previstos na lei 12-A/2008. Enquanto órgão da Função Pública, a PSP habilitou-se igualmente à atribuição, aos respectivos operacionais, de prémios de desempenho.
O processo destinado à concessão dos mesmos terá, no entanto, de ficar suspenso. Caso o Ministério das Finanças desbloqueie entretanto as verbas necessárias, nem todos os agentes terão direito à atribuição de prémios. Aplicar-se-ão então as quotas previstas na LVCR, segundo as quais apenas 25% dos trabalhadores em cada escalão poderá ser premiado.
Contactado pelo Correio da Manhã, o Ministério das Finanças não quis tecer qualquer comentário ao assunto.

COMUNICAR PREOCUPAÇÕES AO GOVERNO
A Direcção Nacional da PSP foi anteontem palco de uma reunião entre o director nacional da PSP, superintendente-chefe Oliveira Pereira, e dirigentes de todos os sindicatos. O CM apurou que o líder máximo da polícia quis sentar à mesma mesa os representantes das polícias, com o intuito de reunir todas as preocupações inerentes à aplicação da lei 12-A/2008 na PSP e enviá-las ao Ministério das Finanças.
Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, esteve presente na reunião, e saiu com a ideia de que a PSP 'não pode continuar a ser prejudicada desta forma'. 'Vamos comunicar a todos os órgãos de soberania o nosso descontentamento e os efeitos funestos desta lei na PSP', assegurou.Peixoto Rodrigues, secretário-geral do Sindicato Unificado de Polícia, frisa 'a especificidade do trabalho policial'. 'Se temos um regulamento disciplinar diferenciado da Função Pública, o Governo tem de nos conceder o regime de excepção', concluiu.

PORMENORES

ESCALÕES
Cada posto da hierarquia da PSP tem vários escalões. Em regra, um elemento precisa de três anos de trabalho para se habilitar à mudança de escalão e ao aumento salarial.

À ESPERA
Desde finais de 2005 que todos os elementos da PSP aguardam pelos aumentos salariais, inerentes à subida de escalão. Há agentes de 3.º escalão, a receber o mesmo do que os de 1.º.

PROGRESSÃO
A falta de verba para suportar os aumentos salariais que advêm da mudança de escalão não inviabiliza que os elementos da PSP progridam nas respectivas carreiras.

Fonte: Correio da Manhã

quarta-feira, 21 de maio de 2008

50 cent - Versão Portugêsa




A Esquadra de Investigação Criminal (EIC) da PSP de Sintra prendeu anteontem, no Cacém, um angolano suspeito da prática de agressões e homicídios (entre tentados e outros alegadamente consumados) na noite dos concelhos da Amadora e de Sintra.
O ‘25 Cêntimos’ (alcunha do suspeito) seria "contratado", agindo por pagamentos em dinheiro feitos por terceiros. Foi entregue à PJ e aguarda julgamento em prisão preventiva.
Eram 14h30 de segunda-feira, quando uma brigada da EIC de Sintra, em patrulha na zona alta do Cacém, se apercebeu de ‘25 Cêntimos’. O homem (alto, encorpado e com cicatrizes na cara) coincidia com a descrição que constava de um pedido de paradeiro que a Secção de Homicídios da PJ de Lisboa difundiu, há semanas, por Amadora e Sintra.
Os agentes avançaram de imediato para a detenção. ‘25 Cêntimos’ resistiu, procurando mesmo agredir a soco e a pontapé os elementos policiais. Acabou, no entanto, por ser manietado.
Consumada a detenção, foi possível confirmar as suspeitas. A brigada tinha acabado de interceptar ‘25 Cêntimos’ (um angolano, entre os 25 e os 30 anos, residente na zona de Vale Mourão, no Cacém).
Com extensa ficha criminal nas diversas esquadras da PSP dos concelhos da Amadora e Sintra, o indivíduo tornou-se conhecido pela prática de roubos com violência e com recurso a armas brancas e de fogo.
O pedido de paradeiro da PJ, no entanto, reflectia crimes mais graves. ‘25 Cêntimos’ é suspeito da prática de crimes, mediante pagamentos avultados, nas imediações de discotecas.
Foi neste âmbito que terá consumado um número indeterminado de agressões, que culminaram pelo menos com uma morte.
Presente ontem ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, o suspeito aguarda julgamento em prisão preventiva, na cadeia de Caxias.
PORMENORES
POLÍCIA JUDICIÁRIA
Fonte da Polícia Judiciária contactada pelo ‘CM’ não reconhece que, no pedido de paradeiro, constasse a prática de qualquer crime de homicídio. O ‘25 Cêntimos’ é suspeito, segundo a PJ, de um crime de ofensas à integridade física, que o Ministério Público entendeu como tentativa de homicídio.
PSP
A PSP, por seu turno, refere que o suspeito terá sido interveniente em pelo menos uma situação de agressões, que conduziram à morte de uma vítima. Os agentes puderam constatar a agressividade do ‘25 Cêntimos’.
PATRULHAMENTO
Em Março, a Direcção-Nacional da PSP criou equipas especiais de patrulhamento, com agentes do Grupo de Operações Especiais. Entre outras vertentes, as Equipas de Reacção Táctica concentram as suas atenções na vida nocturna de Sintra e Amadora.
Fonte: Correio da Manhã

