quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Dono de clínica finge ser médico durante 25 anos


Homem de 50 anos operava e anestesiava, na Grande Lisboa, sem competência.

Falsificou vários documentos e receitas médicas


Dono de clínica finge ser médico durante 25 anosDurante 25 anos, milhares de pessoas foram operadas e anestesiadas pelo técnico de Odontologia, de 50 anos, que afinal não tem qualquer competência para tal.

Mais: durante esse tempo falsificou vários documentos para passar atestados e receitas igualmente falsos. Isto nas cinco clínicas dentárias espalhadas em Lisboa, Póvoa de Santa Iria e Salvaterra de Magos de que é proprietário. Terça-feira de manhã foi desmascarado por agentes da PSP.
Segundo a subcomissária da PSP Carla Duarte, a investigação já decorria há onze meses e o homem está agora identificado. Nas buscas foram apreendidas vinhetas, receitas médicas, fármacos, utensílios médicos que eram utilizados, computadores e outros documentos. As buscas domiciliárias foram acompanhadas por inspectores da Polícia Judiciária.

Fonte: Correio da Manhã

domingo, 1 de novembro de 2009

PSP apanha polícias espanhóis a vender presunto ilegal

Um dos polícias envolvidos, agente da Guardia Civil, está detido por posse ilegal de arma. A Direcção Nacional da PSP não quer falar do caso

Dois militares da Guardia Civil espanhola foram apanhados, sexta- -feira, por uma patrulha da Divisão da PSP do Seixal, a venderem ilegalmente 17 toneladas de presunto a um grupo da comunidade cigana de Arrentela, localidade do concelho. Um dos espanhóis está detido no comando de Setúbal por posse ilegal de arma.

A Direcção Nacional da PSP não quis comentar o caso e deu ordens para ninguém desta força de segurança fazer declarações, pois entende que o envolvimento de agentes de autoridade de uma força de segurança espanhola num caso desta dimensão deve ser tratado com toda a discrição.

Ao que o DN apurou a PSP informou desde logo a Direcção-Geral da Guardia Civil, bem como o ministério da Administração Interna, o qual, pelos canais oficiais deu a conhecer a situação ao Ministério do Interior espanhol.

Os dois militares estavam à paisana e foram identificados por uma patrulha da PSP que, por acaso, passava no local onde estava a ser efectuado o negócio.

Uma discussão em voz bastante alta entre os elementos de etnia cigana e os dois homens terá alertado a atenção dos agentes.

Pararam o carro, aproximaram-se e aperceberam-se que os indivíduos falavam espanhol e que o objecto da acalorada discussão era o preço do produto. Os espanhóis, aparentemente, estavam a cobrar mais do que, alegadamente, tinha sido combinado. Entretanto, os agentes da PSP depararam com o veículo pesado, com matrícula espanhola a transbordar de presuntos. Não era preciso muito mais para considerarem toda a situação suspeita.

De imediato pediram reforços e começaram a identificar os presentes. A grande surpresa foi quando os espanhóis se identificaram como sendo militares da Guardia Civil (a congénere da GNR em Espanha). O Comando de Setúbal foi logo informado, bem como a Direcção Nacional da PSP.

Um dos elementos da Guardia Civil tinha uma arma de fogo e foi feita a sua detenção. De acordo com a legislação, um estrangeiro não pode ter posse de uma arma noutro país, mesmo que no seu esteja devidamente legalizada. Mesmo sendo um polícia.

O presunto estava acondicionado num tractor com reboque. Tratando-se de bens alimentares a Divisão da PSP do Seixal contactou a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) que enviou ao local uma equipa de inspectores. Os presuntos, apesar de apresentarem boa qualidade, estavam fora do prazo da validade inscrita nos rótulos.

As 17 toneladas de presunto foram apreendidas pela ASAE e ficando á guarda da PSP. Segunda-feira vão ser analisadas para avaliar se estão ou não em condições de consumo. Nesse caso o presunto é encaminhado para instituições de solidariedade social. O mesmo vai acontecer com as 37 toneladas de camarão congelado que a ASAE apreendeu, também da sexta-feira, em Abrantes.

Fonte: DN Portugal

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Porto: Agente começa a ser julgado no dia 19

PSP sequestrou ‘Berto Maluco’

Um agente do Comando Metropolitano da PSP do Porto começa a ser julgado dia 19, no Tribunal de S. João Novo, no Porto, pelos crimes de sequestro, falsificação de documentos e abuso de poder. A vítima foi ‘Berto Maluco’ que, no final de 2007, foi assassinado por uma rajada de metralhadora, na vaga de homicídios que marcou a noite do Porto. O sequestro remonta a Novembro de 2006.
O alegado sequestro ocorreu quando o agente da PSP, Alberto Jorge Couto, de 34 anos, foi em auxílio do seu irmão Israel que se tinha envolvido numa confusão à porta da discoteca Chic. A história começa como tantas outras de violência nas discotecas da Invicta. Uma troca de palavras azeda entre ‘Berto Maluco’ e Israel Sousa que o acusava de "ter dado um soco à mulher".
Ao chegar ao local, o agente foi alertado pelo irmão do que sucedera. Ao que respondeu de imediato: "Isto não fica assim" e "vou resolver o assunto à minha maneira".
Todavia, no local, estavam as brigadas de Intervenção Rápida que travaram a fúria de Alberto Jorge, fazendo-lhe ver que não "tinha qualquer competência" para efectuar diligências.
O polícia acatou em primeira instância a ordem dos colegas, mas pouco depois voltou ao local. Eram 05h45 quando regressou à discoteca para nova discussão com ‘Berto Maluco’. A altercação continuou com uma perseguição automóvel, na qual o segurança foi barrado por dois carros.
Nessa altura, e porque Israel disparou um tiro para o ar, ‘Berto’, acompanhado de um amigo, saiu do carro. Pouco depois, já Alberto empunhava a arma. Nessa atura, deteve o segurança e levou-o à esquadra. Segundo a Acusação não o podia ter feito e isso constitui um crime de sequestro.
FALSIFICOU A PARTICIPAÇÃO
Após a identificação na esquadra, o agente negociou com ‘Berto’ a sua libertação, produzindo um auto de notícia em que debitava a sua versão dos factos. O polícia terá prometido ao segurança que assim não teria de ficar na esquadra até de manhã e ir ao juiz de instrução no TIC. A Acusação defende que Alberto Jorge quis que a sua conduta passasse despercebida e fosse ocultada "sob a aparência da legalidade". Na qualidade de agente da autoridade teve acesso a documentos e meios de expediente que lhe permitiram "fabricar aquela participação ". O MP diz ainda que o PSP sabia que os factos por si descritos não correspondiam à verdade. Refira-se que o irmão do agente também será julgado pelo crime de ameaças.

Fonte: Correio da Manhã

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Novos estatutos publicados em Diário da República


Os estatutos profissionais da PSP e da GNR, que estabelecem uma nova tabela remuneratória e um aumento faseado até 2012 do suplemento de serviço nas forças de segurança, foram hoje publicados em Diário da República.

