quarta-feira, 25 de junho de 2008

Polícias preparam vaga de protestos a nível nacional

Cinco sindicatos, em representação de outras tantas forças policiais, poderão convocar no final deste mês uma manifestação para Lisboa, tendo como destino final previsível a Assembleia da República. Esta medida será, no entanto, apenas a face mais visível de uma luta que, muito em breve, poderá passar por um "alheamento" generalizado das forças de segurança perante muitas das suas atribuições. Sem direito à greve, os polícias podem vir a boicotar diversas acções, como as multas de trânsito, que rendem dinheiro ao Estado.Na Casa do Alentejo, em Lisboa, sindicalistas da PSP, da GNR, da Polícia Marítima, do SEF e do Corpo da Guarda Prisional irão debater questões como a redução de direitos na área da saúde, as alterações à lei da aposentação e pré-aposentação, o sistema remuneratório, o apoio do Governo nas questões relacionadas com as actividades das forças de segurança e, por fim, o procedimento disciplinar recentemente instaurado ao presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia Marítima (ASPPM), Veloso Lopes.A comissão coordenadora permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, o conjunto composto pelos cinco sindicatos referidos, fala num "perfeito abandono [por parte das tutelas] dos profissionais de segurança", referindo que, ao contrário do que o Governo tem vindo a anunciar, as condições de trabalho e de vida dos polícias têm vindo a degradar-se.José Manageiro, que preside à Associação dos Profissionais da Guarda (APG, o sindicato mais representativo da coordenadora, com mais de 10 mil filiados), diz que, nos últimos cinco anos, os agentes da forças policiais nacionais perderam dez por cento do seu poder de compra. Considera que há uma constante política demagógica na condução de todos os problemas relativos à actividade sindical dentro das forças de segurança, e dá o exemplo da GNR, onde a lei do associativismo está por regulamentar há quatro anos, embora esteja legalmente estipulado que isso aconteça num prazo de 90 dias após a publicação.Fardas são carasNa PSP, os problemas de hoje são, praticamente, os mesmos de há muitos anos: falta dinheiro para quase tudo, até para o fardamento. Os agentes recordam que não podem ataviar-se de acordo com os regulamentos recebendo mensalmente um subsídio de pouco mais de cinco euros, quando uma só farda (completa) custa mais de 400 euros. "Não basta manipular estatísticas, como as que constam dos relatórios de segurança interna, transmitindo a ideia de que tudo vai bem e que a criminalidade tem decrescido. Os polícias sabem que isso nem sempre é verdade e que o que existe cada vez mais é um 'deixa andar' por parte dos cidadãos, que já não confiam na resolução dos seus problemas por parte de uma polícia a cada dia mais carenciada de alento e meios", afirma um ex-sindicalista da PSP contactado pelo PÚBLICO e que, no passado, chegou a ser processado internamente por ter prestado depoimentos à imprensa.Ao encontro nacional marcado para dia 30 chega também a insatisfação dos guardas prisionais. Neste sector, para além das dificuldades de serviço causadas pela falta de efectivos, há ainda questões relacionadas com as condições de habitabilidade das cadeias e o programa governamental de troca de seringas (e consequente consumo de droga nas prisões), que têm gerado grande contestação à tutela (Ministério da Justiça).Alguns dos polícias contactados mostram-se favoráveis a que, depois da reunião do fim do mês, a coordenadora abra a possibilidade de outros sindicatos policiais, que não integram a organização, poderem vir a juntar--se nas formas de luta. "É preciso que todos remem para o mesmo lado e ao mesmo tempo", afirmou um dos polícias questionados.
Fonte: Público

CARJACKING

Dois jovens de 19 anos foram interceptados e detidos na madrugada deste sábado, na zona do Cacém, depois de roubarem um automóvel e agredirem a sua condutora.
O assalto aconteceu às 03:40 na Estrada da Malveira da Serra (Cascais), quando uma mulher de 49 anos foi abordada pelos dois homens, que a retiraram do carro e a agrediram, fugindo no automóvel roubado.
O carro foi detectado pela polícia, poucos minutos mais tarde, quando circulava no IC19, na zona de Sintra. Após uma perseguição a alta velocidade, que durou cerca de dez minutos, o carro entrou no Cacém, onde foi interceptado numa rua sem saída e após se ter despistado.
Os homens tentaram fugir a pé, mas acabaram por ser detidos, tendo sido hoje presentes ao tribunal de Cascais, que determinou como medida de coacção apresentações semanais na esquadra das respectivas áreas de residência.

