sexta-feira, 25 de julho de 2008

Polícias vivem em desespero

Vários pedidos escritos de elementos da PSP de todo o País têm chegado ao Departamento de Recursos Humanos (DRH) da Direcção Nacional, solicitando o pagamento antecipado do subsídio de Natal deste ano. Agentes e chefes – que recebem entre 800 a 1500 euros por mês – pedem ajuda financeira de urgência, mostrando-se incapazes de cumprir com as prestações a que estão obrigados.
Peixoto Rodrigues, presidente do SindicatoUnificadodePolícia (SUP), disse ao CM ter informações de que, no espaço de apenas algumas semanas, os Recursos Humanos da PSP terão recebido cerca de uma dúzia destes pedidos. "Além dos ofícios, os nossos serviços têm sido receptores dos pedidos de esclarecimentodeoutrosagentes, que pretendem saber como aceder a esse pagamento antecipado", explicou ao CM o presidente do SUP.
O CM teve acesso a um dos ofícios. Entrou nos serviços da PSP a 24 de Junho, e foi enviado por um agente do comando de Aveiro. Pedindo "a maior celeridade possível" ao Departamento de Recursos Humanos, o agente alega estar em "difícil situaçãofinanceira"."Odinheiro servirá para a liquidação imediata de prestações de crédito de habitação", explica, por escrito, o agente.
Os restantes pedidos entregues nas últimas semanas no DRH da polícia, salienta Peixoto Rodrigues, são justificados com "vários tipos de dificuldadeseconómicas sentidas pelos familiares dos agentes, que basicamente precisam de dinheiro parapodermanter uma vida normal".
Todos os documentos vão ser apreciados pela direcção do DepartamentodeRecursosHumanos que, normalmente, demora poucomais de um mês a deliberar sobre eles.
O CM contactou o Gabinete de Relações Públicas da Direcção Nacional da PSP sobre esta denúncia do SUP. O comissárioPauloFlôrdesmentiu, em nome dogabinete,quea polícia tenha recebido doze pedidos em tãopoucotempo. "Desdeoiníciodo ano foram cinco os ofícios apresentados, número semelhante ao que se tem verificado nos anos anteriores", explica o oficial.
PORMENORES
Gratificados
Para o Sindicato Unificado de Polícia (SUP), o atraso no pagamento dos gratificados e o facto de muitos agentes receberem em parcelas as quantias monetárias por estes trabalhos "ajuda à deterioração das condições de vida dos elementos da PSP".
Hospital do Barreiro
Exemplo de atraso no pagamento dos gratificados é, segundo o SUP, o policiamento feito no Hospital do Barreiro. "Há dívida desde Abril", disse Peixoto Rodrigues, presidente do SUP. Fonte da Administração disse ir proceder a parte do pagamento a 29 de Julho e ao restante em breve.
Prédio de Setúbal
Mantém-se a indefinição em torno do pagamento do policiamento gratificado do prédio do Monte Belo, emSetúbal, que explodiu em Novembro de 2007. Câmara e Governo Civil não assumem o pagamento. Fonte policial diz que há um mês em dívida. "Só após as conclusões do inquérito da Polícia Judiciária se saberá a quem imputar a despesa", conclui a fonte.
Fonte: Correio da Manhã

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