Segundo os diplomas, que vão entrar em vigor a 01 de Janeiro do próximo ano, o suplemento de serviço nas forças de segurança é aumentado progressivamente entre 2010 e 2012, de 14,5 para 20 por cento da remuneração base.


Também a partir do próximo ano, os agentes da PSP e os militares da GNR vão ingressar em novas tabelas remuneratórias que, segundo o Ministério da Administração Interna, "implicam melhoramentos salariais".



segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Ex-director dos serviços sociais acusado de desviar dinheiro


Oficial da PSP sem punição

Mais de três anos depois de ter sido acusado de cometer irregularidades na gestão dos serviços sociais da PSP, o superintendente Leopoldo Amaral, que à data dos factos (Maio de 2006) assumia as funções de director, foi condenado a uma pena de suspensão de 160 dias. Essa pena acabou substituída no dia 17 deste mês por uma multa de 18 dias, que, por sua vez, foi suspensa.

Ou seja, apesar de condenado, o superintendente – que entre outros crimes era acusado de desviar verbas dos serviços sociais para seu proveito – não sofrerá punição.

O mesmo não ocorreu a alguns elementos policias, condenados na mesma altura do que Leopoldo Amaral. Por crimes menores viram ser-lhes aplicadas penas mais pesadas, o que está a revoltar os agentes.

Um dos casos é o de um agente da Polícia Municipal de Lisboa, que, por não ter dado conta aos superiores hierárquicos de que outro agente chegou tarde ao serviço, foi condenado a uma multa de cerca de 1380 euros.

PORMENORES

SUSPEITAS

Leopoldo Amaral era suspeito de ter construído uma piscina em sua casa com o dinheiro dos serviços sociais.

SUSPENSO

Depois de ter sido acusado o superintendente foi suspenso das suas funções de director dos Serviços Sociais da PSP.

ACUSAÇÕES

Na altura dos factos, Leopoldo negou as acusações e disse que tudo aquilo não passava de uma cabala contra si.

Fonte: Correio da Manhã

Apreendidas 800 armas de fogo em 3 dias no distrito de Lisboa


A PSP apreendeu 800 armas de fogo, das quais cerca de 400 de defesa, 400 de caça e 300 mil munições de vários calibres, numa operação realizada entre terça-feira e quinta-feira no distrito de Lisboa, foi hoje anunciado.

O resultado da operação policial, da competência das Brigadas da Divisão de Investigação e Fiscalização do Departamento de Armas e Explosivos, foi hoje transmitido à Agência Lusa pela PSP em comunicado.

Além do material apreendido, a Polícia de Segurança Pública (PSP) constituiu arguido um sexagenário, comerciante, por suspeita de detenção de arma proibida.

A "Operação Lord" resultou na apreensão de "800 armas de fogo, das quais cerca de 400 de defesa (pistolas e revólveres de calibres 9mm, 7,65mm e 6,35mm) e 400 de caça grossa (carabinas) e de caça (caçadeiras)", segundo o comunicado.

A PSP apreendeu ainda 300 mil munições de vários calibres e diversas partes de armas de fogo, como canos, culatras, básculas e carcaças.

Fonte: Diário Digital / Lusa

Da Cova da Moura para o Iraque


GOE - PSP Foi a primeira força de operações especiais no âmbito da segurança interna. É composta por entre 60 e 80 homens.

A equipa entra de rompante no interior da habitação, gritos e armas apontadas intimidam os alvos, em segundos a situação está resolvida. São os GOE da PSP, tão escondidos de olhares indiscretos, mas seguramente os elementos de operações especiais mais conhecidos pelo grande público, mercê das rusgas constantes em que são chamados a intervir e por via de a PSP deter a competência territorial sobre os grandes centros urbanos, ainda mais reforçada na sequência da reestruturação do dispositivo das forças de segurança. "Estamos preparados para intervir em situações de alta violência", sustenta o subintendente Ribeiro, comandante do GOE, a unidade que está integrada na Unidade Especial de Polícia. A força é normalmente chamada a intervir em acções em apoio de uma força policial de investigação, da PSP ou da PJ, ou para dominar indivíduos de alta perigosidade. E para entrar nas casas não há como a "chave universal", como os homens do GOE designam na gíria o ariete, um cilindro metálico maciço com duas pegas nas pontas. "Não há porta que resista, a 'chave universal' abre tudo", dizem, entre gracejos, os agentes do GOE, após mais um dos inúmeros exercícios que regularmente executam. Os bairros mais perigosos de todo o país, como a Cova da Moura, são deles bem conhecidos, em acções que normalmente envolvem alto risco e perigosidade, mas a investigação criminal, ao contrário do que já acontece no GIOE da GNR, está-lhes vedada, se bem que as equipas de vigilância executem trabalho de reconhecimento. "Sim, é uma das nossas funções", admite o subintendente Ribeiro. No entanto, a sua actividade não se resume ao território nacional e têm sido com frequência recrutados para a protecção das instalações diplomáticas portuguesas no estrangeiro. "Estivemos, por exemplo, no Iraque, foi um trabalho bem duro", aponta um agente, sem adiantar mais pormenores, se bem que seja conhecido o permanente ambiente de tensão em que estes homens viviam, praticamente limitados durante meses ao espaço físico da embaixada. As saídas eram apenas aquelas que eram permitidas e previstas no âmbito da escolta e protecção dos diplomatas. Hoje, essa missão de escolta e protecção no exterior começou também a ser desempenhada pelo Corpo de Segurança Pessoal, mas em situação mais áspera aí está o GOE.

Fonte: JN

'Turbopolícias' perseguem crime em duas rodas

Projecto piloto da PSP está em teste e visa prevenir e dissuadir criminalidade. Motos topo de gama e agentes artilhados dão nas vistas...

Ainda mal tinha desligado o telefone a pedir ajuda quando, através da montra envidraçada, vê estacionar à porta quatro motos, topo de gama, com dois agentes da PSP em cada uma. A "música" dos motores BMW já tinha encantado os transeuntes que ficaram como que congelados, nas ruas e até nas janelas dos prédios, a olhar a aparatosa chegada. Os olhares de espanto contagiavam também as poucas pessoas que estavam dentro da pastelaria no centro do Barreiro, de onde tinha partido o alerta.

Entre elas, o motivo do telefonema para a polícia, apenas cerca de dois minutos antes. Um "velho" cliente, de etnia cigana, conhecido por "armar discussões e causar distúrbios", como explicou depois a proprietária da loja. Este, sentado, fitava, de olhos esbugalhados, os agentes que iam entrando, um a um. "Eu não fiz nada, eu não fiz nada", insistia com ar notoriamente assustado. Depois da equipa policial ter esclarecido o motivo da sua presença - a central tinha recebido um telefonema a dizer que se receava que um cliente provocasse confusão - acabou por se esgueirar pela porta, sempre de olhos nas botas dos polícias e com um "desculpe, desculpe" a sair, repetidamente pela boca.