domingo, 15 de junho de 2008

MAIS UM CALOTE

Setúbal. 0s 60 agentes que fizeram turnos de quatro horas à porta do prédio onde houve uma explosão, durante dois meses, ainda não receberam. Câmara e Governo Civil rejeitam factura.

Agentes aguardam pagamento de 20 mil euros

Os cerca de 60 agentes da PSP de Setúbal que durante mais de dois meses asseguraram o policiamento do prédio que explodiu na Praceta Afonso Paiva, em regime de serviços remunerados (além do horário normal de trabalho) ainda não receberam os salários, que totalizam mais de 20 mil euros. O descontentamento agrava-se entre os profissionais, sobretudo porque continua por definir quem deverá ser chamado a liquidar a dívida. Alguns agentes já escreveram à Direcção Nacional da PSP a denunciar o caso e admitem mesmo vir a elaborar um processo administrativo.

Fonte policial garantiu ao DN que as seis dezenas de gratificados, que durante os passados meses de Janeiro e Fevereiro fizeram a segurança do prédio que explodiu a 22 de Novembro de 2007, por turnos de quatro horas, "só trabalharam ao frio e à chuva, porque precisam desse dinheiro", havendo agentes cuja dívida ascende a 400 euros.

O recurso aos gratificados da PSP para vigiar o prédio aconteceu quando o Governo Civil de Setúbal deu por terminado o estado de alerta, na última semana de Dezembro, tendo a autarquia procedido à cassação da licença de habitabilidade. Os moradores mostraram-se preocupados com a segurança dos bens que estavam no interior dos apartamentos. O problema é que durante os dois meses de serviço nunca apareceu o dinheiro para pagar aos polícias, o que levou o Comando a suspender os gratificados, enquanto moradores, Governo Civil e câmara se recusaram a assumir a dívida.

O porta-voz dos moradores, Luís Caturra, assegura "nunca" ter sido comunicado aos proprietários do prédio que deviam ser eles a pagar a dívida, alertando que "a factura foi emitida para a autarquia. É um problema para resolver entre câmara e Governo Civil, porque quem ficou inseguro e sem polícia fomos nós", sublinhou Caturra.

O município tem sustentado que a responsabilidade do pagamento à PSP pertence ao Estado, revelando uma fonte da autarquia ter chegado a edilidade a adjudicar um sistema contra intrusão no prédio que "foi rejeitado pelos moradores".

Já a governadora civil, Eurídice Pereira, admite que a PSP "vai ter de debitar a despesa a alguém", relembrando que o Governo Civil de Setúbal assumiu uma semana de remunerações, "que já pagou", diz, para que "moradores e autarquia resolvessem o diferendo quando este problema surgiu. Agora, não somos nós que temos de pagar.

"O comandante da PSP, Matias David, refere que o Comando está a tentar encontrar soluções, "porque os agentes têm o direito de receber. Não sei quando, mas vão receber", sublinhou ao DN, alertando que o responsável pela dívida "é quem provocou a explosão". Recorde-se que o inquérito da PJ que deverá apurar o culpado ainda está em curso, depois de já terem sido ouvidas mais de cem pessoas.

Fonte: DN Online

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Agentes trabalham no Porto em barracas, convivem com "ratos gordos" e vêm o tecto cair-lhes em cima

