sexta-feira, 15 de agosto de 2008

«Solitário» português fica em preventiva

O «solitário» português foi ouvido esta quarta-feira à tarde, em tribunal, e vai aguardar julgamento em prisão preventiva. De acordo com declarações do seu advogado à SIC, o suspeito não prestou qualquer declaração no decorrer do interrogatório.
A Polícia Judiciária apanhou o assaltante de bancos conhecido como «solitário» português, informou a própria em comunicado. O homem foi detido em casa e não dificultou a acção dos agentes destacados para o local.
A operação decorreu esta terça-feira, em Lisboa, por parte da Direcção Central de Combate ao Banditismo e em estreita colaboração com o DIAP de Lisboa, terminando com a captura do criminoso, que efectuava roubos com arma de fogo a instituições bancárias há cerca de quatro anos.
«A investigação, iniciada em Agosto de 2004, veio a revelar-se de extrema complexidade pois não só o ora detido não possuía quaisquer antecedentes criminais ou policiais, como actuava com um raro à-vontade e, aparentemente, mantinha uma vida regular e discreta», informa a PJ.
O indivíduo português de cerca de 50 anos era operador de armazém e «actuava sempre de óculos escuros, chapéu e outras peças de vestuário que dificultaram a investigação». Com este aspecto e munindo-se de uma arma de fogo, assaltou 26 bancos da grande Lisboa em 43 meses, tendo chegando mesmo a praticar por três vezes dois assaltos num mesmo dia. Quando a PJ divulgou fotografias, abrandou um pouco, mas nunca deixou de assaltar.
«Foi agora possível proceder à sua detenção e à apreensão, entre outros indícios de prova, de uma arma de fogo de calibre 6,35 mm e de diversos adereços de disfarce», refere a PJ, que já o interrogou na manhã desta quarta-feira.
Colaboração da comunicação social
A Polícia Judiciária aproveitou para enaltecer a colaboração prestada pelos órgãos de comunicação social na difusão dos pedidos de informação que se vieram a mostrar de grande relevância para a identificação do ora detido.
«Tenho de agradecer muito a colaboração da comunicação social, como o PortugalDiário, pois revelou-se muito importante para a conclusão desta investigação. É algo que a DCCB não costuma fazer, por isso é bom realçar este aspecto», explicou Luís Neves, director-nacional adjunto da Direcção Nacional do Combate ao Banditismo.
Aliás, esta parece ser uma nova corrente, com bons frutos, depois de já ter havido uma colaboração num caso de homicídio ocorrido em Valongo.
«Este tipo de situações têm de ser ponderadas casuisticamente, em estreia colaboração com todos os parceiros e, neste aspecto, a comunicação social pode ser uma parceira eficaz para a resolução de alguns casos», frisou, confirmando que para a detenção do «solitário» português foram importantes as informações dadas por leitores que viram as suas fotos.
Fonte: Diário IOL

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