Rápidas, violentas e espectaculares. As novas equipas da PSP, que estão agora a ser experimentadas no Comando de Setúbal, num projecto-piloto de seis meses, preenchem os três adjectivos. Rápidas porque têm debaixo de si motos fabricadas para a velocidade. "O topo-de-gama do segmento", garante o chefe destes "turbopolícias", Vitor Costa. "A capacidade de reacção mais rápida com um elevado grau de prontidão operacional" é uma das grandes mais-valias que se pretende introduzir, explica o intendente Bastos Leitão, responsável por todo o comando de Setúbal que recebeu este "presente".

Violentas, porque, todos os actuais 12 elementos da equipas foram treinados para responder a situações de crimes mais graves. Estão armados como os elementos de elite do Corpo de Intervenção quando chamados a intervir em situações mais complicadas de ordem pública. Além das fardas iguais, colete anti-bala, pistolas Glock 9 mm, arrumadas num coldre a meio da perna, bastão extensível e, sempre que necessário, shot-guns de reserva.

Espectaculares porque... dão espectáculo onde passam. "Talvez ainda porque somos novidade, poucos são os que não páram na rua para nos apreciar", diz, orgulhoso o chefe Costa. O DN teve oportunidade de confirmar in loco isso mesmo, durante um dos turnos destas equipas, na área da Divisão do Barreiro.

À parte o incidente, que não chegou a sê-lo, da pastelaria, as horas passaram-se em ritmo cruzeiro pelas ruas, com pescoços a torcerem-se na direcção das motos e a comentarem a presença aparatosa. Alguns dos agentes confessaram o seu desejo de actuar em força mais vezes, de ir aos sítios mais perigosos, de marcar presença onde sabem que os criminosos se juntam.

Como aconteceu logo no primeiros dias que saíram para as ruas. Numa das patrulhas no bairro da BelaVista foram "provocados" por um residente que passou por eles, desafiante, a fazer "cavalinho" com a sua mota. Arrancou a toda a velocidade para dentro das estreitas ruelas entre os prédios degradados do bairro, mas já tinha sido reconhecido. Tinha feito a mesma provocação para as televisões quando o bairro foi palco de conflitos com a polícia e estava referenciado por tráfico de droga. Escusado será dizer que, sem as limitações de circulação que tem um carro-patrulha, as motos se lançaram numa perseguição por entre os prédios e rapidamente alcançaram o fugitivo. "De repente, viu-se cercado por todos os lados por seis motos e doze polícias", recorda um dos agentes envolvidos, "nem queria acreditar como já estávamos ali". A detenção foi "pacífica, sem qualquer reacção". O "ar de surpresa" não lhe saía do rosto. Tinha na sua posse 70 doses de haxixe. O suficiente para ser presente a tribunal e ficar controlado com termo de identidade e residência.

O intendente Bastos Leitão compreende que os seus homens queiram "mais acção". Mas, para já, a ordem é essencialmente "para a prevenção e dissuasão através da visibilibidade". Até porque, " o cenário hoje é bem melhor" do que há uns meses, quando foi decidido que estas equipas seriam colocadas primeiro na região de Setúbal, porque era este o pior distrito do país, onde a criminalidade violenta fazia parte do dia-a-dia (ver números).

O comandante não tem, ainda assim, dúvidas sobre "a eficácia dissuasora" da presença destas equipas nas ruas "mesmo que só a circular". Segundo Bastos Leitão, "uma análise feita aos relatórios de expediente revelam que, de uma forma geral, onde estas equipas fizeram turno, não há ocorrências registadas".

Fonte: DN Portugal

Na zona industrial do Porto


PSP retira 52 menores de discoteca

Cinquenta e dois menores foram retirados da discoteca New Chic, na zona industrial do Porto, na madrugada de ontem, no final de mais uma noite de diversão. Por terem menos de 16 anos, foram levados para a 18ª esquadra. Foram ainda identificados cinco indivíduos em serviço de segurança ilegal: nenhum tinha o cartão necessário emitido pelo Ministério da Administração Interna.

Também o DJ do espaço foi identificado por estar na posse da réplica de uma arma de fogo. Com os elementos do Corpo de Intervenção da PSP no interior da discoteca, o DJ ainda arriscou desafiar a polícia."A bófia não manda aqui!", conseguiu gritar algumas vezes antes de ser revistado pelos agentes da PSP que descobriram a falsa pistola junto aos CD que estava a usar. A operação, que envolveu trinta elementos da polícia, permitiu ainda identificar um funcionário de nacionalidade brasileira que se encontra em situação ilegal no País. Foram detectadas 12 infracções relacionadas com a ausência ou deficiência de sinalização no espaço, exigida por lei.

Fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Tribunal volta a decidir hoje medida de coacção de ex-PSP

O ex-agente da PSP condenado a sete anos de cadeia por extorsão a donos de estabelecimentos de diversão nocturna, em Lisboa, e posse de arma ilegal já foi extraditado para Portugal e vai ter de comparecer hoje em tribunal, no Campus de Justiça de Lisboa.

Segundo o advogado Carlos Melo Alves, Alfredo Morais está preso no Estabelecimento Prisional de Lisboa e vai ser presente a um juiz para aplicação de medida de coacção. Mas, o mais certo, é que se mantenha a prisão preventiva aplicada após a leitura da sentença, a 30 de Abril.

Alfredo Morais esteve em liberdade enquanto decorreram todas as sessões de julgamento. No banco dos réus negou sempre os crimes de que era acusado. Segundo o Ministério Público (MP), era ele o responsável por uma rede de suspeitos que exigiam dinheiro aos donos de casas de diversão nocturna em troca de segurança e de mulheres. Se os proprietários negassem, eram agredidos.

Durante o julgamento, a presidente do colectivo de juízes, Leonor Botelho, alertou diversas vezes para a violação das medidas de coacção impostas aos arguidos - que tinham de apresentar-se periodicamente na esquadra da sua área de residência. E chegou a proibi-los de frequentar os bares, cujos donos eram testemunhas no processo.

No dia da leitura da sentença, o arguido Alfredo Morais não compareceu. E o colectivo de juízes ordenou que fosse emitido um mandado de detenção, para que ficasse em prisão preventiva até trânsito em julgado. O advogado Carlos Melo Alves recorreu da medida de coacção, mas viu o Tribunal da Relação negar-lhe o pedido e manter a decisão da primeira instância.

Enquanto a Polícia não lhe deitou a mão, Alfredo Morais aproveitou para viajar até à Europa de Leste. Três meses depois, quando tentava passar a fronteira entre a Lituânia e a Letónia, foi detido com documentos falsos. Acabou "condenado a uma pena de três meses de prisão" por posse e uso de documentação fraudulenta".

Pena cumprida e Alfredo Morais foi extraditado quarta-feira para Portugal. Quem continua sem dar sinal de vida, segundo a advogada Ana Cotrim, é o seu braço-direito Paulo Baptista. Também ele compareceu sempre ao julgamento mas, na leitura da sentença, alegou motivos de doença para faltar. Foi condenado a seis anos e três meses de cadeia e emitido um mandado de detenção para que fosse preso preventivamente. Nunca mais o viram.

Além de Morais e Baptista, doze outros arguidos começaram a ser julgados há um ano por lenocínio, extorsão, tráfico de droga, posse de arma proibida e associação criminosa. As mulheres e os donos dos bares de strip que testemunharam pediram para ser ouvidos à porta fechada. Testemunhas e juízes pediram segurança.

