domingo, 7 de setembro de 2008

POLÍCIA


Polícia única deve ser discutida e avaliada


As polémicas e guerrilhas entre as várias polícias portuguesas têm sido uma constante. Não faltam exemplos recentes, em que se incluem os crimes na noite do Porto (com a PJ a avançar com acções no terreno sem dar conhecimento à procuradora do Ministério Público escolhida para centralizar o caso) ou mesmo o "Apito Dourado" (com o verniz a estalar entre a PJ do Porto e Maria José Morgado). Cenas semelhantes às que nos habituaram os filmes americanos que retratam os conflitos e a competitividade entre polícias locais e FBI e CIA.A semelhança decorre do facto de quer em Portugal quer nos EUA - na Europa as outras excepções são apenas França, Espanha e Itália - não existirem polícias únicas, reunindo as várias forças e as suas especialidades, sob o mesmo comando (quer ao nível de chefia quer da tutela central no Governo). Sem que isso implique, ao contrário do que muitos temem, a perda de poderes de uns a favor de outros. O mundo mudou. E alterou o cenário da segurança em Portugal. O crime está mais global e mais sofisticado. Nunca como agora foi necessário centralizar a investigação e a informação para se conseguir ser eficaz e obter resultados práticos. Alterar pontualmente leis e métodos em função da actualidade não resolve o problema de fundo. Uma polícia única, tutelada por um só ministro, é, no mínimo, uma boa hipótese para discutir e avaliar.
Fonte: DN

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