segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Polícias querem base de dados única

Várias organizações de polícias nacionais defendem a criação de uma base de dados única de informação de segurança, que possa ser utilizada pela Polícia Judiciária, Guarda Nacional Republicana e Polícia de Segurança Pública.
A informação é avançada pelo Diário de Notícias (DN), que cita responsáveis de associações de profissionais ligadas às forças de segurança, que discordam das afirmações recentes do ex-director da PJ, Santos Cabral, que defende uma polícia única para melhorar o combate ao crime.
Na opinião das organizações o principal problema reside na falta de comunicação entre as três forças, que surgiu sobretudo desde o ano 2000 com a Lei de Organização da Investigação Criminal , quando alguns tipos de crimes investigados apenas pela PJ passaram a poder ser investigados pela PSP e GNR.
Isto fez com que as forças de segurança, por questões de rivalidade, dificultassem a troca de informação entre si. Como explicou ao DN Carlos Brás, da Associação Sócio-Profissional Independente da GNR , «são as guerrinhas, as capelinhas entre polícias que já todos conhecemos, em que cada uma quer retirar os louros das investigações e não partilha a informação».
Também Paulo Rodrigues, da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia , concorda com esta falta de cooperação e propõe a criação da tal base de dados única, onde esta informação estaria centralizada. «Cada força policial passaria a ter um agente nessa central e, sempre que fosse preciso, os investigadores iam buscar informação a essa base de dados única», afirma o responsável.
A mesma opinião tem o presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal , Carlos Anjos, ao considerar que «o problema da falha ao nível das informações é transversal», realçando que «não se pode enviar faxes para todos os outros órgãos de investigação criminal sempre que se detém alguém».
Carlos Anjos aponta mesmo o dedo aos «sucessivos governos que, desde 2002, ainda não regulamentaram o plano de informações previsto na Organização da Investigação Criminal».

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