Fonte: DN

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Quem manda sou eu...

Sr. Guarda, sou eu que estou mandando, por isso não chateie ninguém...Quem manda sou eu...
frase do Sr. Alberto João Jardim transmitida ao Agente da PSP, aquando da realização de mais uma inauguração na ilha .... da Madeira. Tal frase foi dita, na sequência de uma acção praticada por grupo de ... apoiantes do Sr. Jardim, os quais reagiam a uma expressão do PND contra as politicas e à forma de fazer politica do Sr. Jardim. Logo a seguir a esta reportagem, nesta mesma TV, surge Berlusconi, outro grande democrata, agora um pouco mais apertado pela justiça italiana, conotando os magistrados de comunistas, sendo assim, cada vez mais, e nem olhando para a ideologia, aproximo-me de Marx e Lenine!!! No entanto, o Sr. Jardim refere nessa mesma reportagem, que os senhores do PND são fascistas... ora bolas, mas para além de ditador estará o Sr. Jardim estará com problemas psicológicos?
Já dias antes, o comportamento do Sr. Presidente do Governo Regional da Madeira, para com os elementos da sua segurança, não foi o melhor, ordenando de forma prepotente e autoritária, para que esses anulassem a acção praticada por activistas do PND, em mais uma inauguração. Uma coisa é verdade, assistindo a este circo da Madeira, cujo lider mais se assemelha a um boneco de inaugurações, e assistindo a uma Itália de Bersluconi negra, fico preocupado com o futuro da Europa, já que da ilha nada se espera... Um comentário para a prestação da PSP, neste dificil território, para que não pactue com esta postura de arrogância, prepotência e autoritarismo e exerça a sua missão com profissionalismo, rigor e independência de um qualquer Presidente... por mais anormal que seja...
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Paulo Jorge Santos

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Lisboa: Rede vendia heroína

PSP caça 12 traficantes

O coração da rede de tráfico de droga era uma casa no bairro da Serafina, em Lisboa. Nesta verdadeira fábrica de transformação de droga, que só operava à noite, a heroína entrava em estado puro e saía já adulterada com substâncias de corte e acondicionada, pronta a ser vendida aos clientes que frequentavam aquele bairro.

Há dez meses que a 3ª Esquadra de Investigação Criminal (EIC) da PSP de Lisboa investigava a rede, tendo referenciado, como operacionais da mesma, 11 homens e uma mulher, entre os 23 e os 53 anos. Um casal e um homem que estava em liberdade condicional geriam os negócios do grupo, que dava nas vistas pelos sinais exteriores de riqueza.

A heroína em estado puro chegava discretamente à Serafina, e a transformação da droga, para iludir a vigilância policial, era feita à noite, restrita a uma casa, num extremo do bairro problemático. A heroína era depois vendida de dia.

A ‘Operação Morcego’ da PSP, baptizada por causa da transformação nocturna a que a droga era sujeita, permitiu anteontem a realização de 16 buscas na Serafina e uma na Costa de Caparica. Doze pessoas foram detidas e 2,22 quilos de heroína pura, algum haxixe e cocaína apreendidos. Os oitenta agentes apreenderam ainda duas armas, munições, nove automóveis, seis motos, e 15 718 euros.

Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mails falsos

Virus informático em mensagem falsa da PSP
Uma alegada mensagem da PSP que está a chegar às caixas de correio electrónico é um vírus informático, garante a Polícia, que está a investigar o caso.

"PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO N.º 363.234/2009, Assunto: CONVOCATÓRIA DE COMPARECIMENTO EM AUDIÊNCIA..."
É este o início da mensagem que, nas últimas horas, está a entrar em centenas de caixas de correio electrónico em Portugal. "Trata-se de um vírus informático, já que a PSP, obviamente, não faz qualquer convocatória por email. Esse procedimento é feito por carta registada ou pessoalmente", adianta ao Expresso fonte da PSP.
O facto de o email apresentar um endereço "@psp.pt", idêntico aos endereços oficiais da PSP, originou já um processo de averiguações que está a ser efectuado por uma equipa de investigação criminal.
A PSP promete esclarecimentos em breve, mas alerta para a necessidade de não ser executado o ficheiro anexo.
Na semana passada, uma mensagem com o logotipo da PSP, com um vírus em anexo, circulou também entre os cibernautas portugueses.
Fonte: Expresso

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Especiais da PSP vão abranger todo o país

Especiais da PSP vão abranger todo o país

Comandos serão criados no Porto, Faro, Açores e Madeira para combate ao crime violento. O combate ao crime violento e organizado está a ser incrementado na PSP, com a implementação de subunidades de forças especiais no Porto, Faro, Açores e Madeira, numa acção tendente a poder cobrir todo o país.

A medida, concebida e definida pela Direcção Nacional da PSP e que só está à espera da assinatura do ministro da Administração Interna para ser efectivada, por estar no âmbito da Lei Orgânica daquela força de segurança, envolve um total de mais de 500 homens, todos com origem na Unidade Especial de Polícia, localizada em Belas, nas imediações de Lisboa e que tem um efectivo de cerca de mil agentes.

O objectivo da medida é melhorar a capacidade de resposta das forças especiais da PSP, concebidas e preparadas para fazer face a incidentes de alta violência criminal, como o "carjacking" e os roubos à mão armada, mas vai ter também como consequência um aumento do efectivo da UEP (ver texto em baixo), tanto mais que vai ser também incrementado o patrulhamento em áreas de risco, como por exemplo o distrito de Setúbal.

O principal destacamento da UEP vai estar localizado no Porto, com 230 homens, e terá como quartel a Quinta da Bela Vista, nas imediações do Estádio do Dragão, onde já está instalada uma subunidade do Corpo de Intervenção. O destacamento do Porto vai ter como área de intervenção todo o norte do país.

Um outro destacamento especial vai ficar sediado em Faro, com 130 homens, responsável pela zona sul, um na Madeira e outro nos Açores, com 40 cada um. Prevista está também a criação de mais quatro ou cinco pequenas subunidades da UEP, com seis elementos cada uma, em locais que não foi possível apurar, mas mais viradas para a inactivação de engenhos explosivos.

Os destacamentos do Porto e Faro, os mais importantes, serão verdadeiras réplicas da UEP, com todas as valências operacionais, das operações especiais à segurança pessoal, e terão comandos próprios, mas ficarão dependentes em termos operacionais, logísticos e administrativos do comando da PSP do Porto e de Faro.


Já em termos de formação, doutrina de emprego e certificação das forças - que será anual - vão ficar sob dependência do comando da UEP, que poderá vir a sobrepor-se operacionalmente ao comando local em situação excepcional e depois de avaliação da gravidade do incidente, como foi determinado pela Direcção Nacional da PSP.