sábado, 17 de maio de 2008

Crime a aumentar

O relatório de Segurança Interna de 2007 apresentado, esta sexta-feira, no Parlamento, concluiu que a criminalidade geral aumentou, mas os crimes violentos sofreram uma redução. De referir também que o tráfico de armas, a falsificação e a corrupção estão em franco crescimento.
O relatório regista a segurança ou falta dela em 2007, mas mostra um aumento, ainda que ligeiro, na criminalidade global. Mas a análise do ano passado mostra também uma redução na criminalidade dita violenta ou grave, a começar pelo número de homicídios que desceu 30% em relação ao ano de 2006.
Apesar desta descida, as autoridades registaram mais roubos por «esticão», mais assaltos a estações de correios, a postos de combustível e também mais assaltos por «carjacking». Aumentou também a extorsão e a associação criminosa.
Em 2007, 1038 agentes da autoridade foram agredidos. Factor de preocupação no ano em que a GNR e PSP perderam 1106 efectivos e ganharam apenas 1045 novos elementos. O crime bateu recordes em Lisboa, onde se deu quase um terço de toda a criminalidade do país. No outro extremo ficou Portalegre com menos crimes registados. Destaque para o distrito da Guarda onde em 2007 a criminalidade disparou.

??Gang ataca casa de PSP primo de ‘Pidá’??

A casa de ‘Joca’, como é conhecido o agente da PSP primo de ‘Pidá’ – detido por suspeita de envolvimento nos crimes da noite do Porto –, foi anteontem atacada pelo grupo que segunda-feira baleou um casal no Bairro do Cerco, no Porto. Os suspeitos foram de manhã à Ribeira do Porto e forçaram a entrada na casa do polícia, deixando um rasto de violência e destruição antes de abandonarem o local.
A investida foi uma retaliação por causa de confrontos com a comunidade cigana. Alegadamente, ‘Joca’ e alguns colegas da PSP juntaram-se segunda-feira à civil e, sem mandados, terão atacado a casa de um dos elementos do grupo, para vingar o espancamento do irmão de ‘Joca’, agente da Divisão de Investigação Criminal. O jovem foi sovado pelo gang no Bairro do Cerco, na mesma rixa em que balearam ‘Pitbul’ e a namorada Elisabete (tal como o CM noticiou terça-feira). ‘Pitbul’, cruzou-se com o grupo e foi atingido nas pernas, quando apontou uma pistola aos agressores.
O agressor, conhecido por ‘Pote’, está a monte e ‘Pitbul’ não o identificou na inquirição da PJ. A arma empunhada por ‘Pitbul’ foi entregue à PJ por um dos agressores. Dias antes, ‘Pitbul’, com cadastro por tráfico, tinha fracturado o maxilar a um dos elementos do grupo por causa de um negócio de droga que correu mal.
O CM sabe que ‘Joca’, com cerca de 30 anos, está a ser protegido por colegas polícias. Após o ataque, chegou à Ribeira num carro, acompanhado por cinco agentes. Os polícias queriam sossegar a família e proteger ‘Joca’.
PORMENORES
DEU COLETE A GAIATO
‘Joca’, agente da PSP, foi quem deu a Nuno Gaiato um colete antibala semelhante aos usados pelas autoridades. O colete não o impediu de ser morto a tiro por Berto ‘Maluco’ (segurança de Aurélio Palha) – que também viria a morrer – no El Sonero, a 13 de Julho.
OPERAÇÃO STOP NO CERCO
A PSP montou anteontem uma operação stop no Cerco. O bairro foi fechado durante a acção policial, que terá servido de fachada para apanhar os suspeitos do tiroteio do dia anterior e acalmar a escalada de violência que se anuncia novamente no Porto.
Pedro Sales DIas/Tânia Laranjo

Sabonetes de 3ª Geração

A Polícia de Segurança Pública (PSP) identificou um indivíduo do sexo masculino, com aproximadamente 32 anos, pela prática do crime de burla relacionada com a venda de telemóveis a preços supostamente mais baratos.
O suspeito, identificado pela Esquadra de Investigação Criminal da PSP, é vendedor ambulante e reside em Vila Nova de Gaia. Abordava as vítimas, às quais mostrava dois telemóveis, cujo valor real ronda os 500 euros, e vendia-os por cerca de 100 euros. No entanto, sem que a vítima se apercebesse, o burlão trocava as caixas dos telemóveis por outras idênticas, mas sem telemóvel no interior já que o suspeito colocava pedaços de sabão em forma de telemóvel no seu lugar.O indivíduo foi interceptado pelos agentes policiais e foi-lhe apreendido todo o material que utilizava na burla. O suspeito já estava referenciado pelas autoridades policiais em vários pontos do país, pela prática deste tipo de burla com telemóveis e maquinas de filmar.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