Porto, 10 Jun (Lusa) - A maioria dos agentes da PSP/Porto trabalha em instalações cair aos pedaços e alguns convivem mesmo com ratos "grandes e gordos", disseram hoje, à Lusa, fontes sindicais.
"Em 90 por cento dos casos, são instalações que não satisfazem ou que estão mesmo em muito mau estado de conservação", assegurou Agostinho Pinto, da estrutura regional da Associação Sindical dos Profissionais Polícia (ASPP/PSP).
"Não são 90 por cento, são todas", corrigiu Eduardo Pinto, do Secretariado Metropolitano do Porto do Sindicato Nacional Polícia (SINAPOL).
"O que escapa é o Comando, onde as instalações foram requalificadas com o maior luxo. Onde há atendimento público, está tudo com carências graves", frisou o sindicalista.
Os três mil agentes a prestar serviço na área do Comando Metropolitano da PSP/Porto, que compreende nove municípios, repartem-se por cerca de 50 imóveis e quase todos têm razões de queixa.
O pior cenário é, contudo, o da própria cidade do Porto onde, segundo as estruturas sindicais, "a prioridade das prioridades" é a reinstalação da esquadra do Bairro do Lagarteiro, que funciona num pré-fabricado.
Nas imediações da estação ferroviária de Campanhã, fica a esquadra de Pinto Bessa, tão má que a Inspecção-Geral da Administração Interna chegou mesmo a propor a sua desactivação em 2003.
Nas instalações policiais da rua do Naulila, na zona das Antas, a "situação começa a ficar incomportável", devido à exiguidade do espaço.
A esquadra é, no dizer dos sindicatos, um "três em um", porque recebeu os agentes do posto do Bairro São João de Deus, entretanto desactivado, e a 3ª Esquadra de Investigação Criminal.
Estas instalações foram sujeitas a obras, por alturas do Euro 2004, mas nem isso impediu que em Janeiro de 2007 engrossasse a lista das esquadras onde, volta e meia, caem pedaços do tecto.
Neste particular, os registos da ASPP/PSP são abundantes, assinalando também quedas parciais de tectos em instalações da Divisão de Investigação Criminal (DIC), na rua dos Bragas (Abril de 2006), e na rua da Boavista (Dezembro de 2007).
O mesmo sucedeu nas instalações policiais da rua Infante D. Henrique (Novembro de 2006), mesmo depois de obras naquela que chegou a ser rotulada de "Esquadra do Século XXI".
A lista completa-se com uma derrocada do tecto na esquadra da Foz do Douro (Fevereiro de 2007), ferindo um polícia, e na de Cedofeita (Março de 2007), aonde, já este ano, caíram azulejos da frontaria.
Na rua João de Deus, a envelhecida esquadra tem soalhos apodrecidos, que favorecem a cíclica visita de ratos "grandes e gordos".
Nas periferias, o caso de Valongo é dos mais problemáticos: as instalações policiais da sede do concelho são exíguas e antigas, enquanto que em Ermesinde uma divisão da esquadra foi transformada em depósito dos tacos que levantaram por todo o lado, devido a infiltrações de água no prédio.
Em Gaia, os problemas multiplicaram-se com o alargamento da área de intervenção da PSP a praticamente toda a corda litoral do concelho.
De entre as instalações "herdadas" da GNR, a de Canidelo é a pior, por ter vários problemas estruturais e se encontrar numa rua sem saída, que até permite, a quem quiser, bloquear a saída de uma brigada policial.
"Infelizmente, as instalações policiais do Grande Porto são todas muito equivalentes pela negativa", sintetiza Agostinho Pinto, da ASPP/PSP.
O Ministério da Administração Interna (MAI) anunciou, em Abril, que prevê investir 218 milhões de euros até 2012 em instalações das forças de segurança.
Um dos investimentos passa pela construção de 55 novas esquadras para a PSP.
JGJ.
Lusa/fim

domingo, 8 de junho de 2008

MÉXICO - nove pessoas mortas por dia

O principal responsável pelo combate ao narcotráfico no México foi morto na sua casa por traficantes que tinham a chave. O número dois da polícia em Ciudad Juárez morreu crivado de balas e o seu chefe demitiu-se após receber ameaças através da própria rádio da polícia. Pelo menos três oficiais pediram asilo aos EUA, temendo ter o mesmo destino que 450 agentes e militares que já foram vítimas desta guerra sem fim.

