sexta-feira, 2 de maio de 2008

VAMOS ENDIREITAR O PAÍS A PUNIR OS AGENTES QUE TIRAM O CHAPEU DA CABEÇA


POLÍCIAS APANHADOS EM FLAGRANTE. SÓ FALTOU DETÊ-LOS
Pelo menos dois agentes da PSP pertencentes à Divisão do Aeroporto da Portela, em Lisboa, estão a ser alvo de procedimentos disciplinares baseados em imagens recolhidas pelo sistema interno de videovigilância daquele recinto. A denúncia foi feita por um sindicato da PSP mas uma fonte da Direcção Nacional da Polícia disse ao CM que "recusa-se a admitir" que as câmaras possam ser usadas para este efeito.
Financiada e instalada pela ANA (empresa gestora dos aeroportos nacionais), a videovigilância da Portela existe há quatro anos. A PSP, responsável pela segurança no recinto, tem acesso livre à sala de controlo das 400 câmaras.
Armando Ferreira, presidente do Sindicato Nacional de Polícia (Sinapol), denunciou ao CM a situação por que passam dois agentes da PSP do aeroporto ‘apanhados’ pelas câmaras internas. "Os dois casos aconteceram nos últimos oito meses", aponta o sindicalista.
Uma queixa feita directamente ao comando da Divisão do Aeroporto originou o primeiro processo. "Alguém da Direcção Nacional da PSP passou pela zona das chegadas e viu um colega sem o ‘chapéu’ da farda. O processo foi instaurado e o agente foi confrontado com imagens das câmaras", explica Armando Ferreira.
O segundo processo incidiu sobre outro agente, filmado a sentar-se momentaneamente quando controlava as bagagens. "O polícia teve uma indisposição e precisou de sentar-se. Foi-lhe instaurado um processo disciplinar", sustenta o presidente do Sinapol.
A direcção deste sindicato considera que as imagensusadaspara fundamentarosdois processos "foram obtidas ilegalmente". "Trata-se de algo que só é legitimado por mandados judiciais. Além disso, no regulamento disciplinar da PSP nada vem consagrado que sustente este tipo de punições", concluiu Armando Ferreira.
Fonte oficial da Direcção da PSP disse ao CM que esta força de segurança "usa a sala de controlo da videovigilância 24 horas por dia". "É falso, pelo menos é inconcebível, que se possa usar filmagens vídeo para punir agentes".
Correio da Manhã



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