PSP apreende 83.500 doses de heroína

Segundo Rafael Marques, segundo comandante da PSP de Leiria, a operação «Década», resulta de uma investigação com cerca de um ano que levou os agentes à Amadora, onde detiveram cinco cidadãos cabo-verdianos (quatro homens e uma mulher) e apreenderam sete quilos de heroína e cerca de 120 gramas de cocaína, além de armas, artigos em ouro e 35 mil euros em dinheiro.
No total, foram feitas dez buscas domiciliárias em casas da Marinha Grande e da Amadora, tendo sido detidos os arguidos, com idades entre os 25 e 51 anos, no concelho da Grande Lisboa.
Da droga apreendida, Rafael Marques destacou a existência de «1,5 quilos de heroína de elevada pureza» e vários «produtos de corte», destinados a aumentar a rentabilidade daquele estupefaciente.
As autoridades apreenderam também um revolver e uma pistola de nove milímetros, cujo uso é proibido a civis, além de várias munições, quatro balanças de precisão, um moinho de corte, três automóveis, 14 telemóveis e «diversos objectos provenientes de roubo e consequente receptação (computadores portáteis; máquinas fotográficas)».
A operação partiu de investigações realizadas nos concelhos da Marinha Grande e Nazaré e entre as 16:00 de terça-feira e as 20:00 de 14 de Maio os agentes estiveram no terreno a cumprir os mandados judiciais.
No total, foram envolvidos 80 agentes da Secção de Investigação Criminal da PSP de Leiria, com o apoio do Operações Especiais, do Corpo de Intervenção e do Comando Metropolitano de Lisboa.

Os detidos, que tinham profissões declaradas relacionadas com a construção civil, serão presentes hoje à tarde no tribunal de Leiria mas devido à complexidade do processo as autoridades contam que as medidas de coacção sejam divulgadas somente sexta-feira ou o mais tardar segunda-feira.
Para Rafael Marques, esta operação provocou um «rude golpe» no tráfico da região de Leiria mas também na zona de Lisboa, já que «não é habitual» uma apreensão desta natureza.
No caso do comando distrital, esta foi mesmo a «maior apreensão de sempre» realizada, acrescentou o comissário da PSP.
A droga apreendida poderia vir a ter um valor de venda aos consumidores superior a 400 mil euros já que o estupefaciente puro iria ser cortado com outros produtos para aumentar a sua rentabilidade.
Diário Digital / Lusa

Emboscada à polícia

Dois agentes da PSP – um homem e uma mulher da esquadra de Alfragide – foram alvo de uma emboscada quando, na madrugada de ontem, interceptaram um homem que conduzia uma viatura furtada, no bairro da Cova da Moura, no concelho da Amadora.
Os agentes em patrulhamento avistaram a viatura – um Honda Civic – pelas 4h20, a circular a grande velocidade e em contramão e resolveram interceptar o condutor, alertando-o, primeiro, com sinais de luzes.
Mas o homem, apercebendo-se da presença policial, encetou uma fuga pelas vias estreitas do bairro da Cova da Moura, que só terminou na Rua dos Anjos, onde os agentes conseguiram imobilizar o automóvel.
Os agentes saíram da viatura e dirigiram-se ao condutor que empunhou um revólver, ameaçando os agentes.
Entretanto, e ainda sob ameaça da arma, os dois elementos da patrulha foram surpreendidos por uma chuva de pedras e tijolos atirados contra eles e contra a viatura policial que usavam.
O apedrejamento acabou por provocar várias escoriações no rosto e pescoço de um dos agentes – a mulher – que teve se ser transportado ao Hospital Amadora--Sintra , onde recebeu assistência e teve alta ainda durante a manhã de ontem.
"As pedras atiradas danificaram sobretudo a parte traseira da viatura policial e partiram o vidro lateral direito", adiantou ao CM uma fonte policial, acrescentando que a maioria dos ferimentos provocados na agente ficou a dever-se aos estilhaços do vidro da viatura.
Com esta emboscada, o suspeito que conduzia o Honda acabou por conseguir escapar, tendo a PSP apreendido a viatura – que ficou imobilizada na rua.
O automóvel era roubado mas o proprietário só apresentou queixa depois de ter sido contactado pela polícia.
Correio da Manhã

sem palavras...

