terça-feira, 29 de julho de 2008

Afinal é tudo gente boa

Famliares de barricado contestam actuação das forças policiais

Na tarde de segunda-feira, no exterior do edifício do Tribunal de Abrantes, os familiares do jovem que se barricou em casa para evitar a captura policial, onde se incluíam dezenas de mulheres e crianças, protestavam veemente contra a actuação da polícia, no domingo em Abrançalha,Rio de Moinhos, Abrantes uma vez que o tiroteio se desencadeou numa habitação onde se encontravam quatro menores.
“As crianças ficaram traumatizadas com a situação e não comem nem dormem desde ontem. Isto não se faz”, reclamava Maria Manuela Aleixo, mãe de alguns dos arguidos. “Além disso deixaram-me a casa toda revirada e com tudo partido”, protestava a idosa, acompanhada pela nora, mulher de um dos detidos.
Para além dos familiares do quinteto, dezenas de pesssoas aguardavam , pela chegada dos detidos no domingo em Abrantes, na sequência de uma mega-operação policial. Apesar de estar prevista a sua presença em Tribunal, os cinco detidos vão ser ouvidos na manhã desta terça-feira, 29.
O adiamento deu-se, segundo o comandante da PSP de Abrantes, Celso Marques, devido à necessidade “de se proceder a mais diligências” no âmbito do processo de inquirição do Delegado do Ministério Público e uma Juíza do Tribunal Judicial de Abrantes aos dois elementos da PSP agredidos e assaltados pelos cinco suspeitos.
Igualmente revoltado estava Manuel Campos, tio de alguns dos elementos do gang. O homem chegou a ser detido pela PSP, no âmbito desta mega-operação, mas foi colocado em liberdade poucos minutos após a sua detenção. “Eu nem sabia o que estava a acontecer”, disse O MIRANTE, explicando que estava a meter gasolina na sua mota, em Montalvo, quando foi abordado por um carro da polícia e levado algemado para a Esquadra de Abrantes. “Nunca roubei nada a ninguém pelo que não percebo a razão disto ter acontecido”, disse a visivelmente aborrecido.
Fonte: O Mirante

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