Movimento de forças especiais incrementa aumento de efectivo

A movimentação a que se vai assistir na PSP está associada à criação da Unidade Especial de Polícia (UEP), que, mercê da nova Lei Orgânica, concentrou forças, estruturas e serviços que anteriormente estavam dispersos, tal como aconteceu na Unidade de Intervenção da GNR, que vai também criar um destacamento no Norte, em Penafiel. Na prática, a criação das extensões da UEP constitui a primeira reestruturação ou adaptação da unidade às novas realidades da criminalidade, com maior foco na instrução conjunta e na doutrina. Mas o incremento das subunidades vai ter consequência no recrutamento, em particular no Corpo de Intervenção e no Grupo de Operações Especiais, as duas forças da UEP com maior empenhamento. No próximo ano vão ter lugar dois novos cursos, em números ainda a determinar.

Fonte: Jornal de Notícias

domingo, 20 de setembro de 2009

Operação conjunta entre autoridades portuguesas e espanholas

GNR detido por furto de viaturas e burla

Um elemento da GNR de Vidaga (Chaves) foi detido pelos crimes de burla, simulação de crime e furto de veículos. A operação, feita em conjunto entre a GNR de Vidago e a Cuardia Civil de Ourense (Espanha), deteve ainda um ex-polícia espanhol, procurado em Portugal por tráfico de droga. O militar português ficou sujeito a termo de identidade e residência, enquanto que o outro detido ficou em prisão preventiva.

A investigação, iniciada em Abril, localizou os veículos furtados num armazém, em Ourense, na junto da residência do ex-polícia espanhol.
Foram ainda apreendidos 11 215 euros em dinheiro, várias armas de fogo, entre as quais uma pistola de 9 mm, uma carabina e uma caçadeira, e vários documentos de carros furtados.
A GNR de Chaves recuperou ainda quatro veículos roubados: um Audi, um BMW, um Mercedes e um tractor agrícola, bem como várias ferramentas e peças de máquinas e ciclomotores.

Fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Lisboa recebe quase totalidade dos 901 novos agentes da PSP

Mais de 400 dos novos agentes vão ser colocados na Amadora, Sintra, Benfica e Loures.

A quase totalidade dos 901 novos agentes da PSP que concluíram hoje o curso na Escola Prática de Polícia de Torres Novas vai ser colocada no Comando Metropolitano de Lisboa, permitindo a recolocação de outros elementos por vários pontos do país.

O director nacional da PSP, Francisco Oliveira Pereira, assegurou que a colocação dos agentes "obedeceu a um estudo científico" que teve em conta variáveis como a população, índices criminais, tipos de crime, rácios polícia/cidadão e polícia/crime, "entre outros".

"Procurou-se concretizar uma distribuição rigorosa, mais adequada e criteriosa, tendo por base uma optimização de recursos humanos", disse Oliveira Pereira no discurso de saudação aos novos agentes.

Mais de 400 dos novos agentes vão ser colocados na Amadora, Sintra, Benfica e Loures, outros vão garantir a segurança de instalações e uma parte destes elementos vai ser distribuída pela primeira e quinta divisões de Lisboa, Olivais, Alcântara, Cascais e Oeiras e na segurança em transportes públicos.

Os comandos de Setúbal e dos Açores também vão ser contemplados com novos polícias.

Para o ministro da Administração Interna, "um acréscimo de agentes é sempre um acréscimo de segurança", sublinhando Rui Pereira que aos 901 agentes da PSP que entram na próxima semana em funções se irão juntar os militares da GNR que "concluirão a formação lá para o fim do ano".

Rui Pereira afirmou que o Governo apostou no lançamento, todos os anos, de novos concursos para a formação de mais agentes da PSP e mais militares da GNR "para que o dispositivo seja reforçado e para que haja um aumento sustentado e gradual do número de efectivos".

Os agentes formados na Escola Prática de Polícia (EPP) de Torres Novas tiveram, desde o início de Janeiro, um total de mais de mil horas de formação, em áreas não só de preparação técnica e profissional (como armamento e tiro, legislação policial, técnicas de intervenção policial), mas também jurídica, comportamental (cidadania, ética, deontologia profissional), actividade física e resolução de casos práticos em duas "esquadras modelo" e numa sala de investigação criminal.

Fizeram ainda um estágio de 15 dias em comandos territoriais da PSP, participando também em serviços como assistência a audiências de julgamento, uma componente prática que o director da EPP, José Ferreira de Oliveira, disse querer alargar e avaliar no futuro.

Para uma das novas agentes, o curso "não foi fácil", mas "correspondeu bastante às expectativas", sublinhando que sai "com boas bases", mas a preparação "continua lá fora".

Natural e até aqui residente no Porto, o destino desta nova agente é agora a terceira divisão de Lisboa, onde espera ficar "uns aninhos" até conseguir aproximar-se de casa.

O emprego garantido pesou na decisão de Carlos Barbosa, o segundo melhor aluno do curso, que se considera "bem preparado" para a missão que vai passar a cumprir na esquadra de Alcântara, em Lisboa, onde fez o estágio.

A cerimónia de prestação de juramento dos 901 novos agentes da PSP acabou "molhada", com o desfile em parada a decorrer sob forte chuvada.

Fonte: Jornal de Notícias

Cega, mas não em demasia

Quem ontem leu, neste jornal, a extraordinária história de Paulo Esteves, o agente da PSP que foi baleado e sobreviveu para contar ao Mundo porque um inocente aparelho dentário susteve a força da bala, não pode ficar indiferente.

Primeiro, porque o polícia fala do fatídico dia 7 de Maio de 2008 com um à-vontade desarmante; segundo, e sobretudo, porque o homem que tentou matá-lo foi libertado pelo tribunal devido a um costumeiro erro judicial. Porque se expirou o prazo máximo para ser deduzida uma acusação.

Nessa noite, o agressor foi apanhado com vários quilos de droga e 63 mil euros em dinheiro. Paulo Esteves esteve em coma, acordou, ficou dois meses em casa a recuperar. Regressou ao trabalho. Hoje, considera-se um homem com sorte, porque está vivo, mas guarda no peito a imensa revolta de quem perdeu a batalha da sua vida na secretaria.

O caso deste agente da PSP do Barreiro, parecendo único porque aparentemente irrepetível, encerra uma perversão que continua a minar o caminho dos agentes da Justiça em Portugal. De nada vale espalhar pelas ruas polícias determinados, bem armados e bem pagos (não que seja esta a realidade) se depois o seu esforço se afundar no arenoso território da inabilidade judicial.

De que serve a um polícia arriscar a vida, deter um perigoso delinquente se depois os tribunais não fecharem o círculo com celeridade? Se não decidirem?

Acresce a isto o facto de, com a generalização do recurso a armas brancas e de fogo nos crimes, poder aumentar o número de detenções e, com elas, a necessidade de sentenças ágeis. "Agora, até para roubar uma carteira, com ou sem dinheiro, é apontada uma arma", ilustra Paulo Esteves.

A Justiça, como todos os chamados grandes dossiês estruturantes da sociedade portuguesa, presta-se a chavões e frases de conveniência. Mas o vírus que vai corroendo as vísceras do sistema continua de dentes afiados.

Os ministros dizem estar preocupados, os magistrados dizem estar cientes da preocupação dos ministros, os procuradores-gerais da República dizem confiar plenamente nos seus magistrados, os presidentes da República repetem, mandato após mandato, a exigência de que tudo tem de mudar. "Mais celeridade, mais celeridade", ouvimos.