Responde no meio do crime por ‘Patusca’ mas chama-se Osvaldo. Foi sempre libertado pelos tribunais depois de assaltar as carrinhas de valores à mão armada, e ainda a 20 de Novembro do ano passado, quando atacaram o Finibanco em Moscavide. Estava no gang que baleou um polícia antes de o Grupo de Operações Especiais os apanhar. Levava outros sete assaltos a carrinhas e ainda um segurança baleado quando a PJ o apresentou quinta-feira a o Tribunal de Sintra, mas já está outra vez à solta. Bastou dizer ao juiz que trabalha. É barbeiro.
Está entre os quatro assaltantes que a Direcção Central de Combate ao Banditismo da PJ foi buscar a casa depois do último assalto, em Massamá, e que na segunda-feira anterior, em Loures, balearam um funcionário da Esegur antes de fugirem com cerca de 35 mil euros. É um dos dois à solta, conforme o CM avançou ontem. Um elemento do gang morreu depois se saltar da janela a fugir à PJ e outro perigoso cadastrado está em casa.
Vânio, da Portela de Carnaxide, Oeiras, também está habituado a ser detido pela PSP e PJ e logo depois libertado pelo juiz. A Esquadra de Investigação Criminal da PSP apanhou-o há oito meses, na zona de Caxias, pela tentativa de roubo violento a uma carrinha de valores da Esegur. Levado ao Tribunal de Oeiras, foi libertado pelo juiz e sujeito a simples apresentações periódicas numa esquadra.
Continuou a atacar e, nem quatro meses depois, a PSP de Oeiras encontrou-o a circular num Audi A4 roubado pelo método de carjacking na Margem Sul do Tejo. Foi mais uma vez levado a um juiz – e novamente posto em liberdade.
Preso quinta-feira pela PJ, espera julgamento em casa. Está só provisoriamente na cadeia de Caxias, à espera que lhe montem em casa o telefone fixo que acciona a pulseira electrónica caso fuja.
Correio da Manhã

Um polícia Morto

A explosão de um carro armadilhado no País Basco causou a morte a um polícia. A viatura explodiu em frente a uma esquadra da Guarda Civil espanhola. Quatro polícias ficaram feridos, um deles com gravidade. O atentado não foi reivindicado, mas, segundo a polícia basca, tem a marca da ETA. A explosão deu-se pouco antes das três da madrugada, em Legutiano, na província de Álava.O automóvel do comando que executou o ataque foi encontrado na localidade de Abadino, a poucos quilómetros da esquadra. As instalações da guarda civil são alvos privilegiados da ETA. A 24 de Agosto do ano passado, uma explosão em Durango fez vários feridos e importantes estragos materiais. A última vítima mortal reivindicada pelo grupo separatista foi o ex-conselheiro socialista Isaias Carrasco, abatido a tiro em Mondragon dois dias antes das legislativas espanholas. Em Junho de 2007, a ETA pôs fim a um cessar-fogo de quinze meses, após o falhanço das negociações de paz com o governo socialista. Desde então, o grupo fez duas dezenas de atentados que mataram três pessoas.Em quarenta anos de luta armada pela independência do País Basco a ETA matou mais de 820 pessoas.
EuroNews

terça-feira, 13 de maio de 2008

Baleados em ajuste de contas no Cerco

Um clima de guerra instalou-se, ontem à tarde, no Bairro do Cerco, um dos mais problemáticos do Porto. Um segurança da noite conhecido pela alcunha "Pitbul" e a namorada foram baleados nas pernas por um grupo de indivíduos que invadiu um dos blocos do bairro. Ao que tudo indica, tratou-se de um ajuste de contas relacionado com desacatos ocorridos numa discoteca, que teriam envolvido o ferido. A PSP teve de comparecer em força no aglomerado habitacional. A violência decorreu pouco depois das 15 horas, quando um grupo de cerca de uma dezena de indivíduos, de etnia cigana, dirigiu-se ao Bloco 2. Na escadaria de acesso às habitações, "Pitbul", de 34 anos, foi o primeiro a ser alvejado. O autor do disparo ainda lhe terá apontado a arma ao peito, mas acabou por optar por um tiro na perna. A companheira, Elisabete, de 24 anos, foi a próxima vítima. O casal deu entrada no Hospital de S. João, no Porto, com ferimentos ligeiros e teve alta durante a tarde. De acordo com depoimentos recolhidos pelo JN no local, tudo aconteceu em poucos minutos. "Ouviram-se três ou quatro disparos e vi o grupo dos agressores sair a correr", contou uma testemunha, que não se quis identificar, acrescentando que o grupo estava "armado com pistolas". Uma das casas ainda foi atingida por um dos disparos. Três veículos terão sido usados na fuga. Em poucos minutos, diversos elementos policiais, alguns munidos de "shotguns" (caçadeiras), chegaram ao bairro. Os protagonistas do ajuste de contas já tinham dispersado. Dezenas de pessoas foram-se concentrando no local do incidente, num ambiente de cortar à faca. "Isto não vai ficar por aqui", vaticinava um morador, temendo novos confrontos. De acordo com um conhecido das vítimas, os disparos foram uma "resposta" a um desentendimento ocorrido numa discoteca do Porto, por motivos alegadamente fúteis. "Foi vingança", dizia-se. Havia, no entanto, quem assegurasse que o indivíduo alvejado até nem seria o alvo principal, apesar das suas ligações à "noite". Quando os ânimos pareciam estar mais calmos, e já com um forte contingente policial no local, o rastilho reacendia noutro ponto do aglomerado habitacional. A dado momento, ouviu-se o som de possíveis disparos. Agentes da PSP que se encontravam junto ao bloco 21 pediram auxílio, devido à reacção mais efusiva de alguns moradores. Vários polícias meteram-se nas viaturas e seguiram de imediato para local crítico. Fonte policial adiantou que elementos da investigação criminal tinham sido alvo de "objectos" arremessados das casas. Um dos supostos envolvidos foi algemado e levado pela PSP, debaixo de insultos e gritos de revolta de moradores, que protestavam contra a intervenção. Queixas de moradoresCom a confusão de novo instalada - desta vez por breves momentos - vários residentes no bairro lamentavam que as cenas de violência sejam cada vez mais frequentes. Motivo o aumento do tráfico de droga. "Desde que os do 'Tarrafal' (designação popular para o Bairro S. João de Deus) vieram para cá que o sossego acabou. É uma pouca vergonha. À noite não conseguimos dormir", desabafou uma moradora, ao JN. No local estiveram também elementos da Polícia Judiciária, para procederem à recolha de vestígios. No entanto, os autores dos disparos terão tido o cuidado de recolher os invólucros das balas. Ao final da tarde, a acalmia tinha voltado ao bairro. Mas poderia não ser por muito tempo, acreditavam moradores, admitindo novos ajustes de contas.
Jornal de Notícias