Este é o cenário que se vive no México, onde diariamente são encontrados corpos decapitados na rua. Junto às cabeças, bilhetes com ameaças para os polícias ou para cartéis rivais. Desde que o Presidente Felipe Calderón chegou ao poder, em Dezembro de 2006, e enviou para as ruas mais de 40 mil militares e agentes federais, já morreram 4100 pessoas, a maioria membros dos cartéis. Entre Janeiro e Junho, morreram 1400 pessoas, ou seja, mais de nove por dia.

Até ao momento, o exército efectuou mais de 5800 detenções, interceptando 2900 toneladas de marijuana e 24 de cocaína (fazendo aumentar o seu preço nas ruas norte-americanas), com um prejuízo estimado de 20 mil milhões de dólares para os traficantes.

"Evidentemente, quando os encurralamos e os enfraquecemos, eles respondem com violência", disse recentemente o procurador-geral Eduardo Medina Mora, à rádio Formula. As acções de Calderón contra o narcotráfico, autorizado pela primeira vez a expulsão dos principais líderes detidos para os EUA, gerou uma luta interna pelo poder, com os cartéis a lutarem entre si para garantirem as rotas de tráfico.

"A batalha que está a acontecer no México todos os dias resulta na morte de polícias mexicanos, contudo a maioria dos consumidores são americanos", lamentou Calderón, que pediu um maior esforço da parte de Washington para combater o narcotráfico. Em causa está o Plano Mérida, através do qual o Governo dos EUA oferece treino e melhores armas e aviões aos mexicanos para esta guerra. Mas o Congresso só destinou 500 milhões de dólares para o plano, um terço do que o Presidente George W. Bush tinha prometido.

Após os tiroteios entre cartéis rivais, a polícia encontra centenas de balas de espingardas e metralhadoras, mas os seus agentes andam mal equipados, cada um com direito a pouco mais que um carregador com 20 balas. As autoridades precisam dar mais condições aos seus militares ou vão acabar por enfrentar o mesmo nível de corrupção que existe dentro das esquadras de polícia locais. Os salários são baixos e as taxas de deserção são elevadas.

Apesar de todo o esforço de Calderón, uma sondagem divulgada no início do mês pelo jornal La Reforma revelava que 53% dos mexicanos pensam que os narcotraficantes estão a ganhar esta guerra. Só 24% acham que o Governo está a sair vencedor, apesar de 64% apoiarem o trabalho do Presidente.
Fonte: Diário de Notícias

sábado, 7 de junho de 2008

Partiu nariz a polícia

Um agente da PSP de Portimão foi violentamente agredido à cabeçada por um alegado traficante de droga, tendo ficado com a cana do nariz partida. O polícia necessitou de ser operado, mas já teve alta.
O agressor, de 36 anos, foi detido na noite de quarta-feira, após ter sido detectado, com um outro indivíduo, a vender droga a duas mulheres, no centro de Portimão. Os presumíveis traficantes tinham em seu poder três dezenas de doses de heroína, 25 de cocaína, dois telemóveis e 220 euros em dinheiro, que foram apreendidos, bem como a viatura emque os mesmos se encontravam.
A agressão deu-se quando três agentes se deslocavam num carro da PSP com um dos suspeitos, a fim de realizarem buscas na sua casa. A meio do percurso, o alegado traficante atirou-se ao polícia que o acompanhava no banco de trás da viatura. Surpreendido pelo ataque, o elemento policial não conseguiu evitar a cabeçada, que o atingiu em cheio no nariz. O agressor, que tentou a fuga, ainda partiu vidros do carro e pontapeou as portas, mas acabaria por ser dominado.
Na busca domiciliária, foram encontrados 2500 euros, uma pistola alterada e material usado habitualmente para acondicionamento de droga. À hora de fecho desta edição, o indivíduo estava a ser ouvido no tribunal.
Fonte: Correio da Manhã