E tudo fica na mesma. E tudo ficará na mesma enquanto a Justiça não perceber em definitivo que o contrário de ser ineficiente é ser injusta. É não servir os cidadãos. É negar a sua própria condição. É ser cega não pelo dever de imparcialidade a que está obrigada, mas cega porque não consegue distinguir o certo do errado.

Fonte: Jornal de Notícias

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Novas pistolas têm de trocar de punho

Depois da patilha só para canhotos e do esquecimento dos coldres, agora havia invólucros de balas a saltar para a cara dos atiradores por causa de um sistema feito para Portugal.

Dezassete mil pistolas que já tinham sido entregues pelo Governo à PSP e à GNR têm de ser sujeitas à troca do punho. O processo, que não demora mais que 30 segundos para cada arma, já começou a ser executado nos serviços que receberam as novas pistolas austríacas Glock, não sendo necessária a sua recolha.
Na origem do problema está uma exigência das autoridades portuguesas ao fabricante, para que o sistema que serve para retirar o carregador da arma fosse ambidestro, de forma a poder ser utilizado quer por canhotos quer por destros. Este pedido obrigou o fabricante a alterar a arma original, cujo sistema é unilateral, e a colocar um novo botão.
Nos últimos meses, à medida que a arma foi chegando às forças de segurança, apareceram os primeiros problemas. "Embora fossem poucos casos, acontecia, por vezes que, ao disparar, os invólucros não saltavam todos na mesma direcção, como acontece na arma original, e aconteceu por vezes atingirem mesmo a cara do atirador, embora sem ferimento. Entendeu-se, por isso, pedir ao fabricante que voltasse ao modelo original", explicou ao DN uma fonte da PSP.
A distribuição destas armas tem tido outros "azares". A colocação de uma patilha de segurança extra, também por exigência do Estado português, provocou polémica. A sua colocação do lado direito dificultava a utilização por atiradores destros, que são, como é óbvio, a maioria do efectivo das polícias. Esse problema foi, entretanto, ultrapassado e a patilha pode ser accionada das duas formas, à direita e à esquerda.
Outro problema foram os coldres. Quando lançou o concurso para as pistolas, o Ministério da Administração Interna não incluiu os respectivos coldres e teve de fazer novo concurso mais tarde.
Já foram distribuídas 25 mil das 50 mil armas encomendadas pelo Governo. As últimas oito mil já vêm com o sistema original da Glock. Os agentes da PSP e os praças da GNR que estão a terminar os cursos este ano já foram treinados como estas pistolas.
Fonte: DN Portugal

Detidos por atirarem pedras à PSP

A PSP do Porto deteve, ontem, na torre 1 do Bairro do Aleixo, dois jovens por tráfico de droga. Um deles é um dos indivíduos que, anteontem à tarde, apedrejou uma carrinha da polícia, quando esta saía do problemático bairro do Porto, após mais uma rusga de combate ao tráfico de estupefacientes. (Ver notícia antrior)


Aos detidos, a PSP apreendeu uma mochila contendo 2860 euros, 273 doses de heroína e 24 de cocaína.
Eram cerca das 16h00 quando 30 elementos da polícia, entre os quais uma equipa da Intervenção Rápida da Segunda Divisão da PSP do Porto, irrompeu no bairro. De imediato, os jovens de 21 e 22 anos, desempregados, tentaram fugir aos agentes, subindo as escadas da torre 1. Percebendo que os polícias estavam no seu encalce, os traficantes tentaram livrar-se da droga e do dinheiro: atiraram a mochila recheada de notas de cinco, 10 e 50 euros pela janela do nono andar, assim como a droga embalada em sacos individuais.
Todo o material foi recolhido pelos agentes que detiveram os jovens – o mais novo residente em Paranhos e o mais velho em Matosinhos. Ambos passaram a noite nos calabouços da polícia e esta manhã são presentes ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto para serem ouvidos em primeiro interrogatório judicial.
Tratou-se de uma operação planeada pela Segunda Divisão da PSP e destinada a identificar os indivíduos que, ontem, pontapearam e apedrejaram uma viatura da PSP, que levava no interior um detido.
Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Polícia apedrejada no Bairro do Aleixo

Os incidentes aconteceram junto à torre 1 do bairro do Aleixo, um dos principais pontos de tráfico de drogas da cidade.

Uma viatura de da PSP foi apedrejada, ao princípio da tarde de ontem, segunda-feira, junto ao bairro do Aleixo, no Porto, pouco depois de os polícias ter detido um morador por alegado tráfico de drogas duras. Não houve feridos.
Os incidentes aconteceram cerca das 14.20 horas, junto à torre 1 do bairro do Aleixo, um dos principais pontos de tráfico de drogas da cidade, durante uma "operação de prevenção", segundo fonte policial confirmou ao JN.
Um homem, de 35 anos, sem ocupação, foi visto a vender drogas na rua por elementos da investigação da PSP que decidiram prendê-lo. Como é norma neste tipo de operações no bairro, os investigadores têm por perto equipas de Intervenção Rápida que fornecem segurança adicional.
Foi precisamente uma das viaturas de transporte destas unidades que foi apedrejada. A pedra atingiu o pára-brisas, quebrando-o, mas sem causar ferimentos aos agentes que seguiam no interior. Outros projécteis do género atingiram a chaparia, provocando várias amolgadelas. Este tipo de viatura está equipado com grades de protecção dos vidros, que foram de imediato postas em posição.
O suspeito foi detido e levado para a esquadra. Já estava referenciado por tráfico e tinha em seu poder 16 doses de heroína e 123 de cocaína.
Nos últimos tempos, o bairro do Aleixo, cuja demolição está prevista, tem sido palco de vários episódios violentos, todos relacionados com o tráfico de drogas. Muitos deles têm acabado em agressões a a tiro, provocando feridos ligeiros.
Por vezes, os confrontos estendem-se a outros bairros da cidade, sempre tendo por fundo o tráfico de estupefacientes. Ainda no final de Agosto, no Bairro da Murteira, também no Porto, um carro foi alvejado com oito disparos. A Polícia atribuiu o episódio a rixas entre famílias rivais do Bairro do Aleixo.

Fonte: Jornal de Notícias

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Balanço

Menos 1561 presos nas cadeias

Dois anos depois da entrada em vigor das novas leis penais (15 de Setembro de 2007), a população prisional nas cadeias portuguesas continua a diminuir: menos 1561 presos. Segundo dados da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP), a 31 de Agosto deste ano as cadeias contavam com 8784 presos condenados e 2291 preventivos.

O que em relação a 2006, ano anterior ao da aplicação da nova lei, implicou uma redução de 671 condenações e de 630 prisões preventivas.