Polícias na mão de gang do terror

Mal se atrevem a meter os pés no Elefante Branco, em Lisboa, os dois polícias esbarram em Pedro Gameiro e Raul Teixeira. O primeiro ordena que peçam desculpa e o segundo recebe ‘Carlos’, do Corpo de Intervenção da PSP, a soco na cabeça. O agente cai desmaiado e, arrastado até à rua, é espancado a socos e sucessivos pontapés no corpo. "Bófia do c..., agora é que tu vais ver" e "bófia de m...", grita Gameiro, enquanto Teixeira desfere socos no inspector ‘José’, da ASAE.
No dia a seguir, em Setembro do anopassado, Gameiro estava preocupado com possíveis chatices mas, por telefone, o líder do gang e ex-PSP Alfredo Morais deixava-o descansado. Marcaria um jantar com os polícias agredidos e resolveriam o assunto para não haver mais problemas, lê-se nas transcrições a mais de 30 escutas telefónicas a Alfredo e mais de 200 a Gameiro – o número dois de uma organização criminosa que espalhou o terror na noite de Lisboa durante anos.
Impunham mulheres controladas pelo grupo nos bares que entendiam; extorquiam milhares de euros aos donos em troca de suposta segurança e sob ameaças de violência e exploravam a prostituição na pensão Classe A.
A acusação do Ministério Público visa o gang e pessoas associadas mas no extenso documento a que o CM teve acesso muitas são as referências a polícias coniventes com o grupo. Depois das agressões aos polícias, por exemplo, ‘Jaime’, da Brigada de Trânsito da GNR, telefona a Teixeira e diz--lhe que está "f...". A PSP foi até ao Elefante Branco e identificou-o. Mas ele disse que não viu nada.
Há vários casos (ver caixas), como a cunha que ‘Mário’, chefe da PSP, mete a Alfredo Morais por telefone. Na chamada, feita em Outubro do ano passado, ouve-se o polícia a perguntar-lhe se tem "algum conhecimento dentro da Universidade de Alcoitão. Queria meter lá uma moça".
AMIGO DO SEF LEGALIZA E PSP DÁ CONSELHOS
Em Dezembro do ano passado Pedro Gameiro fala com Raul Teixeira sobre a legalização de ‘Adilson’ e diz que um amigo seu do SEF "pode tratar disso". Meses antes, em Julho, Pedro França Alemão, ex-namorado de Catarina Fortunato de Almeida e também acusado, liga a ‘Luís’, da PSP, que lhe diz estar a comandar a esquadra da Venda Nova, na Amadora. Alemão queria apresentar uma contra-queixa por agressões e encontrar-se com o polícia, para este o aconselhar. Quando a Divisão de Investigação Criminal da PSP desmantelou esta rede, em Novembro, deparou-se com o material guardado em casa de Rui Baptista: crachá da PSP, colete à prova de bala e pirilampo de emergência.
ERAM AVISADOS PARA ESCAPAR ÀS OPERAÇÕES
No último mês de Setembro, antes da intervenção final da Divisão de Investigação Criminal da PSP, Pedro França Alemão queixava-se a Pedro Gameiro por telefone: tinha sido alvo de uma operação policial porque não houve "bicadas" – "depreendendo-se que, por uma vez, ninguém avisara Alemão sobre a referida operação", considera o Ministério Público. Com a conivência de pessoas em postos--chave, este gang conseguiu impunemente e durante anos controlar o alterne da noite de Lisboa, agredindo clientes e extorquindo os proprietários.
Correio da Manhã

