sábado, 16 de agosto de 2008

Conheça o homem que deu a ordem para matar

O homem que deu a ordem para os atiradores de elite da PSP neutralizarem os dois assaltantes que ameaçavam a vida de dois reféns, no BES de Campolide, em Lisboa, é um portuense de gema, filho de polícia e irmão de polícia.
O superintendente chefe Jorge Filipe Moutinho Barreira, 54 anos, pais de duas filhas, está à frente do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP e, em consequência deste facto, assumiu o comando operacional do dispositivo policial que fez frente à crise dos reféns.
A Polícia, a bem dizer, estava-lhe no sangue. O seu pai prestava serviço na esquadra que cobre a zona da Ribeira, bem no Centro Histórico do Porto, e Jorge Barreira costuma recordar alguns episódios da sua adolescência que por ali passaram. O seu irmão é inspector na Polícia Judiciária do Porto.
Juntamente com Oliveira Pereira, o actual director nacional da PSP, Jorge Barreira, que era major da especialidade de Cavalaria, é um dos últimos sobreviventes dos oficiais superiores que, nos anos 80, optaram por fazer carreira na PSP. O grosso da parte inicial da sua carreira foi feito no Porto, onde chegou a comandar a primeira "super-esquadra" do distrito, criada pelo então ministro da Administração Interna, Dias Loureiro.
Em meados dos anos 90 integrou as forças de manutenção de paz na Bósnia, durante a crise dos Balcãs. Depois, esteve um ano em Aveiro, chegou a comandar a PSP de Viseu e esteve colocado no Algarve, antes de ir para a Direcção Nacional da PSP, com um cargo administrativo. Pouco tempo depois, passaria a comandar a Polícia Municipal do Porto, onde entre outros casos, teve que gerir a ocupação do Teatro Rivoli.
Nos cinco meses que passou em seguida à frente da PSP na Madeira, ainda recebeu um louvor de Alberto João Jardim. No regresso a Lisboa, subiria a comandante metropolitano da PSP com a ascensão do oficial que ocupava o cargo, Oliveira Pereira, a director nacional daquela força de segurança.
Fonte: JN

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