Para Carlos Anjos, inspector da Polícia Judiciária, estes números não são surpresa: "Demonstram que os objectivos do Governo de reduzir a população prisional foram cumpridos."Carlos Anjos defende que foram as mudanças no regime de prisão preventiva, as dificuldades colocadas à detenção fora do flagrante delito e o encurtamento dos prazos do segredo de justiça que pesaram na redução dos presos e do consequente aumento da criminalidade. "Diz-nos a experiência que grande parte dos crimes é cometida por reincidentes." Em 2008, a criminalidade violenta aumentou 11% e a 31 de Dezembro os dados da DGSP davam contam de menos 1829 presos nas cadeias. No primeiro semestre de 2009, os crimes com armas de fogo, como carjacking, e as agressões a polícias aumentaram.

Segundo números provisórios da PSP e GNR, a criminalidade geral subiu 1% em relação a 2008. Talvez por isso, a 31 de Agosto deste ano, a população prisional já tenha ultrapassado a barreira dos 11 mil. João Palma, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), sublinha que a "percepção geral é a de que há cada vez mais criminalidade e que é mais difícil prender". Tanto Carlos Anjos como João Palma desafiam o Governo a revelar os resultados do relatório do Observatório da Justiça para que se veja o efeito real da aplicação dessas leis.

O QUE MUDOU EM 2007
Na preventiva foi reduzido o número de crimes que a permitem e encurtados os prazos. A detenção fora de flagrante delito é feita se houver razões para crer que o arguido não se apresentará.

OBSERVATÓRIO
O ministro da Justiça recusou a alterações à nova lei, alegando que o Observatório da Justiça estava a monitorizá-las. O relatório já está pronto mas ainda não foi divulgado.

"REFORMA NÃO TROUXE CREDIBILIDADE":
António Martins Presidente Ass. Sindical Juízes
Correio da Manhã – Estes números surpreendem-no?
António Martins – Não. As novas leis penais não resolveram os três grandes problemas do sistema. A reforma não trouxe celeridade, eficácia e credibilidade ao sistema. Comprovou-se que os problemas não só persistiram como se agravaram.
– Também defende uma nova alteração às leis?
– O facto é que em 2007 a reforma que foi feita foi globalmente uma oportunidade perdida. E estes resultados seguem a evolução que começou no dia 15 de Setembro de 2007.
– A alteração à lei das armas e da violência doméstica já terão produzido efeitos no sentido de amenizar falhas?
– Só saberemos quando o Governo divulgar o relatório do Observatório da Justiça. É lamentável que já esteja pronto e ainda o tenham na gaveta.

REACÇÕES
"COMPLICARAM O TRABALHO DAS POLÍCIAS":

Paulo Rodrigues Pres. ASPP/PSP - Fica-se com a sensação de que andamos a prender os mesmos criminosos. As leis deviam ser alteradas em função da realidade. Criminosos têm sentimento de impunidade.

"TEMOS A PERCEPÇÃO DE QUE HÁ MAIS CREDIBILIDADE":
João Palma Pres. SMMP - Temos a percepção de que há mais criminalidade violenta. Isso tem a ver com o facilitismo introduzido pelas novas leis que visaram a economia em vez de investimento nas prisões e nas políticas de reinserção.

"A REFORMA NÃO PRODUZIU RESULTADOS ESPERADOS":
Carlos Anjos Pres. ASFIC/PJ - O que todos esperamos é a alteração à lei porque a reforma não produziu os resultados esperados. Não se pode legislar tendo em conta a economia porque a longo prazo ela não se verifica.

RECLUSOS CUSTAM MEIO MILHÃO POR DIA
As despesas com os reclusos detidos nos estabelecimentos prisionais portugueses custam ao erário público perto de meio milhão de euros diários. Segundo o secretário de Estado Adjunto e da Justiça, Conde Rodrigues, o custo médio de um recluso aproxima-se dos 45 euros por dia. Tendo em conta que em finais de Agosto a população prisional registada pela Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) atingia os 11 075 indivíduos, 8784 condenados e 2291 preventivos, verifica-se que são necessários 498 mil euros diários para fazer face às despesas com os prisioneiros. Com o decréscimo de 1561 reclusos, resultantes em parte da aplicação das novas leis penais, o Ministério da Justiça conseguiu poupar qualquer coisa como 70 mil euros por dia. Feitas as contas, o alívio da população prisional pode ter permitido uma diminuição na despesa na ordem dos 25 milhões de euros anuais. Esta poupança pode ser ainda maior se for aplicada a medida de regime aberto para preventivos, que passa por estes irem apenas dormir à cadeia.

CRIMINALIDADE NÃO REGREDIU
A criminalidade geral não regrediu no primeiro semestre de 2009. Os dados recolhidos entre Janeiro e Maio, pela PSP e pela GNR, revelam que os crimes que mais contribuíram para a tendência da subida foram os crimes com arma de fogo, o carjacking, os assaltos a residências, os roubos a restaurantes, ourivesarias e a outros estabelecimentos comerciais.

NOTAS

PJ: 140 CRIMINOSOS VIOLENTOS
Até Julho deste ano a PJ, só em Lisboa, apanhou 140 criminosos que praticaram crimes violentos. Apenas metade dos suspeitos ficou em prisão preventiva

ESTUDO:

MAGISTRADOS - Um estudo do Sindicato dos Magistrados do MP, da autoria de Rui Cardoso, que estabeleceu uma ligação entre as reformas penais de 2007, a redução do número de presos e o aumento da criminalidade violenta

2008: MAIOR AUMENTO

Um estudo do Sindicato dos Magistrados do MP, da autoria de Rui Cardoso, que estabeleceu uma ligação entre as reformas penais de 2007, a redução do número de presos e o aumento da criminalidade violenta

Fonte: Correio da Manhã

Motos da polícia sem condições de segurança

O maior sindicato da PSP alerta para o aumento de acidentes graves com motociclistas da polícia por falta de equipamento adequado e de segurança das motas utilizadas na divisão de trânsito

A denúncia surge no dia em que a Divisão de Trânsito (DT) da PSP convidou a comunicação social para assistir a "uma operação policial de trânsito nas novas áreas de responsabilidade", marcada para a última madrugada. A Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP) alerta para a "falta de segurança" da maioria das motas que estão a serviço da PSP, bem como da "evidente falta de equipamento adequado para os motociclistas da polícia" que se traduz por "um aumento grande do número de acidentes graves que sofrem e que podiam ser evitados se tivessem um vestuário básico de qualquer 'motard'.
O DN confirmou, através de uma lista da DT de Lisboa sobre o estado das motas, a que teve acesso, que das 77 ao serviço, metade têm mais de 75 mil quilómetros e 17 ultrapassaram já a barreira dos 100 mil. De acordo com um especialista consultado pela ASPP "qualquer moto que ultrapasse os 75 mil km deixa de ter as condições de segurança exigíveis para garantir uma resposta à altura quando for necessário. Essa falta de resposta terá de imediato consequências graves para o condutor".
Outro critério para aferir da segurança das motos é o número de anos. Segundo soube a ASPP "acima dos 5 a 6 anos" deixam de dar "garantias mínimas".
Um levantamento feito pela DT do Porto, que conta com 76 motociclos, revelou que 38 ultrapassaram o prazo de validade. Aliás, estas têm todas mais de 10 anos.
Paulo Rodrigues não duvida que o estado das motas e a falta de "equipamento mínimo para a segurança dos motociclistas" é o maior responsável pelo aumento dos acidentes graves. Desde 2006 houve 30 acidentados "alguns mais de uma vez" nas DT de Lisboa e Porto, o que representa quase metade do efectivo operacional.
A Direcção Nacional da PSP sublinha que "desde início do ano foram entregues 36 motociclos novos, com o respectivo equipamento de protecção". Adianta ainda que vai "dotar os motociclistas com fatos e botas adequados, com vista a uma maior protecção destes profissionais, em caso de acidente".

