terça-feira, 22 de julho de 2008

Polícia arguido no caso ‘Noite Branca’

Joca’, alcunha pela qual é conhecido o agente da PSP primo de Bruno ‘Pidá’ – detido por suspeita de envolvimento na vaga de homicídios na noite do Porto –, foi constituído arguido no processo ‘Noite Branca’. Ao que o CM apurou, existem ainda outros arguidos no processo, para além dos 11 suspeitos do Gang da Ribeira inicialmente detidos. Apenas ‘Pidá’, Mauro Santos, Fernando ‘Beckham’ e Ângelo Ferreira continuam em prisão preventiva.
O agente que trabalha na Divisão de Investigação Criminal da PSP é suspeito de ter fornecido um colete antibala, semelhante aos usados pelas autoridades, a Nuno Gaiato. A protecção não o impediu, contudo, de ser morto a tiro na madrugada de 13 de Julho do ano passado com oito balas no Bar Latino El Sonero, onde o jovem era segurança. O primeiro homicídio na noite do Porto acabou por gerar uma onda violência sem precedentes.
Berto ‘Maluco’ – o homem de mão de Aurélio Palha, assassinado à porta de casa após a morte do empresário – era o principal suspeito deste crime. Os três indivíduos que o acompanhavam foram detidos na última grande operação da PJ no âmbito do processo a cargo da equipa especial liderada por Helena Fazenda. Vasco e Timóteo, ex--cunhado de Aurélio, ficaram com apresentações periódicas. Hugo Rocha, foi submetido a prisão domiciliária. Estão indiciados por homicídio simples.
Ao que o CM apurou, ‘Joca’, com cerca de 30 anos, foi constituído arguido há alguns meses. O polícia é também alvo, neste momento, de um inquérito disciplinar interno, desencadeado pela unidade de investigação criminal onde continua a trabalhar.
VIOLÊNCIA
VINGA IRMÃO AGREDIDO
Há dois meses, ‘Joca’ e alguns colegas da PSP juntaram-se e, sem mandados, terão ido ao Bairro do Cerco atacar a casa de um dos elementos de um grupo que havia espancado o irmão mais novo do polícia. O jovem foi agredido na mesma rixa em que um casal de namorados foi baleado.
RETALIAÇÃO
Em jeito de retaliação, no dia seguinte, o mesmo gang forçou a entrada em casa de ‘Joca’, deixando um rasto de violência e de destruição no apartamento situado na zona da Ribeira do Porto. A PSP esteve no local, mas não houve detenções por não ter sido apresentada queixa.
Fonte: Correio da Manhã

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