sábado, 17 de maio de 2008

??Gang ataca casa de PSP primo de ‘Pidá’??

A casa de ‘Joca’, como é conhecido o agente da PSP primo de ‘Pidá’ – detido por suspeita de envolvimento nos crimes da noite do Porto –, foi anteontem atacada pelo grupo que segunda-feira baleou um casal no Bairro do Cerco, no Porto. Os suspeitos foram de manhã à Ribeira do Porto e forçaram a entrada na casa do polícia, deixando um rasto de violência e destruição antes de abandonarem o local.
A investida foi uma retaliação por causa de confrontos com a comunidade cigana. Alegadamente, ‘Joca’ e alguns colegas da PSP juntaram-se segunda-feira à civil e, sem mandados, terão atacado a casa de um dos elementos do grupo, para vingar o espancamento do irmão de ‘Joca’, agente da Divisão de Investigação Criminal. O jovem foi sovado pelo gang no Bairro do Cerco, na mesma rixa em que balearam ‘Pitbul’ e a namorada Elisabete (tal como o CM noticiou terça-feira). ‘Pitbul’, cruzou-se com o grupo e foi atingido nas pernas, quando apontou uma pistola aos agressores.
O agressor, conhecido por ‘Pote’, está a monte e ‘Pitbul’ não o identificou na inquirição da PJ. A arma empunhada por ‘Pitbul’ foi entregue à PJ por um dos agressores. Dias antes, ‘Pitbul’, com cadastro por tráfico, tinha fracturado o maxilar a um dos elementos do grupo por causa de um negócio de droga que correu mal.
O CM sabe que ‘Joca’, com cerca de 30 anos, está a ser protegido por colegas polícias. Após o ataque, chegou à Ribeira num carro, acompanhado por cinco agentes. Os polícias queriam sossegar a família e proteger ‘Joca’.
PORMENORES
DEU COLETE A GAIATO
‘Joca’, agente da PSP, foi quem deu a Nuno Gaiato um colete antibala semelhante aos usados pelas autoridades. O colete não o impediu de ser morto a tiro por Berto ‘Maluco’ (segurança de Aurélio Palha) – que também viria a morrer – no El Sonero, a 13 de Julho.
OPERAÇÃO STOP NO CERCO
A PSP montou anteontem uma operação stop no Cerco. O bairro foi fechado durante a acção policial, que terá servido de fachada para apanhar os suspeitos do tiroteio do dia anterior e acalmar a escalada de violência que se anuncia novamente no Porto.
Pedro Sales DIas/Tânia Laranjo

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