terça-feira, 22 de julho de 2008

Elite na estrada ataca carjacking

Carros potentes, armamento topo de gama, informação partilhada e autorização para disparar. São estas as principais características das unidades da PSP e da GNR contra o carjacking, que apesar de estarem a funcionar desde Maio foram apenas ontem apresentadas em Lisboa. Ao todo serão 16 equipas de quatro homens vindos das unidades de Operações Especiais das duas forças, que irão prevenir e intervir em casos de roubo de automóveis com a presença do condutor.
"Funcionarão acima de tudo como elemento dissuasor. No fundo trata-se de equipas de reforço aos elementos da PSP e da GNR que estão todos os dias no terreno com capacidade para uma resposta mais rápida", disse o ministro da Administração Interna, Rui Pereira.
No terreno há dois meses, as equipas de Intervenção Táctica e de Análise da GNR e as equipas de Reacção Táctica Encoberta da PSP já começaram a mostrar resultados. De acordo com fontes oficiais da PSP e da GNR, se nos primeiros seis meses de 2008 o número de casos subiu 55%, no mês de Junho houve uma inversão na tendência. No mês passado foram registados 35 casos contra os 39 do período homólogo.
Sem querer estabelecer uma relação directa entre o início da actividade destas equipas e a diminuição em Junho dos números de carjacking, Rui Pereira não deixou contudo de realçar a coincidência.
As equipas de combate ao carjacking vão actuar a partir de Lisboa, Porto, Setúbal e Braga, por terem sido estes os distritos que registaram o maior números de casos em 2007.
AUTORIDADES ATENTAS A GANG DA MARGEM SUL
Em Março deste ano, equipas da GNR desmantelaram um grupo conhecido como o gang do ATM. Na altura, um antigo militar foi apanhado em flagrante quando tentava abrir uma caixa multibanco. Oito pessoas foram posteriormente detidas. Agora, apurou o CM, as autoridades estão a investigar um grupo de assaltantes que alegadamente operam a partir da Margem Sul do Tejo e visam sobretudo estações dos CTT, postos de combustíveis e supermercados. Em comum com o gang do ATM, este grupo costuma roubar carros de alta cilindrada pelo método de carjacking, que depois usam nos assaltos. Ainda no início deste fim-de-semana um grupo de desconhecidos furtou dois Volkswagen Eos do parque da Autoeuropa, no porto de Setúbal. Um dos veículos foi usado num roubo por carjacking próximo de Setúbal.
"AUTORIZADOS A ABRIR FOGO"
O comandante-geral da GNR, tenente-general Nélson dos Santos, admitiu ao Correio da Manhã que os elementos destacados para as equipas de Intervenção Táctica estão autorizados a abrir fogo durante as perseguições. "Podem disparar, mas sempre dentro dos princípios de proporcionalidade e necessidade", afirmou Nélson dos Santos. O responsável da GNR esclareceu que as equipas não vão estar num quartel, mas sim "no terreno, funcionando como elementos dissuasores".
Fonte: Correio da Manhã

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