Fonte: DN Portugal

PSP acelera para apresentar polícias antes das eleições


Fim do curso dos novos agentes da PSP estava marcado para o final do mês, mas foi antecipado para uma semana antes das eleições. Governo diz que não interferiu na decisão.


A Direcção Nacional da PSP assume ter acelerado o final do curso dos 900 novos agentes desta força de segurança para que a sua apresentação pública fosse uma semana antes das eleições. O término desta formação estava previsto para dia 25, apenas dois dias antes do acto eleitoral, o que não permitiria proporcionar o devido destaque ao importante acto.
A PSP decidiu antecipar a cerimónia pública do compromisso de honra já para o próximo dia 18. Algumas palestras marcadas para os últimos dias de Setembro foram mesmo antecipadas para a próxima semana e estão a ser leccionadas em contra-relógio, de modo a garantir que os novos agentes estejam prontos na sexta-feira. O estágio curricular dos agentes foi também encurtado em quatro dias.
Fonte oficial da PSP garante que não houve qualquer "pressão" do Ministério da Administração Interna (MAI) para executar esta alteração de modo a permitir ao actual Governo, em campanha eleitoral, promover o tão esperado reforço do efectivo.
O MAI remete para a PSP a justificação da iniciativa. Fonte oficial do gabinete do ministro diz que "foi informado pela PSP de que o curso estava a terminar e limitou-se a dizer para ser determinada a data para o compromisso de honra" dos novos agentes. O MAI assegura que "tornou claro que não pretendia interferir nessa escolha".
O reforço do efectivo durante o acto eleitoral é a justificação da PSP: "Atendendo à realização de acto eleitoral no dia 27 de Setembro, o director nacional da PSP entendeu adequado que os novos agentes estejam já em funções nesse dia, por forma a reforçar o dispositivo de segurança do País em geral e do acto eleitoral em particular. Assim, foi definida a data de 18 de Setembro para a realização do compromisso de honra dos novos agentes, para que possam ingressar nos comandos policiais respectivos na semana seguinte e estar já operacionais no dia 27 de Setembro".
Esta justificação, contudo, deixa "muito alarmado" o presidente do maior sindicato da PSP. Paulo Rodrigues, dirigente da Associação Sindical de Profissionais da Polícia (ASPP), afirma que "até seria aceitável e compreensível a antecipação para que o compromisso de honra não ficasse tão em cima do acto eleitoral." No entanto "se foi para reforçar o efectivo nesse evento" o facto deixa-o "duplamente preocupado."
Para o dirigente da ASPP "a justificação dada pela PSP leva a pressupor que a situação ainda é muito pior do que se pensava e será duplamente grave. Se o curso foi acelerado para garantir a segurança das eleições, quer dizer que o actual efectivo não tinha capacidade para isso - o que é grave. Por outro lado, se a PSP vai usar agentes novos, acabados de sair da escola, para reforçar a segurança de um acontecimento como este, também é preocupante, pois ainda não estão qualificados para ir para o terreno".
Ao que o DN apurou, a antecipação da data do final do curso - que chegou a ser anunciada para Outubro, de acordo declarações feitas pela PSP à agência LUSA, em Junho último - deixou um grande mal estar nos responsáveis da Escola Prática , em Torres Vedras.

Fonte DN Portugal

Agentes da PSP forçados a dar impressões digitais

Ministério Público detectou impressão digital numa carta anónima, difamatória do anterior comandante da PSP e obriga 150 efectivos do comando a submeterem-se a comparação.

Centena e meia de agentes e oficiais da PSP de Viana do Castelo e Ponte de Lima vão começar hoje a fornecer impressões digitais, por decisão do Ministério Público (MP), para serem comparadas com as marcas detectadas em várias cartas anónimas, difamatórias, que circularam naquele comando nos últimos meses e que culminaram com a substituição da anterior liderança.
Em causa estão diversas cartas cuja autoria não é revelada mas que apareceram sempre no período nocturno, no interior de divisões da sede do Comando Distrital, em Viana do Castelo.
Numa dessas cartas, precisamente no dia em que foi conhecida a substituição do Comando, até então liderado por Martins Cruz, aquele intendente surge caricaturado a fazer uma "despedida" reconhecendo que "atiraram comigo para a prateleira da inspecção-geral" e descrevendo-se como um "Zé-ninguém".
"Nunca mais me confiam um comando", dizia ainda, numa carta que chegava ao ponto de ser, falsamente, assinada pelo intendente e que foi amplamente divulgada a 14 de Maio pelas instalações do comando, o que levou Martins Cruz a participar o caso ao MP, que avançou com um inquérito.
Depois de uma avaliação preliminar ter detectado impressões digitais na carta, agora, segundo decisão do MP, todos os elementos com funções policiais e não policiais que naquela data constituíam o efectivo vão começar a ser chamados, a partir de hoje, para serem redesenhados.
Ou seja, uma recolha de impressões digitais que se vai prolongar, apurou o DN, até 25 de Setembro, indiciando a suspeita de que elementos daquele Comando terão estado na sua origem, assim como de outras que circularam durante meses naquela força, difamando o intendente Martins Cruz - além do segundo comandante -, e que agora também estão a ser investigadas.
Nestas cartas, alegadamente difundidas por elementos naquele Comando, o oficial é apelidado de "tirano" aparecendo numa delas com uma fotografia, adulterada, em que aparece "transfigurado" de mordoma de Viana.
Entre 2006 e 2009 o comando foi ainda alvo de várias queixas apresentadas anonimamente e que colocavam em causa a gestão e liderança, mas entretanto todas arquivadas pelo MP. Certo é que com este cenário, em Maio último, a Tutela decidiu não renovar a comissão de serviço de Martins Cruz, numa decisão que, na altura, foi conotada como resultado da pressão sindical para substituição, porque dias antes representantes dos agentes reuniram com o Ministro da Administração Interna.
Apesar de um abaixo-assinado, em que foram recolhidas perto de 3800 assinaturas, reclamando a permanência de Martins Cruz - que justificam com o "sentimento de segurança" transmitido pela redução de criminalidade neste período -, mas a decisão acabou por ser irreversível. Apesar de elogiar a prestação de Martins Cruz, o director-nacional da PSP , Oliveira Pereira, disse que não cedia a petições ou pressões que os comandos da PSP eram decididos por si e por mais ninguém.
Nem mesmo depois da tomada de posição de parte significativa de oficiais e agentes daquele comando, classificando-o como "brioso profissional" e definindo a sua substituição como"uma injustiça". "Fica o sentimento que um sindicato manda mais do que um comandante de polícia", rematavam.

Fonte: DN Portugal