Quase 9 mil agentes meteram baixa em 2007

Sobe o número de suicídios na PSP e são cada vez mais os polícias a meter baixa. No ano passado, quase 9 mil agentes da PSP meteram baixa ou pediram assistência à família. Um número brutal, que equivale a cerca de 40 por cento dos efectivos da corporação.
A própria direcção da PSP admite uma subida de 14 por cento no número de dias de baixa. Os problemas psicológicos têm afectado os agentes, mas agora, com o aumento da idade da reforma, o desgaste acentua-se e o resultado está à vista com baixas atrás de baixas.
Os sindicalistas garantem que também os suicídios têm aumentado e que as juntas médicas quase nunca percebem os sinais e até se compreende porquê. Na junta superior há apenas dois médicos de clínica geral e um ortopedista.
TVI

sábado, 10 de maio de 2008

Super Mulher

Jovem de 17 anos não terá aceitado chamada de atenção do agente da PSP.
Uma jovem de 17 anos foi ontem detida após agressões e insultos a um agente da Divisão de Trânsito da PSP do Porto. O incidente ocorreu cerca das 15.00, na zona da Praça do Marquês, e, ao que o DN pôde apurar, os desacatos terão resultado de uma chamada de atenção do polícia em causa, devido a uma infracção de trânsito protagonizada pela pessoa que acompanhava a jovem - que disse estar grávida.Segundo testemunhos recolhidos no local, após uma advertência do agente sobre uma infracção cometida pelo acompanhante da jovem, esta ter-se-á "atirado ao polícia", contou a funcionária de um quiosque próximo. "A senhora pôs-se a barafustar, parece que até proferiu alguns insultos", contou ainda outro comerciante que já só viu a confusão que sucedeu à discussão. Conta quem assistiu ao incidente que o polícia terá acabado por dizer à mulher que se não se acalmasse ia ter de levá-la para a esquadra. "Parece que ela disparou por completo e agrediu-o com as mãos e a cabeça, mas ele não ficou magoado", disse ainda o mesmo comerciante. A confusão instalou-se de imediato e "houve um aparato muito grande, porque entretanto chegaram os carros patrulha para tomar conta da ocorrência", descreveu ainda Marina Lopes ao DN, contando que também foi chamada uma ambulância do 112 "porque a dita senhora alegou que não se sentia bem e que estava grávida, mas se estivesse devia ser uma gravidez muito recente porque não se notava nada". O DN tentou obter mais esclarecimentos junto do gabinete de relações públicas do Comando Metropolitano da PSP do Porto, mas até à hora de fecho da edição ainda não estavam reunidos todos os elementos, não podendo ser fornecidos mais pormenores sobre o que aconteceu. Apenas foi possível confirmar que "a cidadã foi detida por agressões e injúrias a um agente da autoridade", informou fonte daquela polícia. A alegada agressora foi identificada e deverá ser presente, na próxima segunda-feira, ao juiz do Tribunal de Pequena Instância Criminal do Porto, na rua João das Regras.
Diário de Notícias

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Ossos do ofício duros de roer

Policia baleado na face
Um agente da PSP do Barreiro, de 32 anos, sofreu um disparo praticamente à queima-roupa, numa operação de combate ao tráfico de droga, anteontem à noite, em Miratejo, no Seixal.

Agente da Esquadra de Investigação Criminal (EIC) da PSP do Barreiro, foi atingido com um tiro junto à boca, quando entrava numa residência em Miratejo, que estaria relacionada com o tráfico de droga. Foi imediatamente transportado para o Hospital Garcia de Horta, em Almada, e depois transferido para S. José, em Lisboa, onde foi sujeito a uma intervenção cirúrgica para estancar a hemorragia.

O agente foi atingido por um projéctil de calibre 38 milímetros (mm), correspondente ao "calibre de guerra" de 9 mm, que entrou pelo lado direito do rosto, junto à boca. A bala foi alojar-se num músculo do pescoço, não atingindo nenhum órgão vital, uma vez que terá sido desviada na trajectória pela placa, que saltou para o chão quando o projéctil a atingiu de raspão.

O agente participava numa operação da EIC do Barreiro para deter um suspeito de tráfico de droga, procurado pelas autoridades, desde 2006, por não ter regressado à cadeia após uma saída precária. Era suspeito de estar ligado a uma rede que abastecia a Amadora, o Barreiro e a Moita, e foi detido com 200 gramas de cocaína, após o que os agentes se dirigiram com o detido para buscas em residências na Reboleira (Amadora), Miratejo e Cruz de Pau (Seixal), cerca das 23 horas de anteontem.

