sábado, 30 de agosto de 2008

"É preciso uma estratégia adequada" de combate ao crime

Sublinhando que cabe ao Estado garantir a segurança de pessoas e bens, Cavaco Silva alerta para a necessidade dos cidadãos confiarem nas forças policiais.


O Presidente da República considera "uma coisa muito séria" a "onda de assaltos e crimes violentos" que se tem verificado, sublinhando a necessidade de "uma concentração de meios e esforços e uma estratégia adequada" para o seu combate. Cavaco Silva falava aos jornalistas, no final da cerimónia de inauguração da Unidade de Cuidados Continuados de Odemira.
Sublinhando que cabe ao Estado garantir a segurança de pessoas e bens, o Chefe de Estado alertou para a necessidade dos cidadãos confiarem nas forças policiais.
Questionado sobre o que pode ser feito para combater a "onda de assaltos e crimes violentos", Cavaco Silva disse ser necessário "uma concentração de meios e esforços e uma estratégia adequada". "É preciso uma estratégia muito adequada para que a imagem de país seguro não seja alterada", declarou. Em resposta à pergunta se a estratégia que está a ser seguida não é a adequada, o Presidente admitiu que "a onda de crimes aumentou significativamente" e que "não há dias sem assaltos", o que poderá implicar uma "adaptação da estratégia".
A este propósito, Cavaco Silva lembrou que na quinta-feira o Procurador-Geral da República irá anunciar algumas medidas neste âmbito. No entanto, fonte do MAI já adiantou que Pinto Monteiro vai criar equipas especiais nos Departamentos de Investigação e Acção Penal (DIAP) para combaterem a criminalidade violenta em articulação com o Ministério da Administração Interna.
O Presidente da República enfatizou ainda a necessidade dos portugueses confiarem na Polícia. "Eu confio nas nossas forças policiais, na Polícia de Investigação", referiu, considerando que também os portugueses precisam de "confiar neles e esperar que tenham os meios e instrumentos necessários". "Os portugueses não podem deixar de estar ao lado da Polícia", reforçou.
Instado a adiantar que medidas pensa que poderiam ser tomadas, Cavaco Silva disse não competir ao Chefe de Estado fazê-lo. "Deixo a matéria da concretização a quem tem essa competência", afirmou.
Interrogado se confiava na acção do Governo e nas acções concretas que têm sido desenvolvidas, o Presidente recordou que "o Governo é o topo da administração pública". "Tenho a certeza de que está a acompanhar com preocupação a situação", disse, escusando-se a comentar acções concretas de combate à criminalidade.


Fonte: Expresso

Um comentário:

peter amster disse...

Os portugueses ate são um povo paçifico é precisamente por isso é que nos deixamos tudo chegar onde chegou.... As coisas na vida são bem mais simples nós e K as tornamos complicadas :-)