sexta-feira, 25 de julho de 2008

Um mapa de Lisboa nas mãos da ETA

O mais activo comando da ETA planeava ataques na Andaluzia e refugiar-se na capital portuguesa.

A Guarda Civil espanhola atingiu a ETA com um dos golpes mais temidos por este grupo terrorista: a desarticulação do "comando Vizcaya", um dos escassos grupos operacionais e, desde logo, o mais activo, ao qual se atribuem todos os atentados perpetrados pelos activistas desde o final da trégua decretada em Junho do ano passado.
Entre a documentação apreendida ao chefe do grupo, as forças de segurança encontraram um mapa da cidade de Lisboa, sem que os responsáveis policiais atribuam qualquer relevância especial a este facto.
Já se supunha no ano passado que elementos integrantes do "comando Andalucía", que tinham tentado uma acção terrorista na Costa do Sol espanhola, haviam procurado refúgio no Algarve, tendo mesmo alugado um automóvel na capital portuguesa.
Fontes policiais consultadas pelo Expresso acreditam que o "comando Vizcaya" tivesse nos seus planos imediatos uma nova campanha de atentados na Andaluzia (também se encontraram plantas das cidades andaluzas de Cádiz, Huelva, Granada e Sevilha e um geral da Costa do Sol) e que a opção portuguesa como possível refúgio poderia continuar nos planos de contingência do grupo.
O comando agora detido era formado por nove pessoas, incluindo Arkaitz Goikoetxea, de 28 anos, o chefe, um "liberado", ou seja, pessoa a soldo da ETA. Todos os integrantes, salvo Arkaitz, têm menos de 26 anos, o que confirma a mudança geracional que se está a verificar no seio do grupo, e a maioria são membros não identificados pela polícia, prováveis activistas da chamada kale borroka ou guerrilha de rua no País Basco.
Fonte: Expresso

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