Na entrada, os agentes entraram a gritar "polícia, polícia", como é de regra, mas numa das divisões um suspeito disparou de imediato a um metro de distância, atingindo o Agente. Uma moradora do prédio, que pediu o anonimato, recorda "Vi ainda o polícia, um rapaz novo, caído aqui no chão, quando estava à espera da ambulância. Estava cheio de sangue, coitado".

No local, dois outros agentes abriram fogo contra o suspeito, que lançou a arma ao chão, mas ainda resistiu quando os polícias o tentaram dominar. Noutra divisão foi feito mais um detido, apreendida uma pistola de 9 mm e descobertos cerca de 63 mil euros em dinheiro.

A preocupação do agente ferido, que esteve sempre consciente, foi a de saber como tinha corrido a operação e de que a arma não ficasse perdida. A EIC do Barreiro foi apoiada pela Divisão da PSP do Seixal, cujo comandante esteve sempre presente na operação e foi ao hospital saber do estado do agente e apoiar a mulher, uma procuradora do Ministério Público Barreiro.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Um polícia à frente da polícia

Pode ser mesmo aquilo de que a Polícia Judiciária está a precisar. Um operacional à frente dos seus destinos para acalmar os ânimos e concentrar-se na cada vez mais difícil função de controlo da criminalidade. Um polícia do terreno, que conhece as condições em que se trabalha, os seus homens e as dificuldades por que passam no dia-a-dia. Ao nomear um polícia de carreira, o primeiro da história da PJ, o ministro da Justiça tinha sempre esta garantia. Mas com Almeida Rodrigues tem mais. Ele começou como agente, passou por inspector e já foi subdirector, sem nunca esquecer o bichinho da investigação. É por isso uma boa aposta do ministro da Justiça, esta. O novo director nacional tem pergaminhos em casos como o crime satânico de Ílhavo, ou o serial killer de Santa Comba. Um director assim serve de exemplo e tem bagagem para pôr os pontos nos ii quando é preciso. Para cima ou para baixo. Almeida Rodrigues já provou ter trunfos para restaurar a credibilidade da PJ. Pelo menos se lidar com este corpo policial com a mesma forma emocionada que usou nas investigações das suas equipas. Mais um ponto a seu favor: nunca se escondeu da imprensa, sabendo do seu papel, fundamental para uma polícia, de transmitir confiança nas autoridades.
DN Online

sábado, 3 de maio de 2008

Tentativa de suicídio de polícia suspende jogo em Itália
O jogo entre o Trevise e o Grosseto, da Serie B italiana (equivalente à Liga de Honra), foi suspenso à passagem dos 20 minutos depois de um polícia que se encontrava de serviço ter tentado o suicídio nas bancadas do estádio do Trevise, norte de Itália.

Depois de disparar um tiro na cabeça com a arma de serviço, o polícia foi transportado ao hospital local onde se encontra em estado considerado grave. Um dos seus colegas ficou ligeiramente ferido quando tentou impedir o gesto.A tentativa de suicídio ocorreu numa das laterais do estádio onde se encontravam os adeptos da equipa da casa, que alertaram o árbitro para o sucedido e que de imediato suspendeu o encontro.

DE PORTAS ABERTAS

A esquadra da PSP dos Restauradores, em Lisboa, está a funcionar sem porta. Uma situação que, aparentemente, seria fácil de corrigir, mas que se arrasta há mais de 3 anos.
Escondida atrás do Teatro Nacional D. Maria II, esta esquadra da PSP tem as portas abertas para ajudar às necessidades dos cidadãos. Mas, vistas bem as coisas, não resta grande alternativa aos agentes sediados na PSP dos Restauradores. Até porque a esquadra funciona sem uma porta que a separe do exterior há mais de 3 anos.
Do poder político, a resposta vem em forma de números. O ministro da Administração Interna lembra o reforço do investimento que está a ser feito nas forças de segurança portuguesas. Uma aposta significativa no sector com o objectivo de dar mais e melhor equipamento à GNR e PSP.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