carjacking

A PSP vai começar a operar em Lisboa, Setúbal e Porto com equipas especiais para combater o fenómeno do carjacking. Estas equipas vão contar com o apoio do GOE (Grupo de Operações Especiais), Corpo de Segurança Pessoal e Corpo de Intervenção e à Investigação Criminal.
Em causa está o aumento de 70 por cento em apenas quatro meses do número de roubos de automóveis. Aliás, já no ano passado a subida tinha sido de 36 por cento. E porque na quase totalidade dos crimes de carjacking são utilizadas armas de fogo, as equipas especiais da PSP vão recorrer directamente ao GOE.
Apesar destas informações não serem confirmadas nem desmentidas oficialmente pela Direcção Nacional da PSP, O JN adianta que os primeiros testes das novas equipas estão rodeados de secretismo e que começam já este fim-de-semana. Segundo este jornal, a PSP está a recorrer a viaturas descaracterizadas do Corpo de Segurança Pessoal e do Grupo de Operações Especiais, assim como da própria Direcção Nacional.
Cada viatura terá como condutor um elemento do Corpo de Segurança Pessoal, o agente do GOE segue no lugar do pendura e, atrás, um elemento do CI e um agente da Investigação Criminal.
Segundo o JN, as equipas ficarão em locais estratégicos, durante a madrugada, e logo que seja dado o alerta, via rádio ou telemóvel, sobre uma viatura suspeita, é dada a ordem de avanço para intercepção ou posterior intervenção.
Nestas equipas, o destaque vai também para o condutor do Corpo de Segurança Pessoal, uma força que normalmente protege altas entidades e cujos elementos estão preparados para conduzir a altas velocidades.
Fonte: Diário IOL

segunda-feira, 2 de junho de 2008

TAXA MODERADORA ESPECIAL PARA POLICIAS

A administração do Hospital de São Francisco Xavier (HSFX), em Lisboa, anda a protelar o pagamento de cerca de 15 mil euros à PSP, relativa a policiamento gratificado nas Urgências hospitalares, por alegadamente a PSP não ter ainda apresentado uma declaração que ateste que não é devedora à Segurança Social e ao Fisco.
A denúncia foi feita ao CM peloSindicato Unificado de Polícia (SUP), que adiantou serem credores desta dívida "cerca de 200 agentes e chefes da 4ª Divisão da PSP de Lisboa, que há anos garantem a segurança das Urgências deste estabelecimento hospitalar".
O montante em falta diz respeito aos meses de Março e Abril. Entretanto, reconhece Peixoto Rodrigues, secretário-geral do SUP, a administração do HSFX já procedeu ao pagamento de pouco mais de sete mil euros, referente ao primeiro mês.
O dirigente sindical mostra-se seguro de que a decisão do hospital de protelar o pagamento da verba em dívida, "foi um mero subterfúgio". "Já não se trata da primeira vez que há atrasos", explica Peixoto Rodrigues.
O secretário-geral doSUP admite que a lei que regula os contratos de prestação de serviços gratificados de policiamento obriga as entidades privadas que o solicitam a apresentar declarações de pagamento à Segurança Social e ao Fisco.
No entanto, acrescenta Peixoto Rodrigues, o mesmo decreto é omisso no que diz respeito à obrigatoriedade da PSP em apresentar essa declaração.
Fonte da Direcção Nacional da PSP contactada pelo CM garante que a força de segurança não tem qualquer dívida à Segurança Social ou ao Fisco. "O que se passou foi uma discrepância nos serviços informáticos, que já foi resolvida. A declaração será entregue", referiu.
A administração do HSFX nega ter acusado a PSP de qualquer dívida, socorrendo-se na lei que regula a prestação de gratificados para justificar a necessidade da referida declaração.
PORMENORES
Direcção do Tesouro
O pagamento relativo aos gratificados feitos em Março foi feito pela administração do Hospital de São Francisco Xavier através da Direcção Geral do Tesouro.
Serviço nas urgências
O trabalho dos elementos da PSP nos hospitais centra-se nas Urgências. Quer em Lisboa quer noPorto, as grandes unidades hospitalares têm esquadras abertas, que garantem a segurança dos médicos, funcionários e utentes.
Dívida em Loures
Cerca de 300 agentes da Divisão de Loures da PSP não receberam ainda as remunerações relativas aos serviços extra feitos em Março. Em causa estão cerca de 120 mil euros.
Voluntariado
A prestação do serviço como gratificado é feito sem obrigação em regime de voluntariado. No entanto, se um agente cometer alguma falha, pode vir a ser punido com um processo disciplinar.
FONTE: Correio da Manhã