VAMOS ENDIREITAR O PAÍS A PUNIR OS AGENTES QUE TIRAM O CHAPEU DA CABEÇA


POLÍCIAS APANHADOS EM FLAGRANTE. SÓ FALTOU DETÊ-LOS
Pelo menos dois agentes da PSP pertencentes à Divisão do Aeroporto da Portela, em Lisboa, estão a ser alvo de procedimentos disciplinares baseados em imagens recolhidas pelo sistema interno de videovigilância daquele recinto. A denúncia foi feita por um sindicato da PSP mas uma fonte da Direcção Nacional da Polícia disse ao CM que "recusa-se a admitir" que as câmaras possam ser usadas para este efeito.
Financiada e instalada pela ANA (empresa gestora dos aeroportos nacionais), a videovigilância da Portela existe há quatro anos. A PSP, responsável pela segurança no recinto, tem acesso livre à sala de controlo das 400 câmaras.
Armando Ferreira, presidente do Sindicato Nacional de Polícia (Sinapol), denunciou ao CM a situação por que passam dois agentes da PSP do aeroporto ‘apanhados’ pelas câmaras internas. "Os dois casos aconteceram nos últimos oito meses", aponta o sindicalista.
Uma queixa feita directamente ao comando da Divisão do Aeroporto originou o primeiro processo. "Alguém da Direcção Nacional da PSP passou pela zona das chegadas e viu um colega sem o ‘chapéu’ da farda. O processo foi instaurado e o agente foi confrontado com imagens das câmaras", explica Armando Ferreira.
O segundo processo incidiu sobre outro agente, filmado a sentar-se momentaneamente quando controlava as bagagens. "O polícia teve uma indisposição e precisou de sentar-se. Foi-lhe instaurado um processo disciplinar", sustenta o presidente do Sinapol.
A direcção deste sindicato considera que as imagensusadaspara fundamentarosdois processos "foram obtidas ilegalmente". "Trata-se de algo que só é legitimado por mandados judiciais. Além disso, no regulamento disciplinar da PSP nada vem consagrado que sustente este tipo de punições", concluiu Armando Ferreira.
Fonte oficial da Direcção da PSP disse ao CM que esta força de segurança "usa a sala de controlo da videovigilância 24 horas por dia". "É falso, pelo menos é inconcebível, que se possa usar filmagens vídeo para punir agentes".
Correio da Manhã



PSP desmantela rede de tráfico de cocaína em Faro e Olhão

Oito presumíveis traficantes presos e 6000 doses de cocaína apreendidas foram os resultados mais visíveis da operação que a PSP de Faro levou a cabo na madrugada do dia 1, na cidade de Faro e arredores, bem como em Olhão.
A investigação decorria desde Fevereiro de 2007 e visava «desmantelar um grupo que se dedicava de forma concertada ao tráfico de estupefaciente, nas cidades de Faro e Olhão». «Com esta operação pretendeu-se não só combater o tráfico e consumo de estupefacientes, mas também contrariar a tendência dos criminosos locais de recurso ao furto e a outros crimes contra o património, considerando que os locais visados vinham nos últimos tempos a ser referenciados pela PSP como palco da troca directa do produto dos furtos ocorridos nas cidades e imediações, por estupefaciente». Os oito homens detidos têm idades entre os 22 e os 45 anos. Da operação, que incluiu ainda seis mandados de busca a automóveis, bem como nove buscas domiciliárias, resultou também a apreensão de uma pistola proibida, três munições, cerca de quatro dezenas de telemóveis, uma aparelhagem digital e cerca de 13.500 euros em numerário, entre outro material diverso. A acção foi desenvolvida pela Esquadra de Investigação Criminal de Faro do Comando Distrital de Polícia de Faro, apoiada pelo Destacamento do Corpo de Intervenção, contando com a participação de mais de três dezenas de elementos policiais. A operação vem, no seguimento do esforço que tem vindo a ser feito pelo Comando Distrital de Polícia de Faro para combater este tipo de criminalidade. Com efeito, ainda na passada terça-feira foram detidos em Portimão 12 indivíduos, apreendidas 3800 doses de cocaína, 5800 doses de heroína e um total de cerca de 5300 euros, bem como um número elevado de jóias e artigos em ouro, telemóveis e outros artigos supostamente provenientes da actividade do tráfico junto aos consumidores, numa operação que marcou o culminar de outra investigação em curso e visava combater o mesmo tipo de crime.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

A verdadeira... a genuína...

ESQUADRA DO SÉCULO XXI

Em pleno século XXI, num país de brandos costumes, onze indivíduos, aparentando 18 a 20 e poucos anos, entraram de rompante na esquadra de Moscavide da PSP e agrediram um indivíduo de 20 anos que lá se refugiara.

Esse indivíduo estaria a ser agredido e entretanto foi perseguido para o interior das instalações policiais. No interior das instalações policiais continuaram as agressões, mas rapidamente os agressores se colocaram em fuga.

Ouvimos chefias da polícia dizerem à comunicação social que um agente sozinho numa esquadra é normal e que as esquadras são seguras, quando se vai apresentar uma queixa não se fica sujeito a uma agressão por um grupo de indivíduos.
Então, o que aconteceu é pura ficção!!

Actualmente, as Esquadras do nosso país são em grande maioria, antigas residências, onde após pincelar um balde de tinta, se colocaram polícias e se atendem vítimas de crimes.

No que diz respeito à segurança no interior das esquadras, basta ter olhos na cara, pois não chega fazer um reforço de efectivos, tem de se investir também em meios materiais tais como vídeo vigilância, portas de segurança, etc…