terça-feira, 14 de julho de 2009

Segurança/Porto: "Videopolícias" a funcionar na Ribeira dentro de um mês, promete ABZH

A Associação de Bares da Zona Histórica (ABZH) do Porto prevê que o sistema de videovigilância da Ribeira do Porto esteja a funcionar em pleno no prazo máximo de um mês.
A revelação foi feita hoje, em conferência de imprensa, pelo presidente da ABZH, António Fonseca, momentos antes de assinar um contrato com uma operadora de telecomunicações para ligar o sistema ao comando de polícia.
As câmaras começaram a ser montadas em Janeiro de 2008, mas sucessivos atrasos têm marcado a entrada em funcionamento da videovigilância, o último dos quais atribuído a dificuldades de uma operadora móvel em assegurar a transmissão das imagens ao comando da PSP.
São 14 as câmaras que vão vigiar as ruas da Ribeira do Porto, no âmbito de uma iniciativa lançada pela ABZH e aprovada pela Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD).
Os técnicos têm agora um prazo máximo de um mês, fixado contratualmente, para procederem às substituições e aos ajustes necessários, frisou António Fonseca.
O sistema de videovigilância apenas poderá funcionar entre as 21:00 e as 07:00, de acordo com a autorização que foi dada pela CNPD.
A licença, que impede a audição ou gravação de sons, tem validade para um ano após a entrada em funcionamento efectivo das câmaras.
Na conferência de imprensa participou o presidente da Associação Sindical da PSP (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues, que defendeu o recurso à videovigilância em certos locais e desde que sejam instalados num quadro de plena legalidade. "Ajuda muito na segurança até dos próprios polícias", considerou.
Nas suas declarações aos jornalistas, os representantes da maior associação sindical de polícias e da associação de empresários de estabelecimentos nocturnos centraram preocupações nas condições de funcionamento da Esquadra da PSP do Infante, que serve a Ribeira e parte da Baixa do Porto.
Paulo Rodrigues disse que se trata de uma instalação policial que chegou a ser designada "Esquadra do Século XXI" e onde, passado um mês, caiu um pedaço do tecto.
A circunstância de servir uma zona turística dá uma "imagem negativa" do país e da PSP, considerou, referindo que o quadro de degradação se estende a muitas outras esquadras das duas principais cidades portuguesas.
Por sua vez, o presidente da ABZH disse que a Esquadra do Infante "parece o escritório de um sucateiro", uma vez que à porta da instalação policial se encontram estacionadas várias viaturas apreendidas e já degradadas.
António Fonseca exortou as chefias policiais a autorizarem os comandos de esquadra a apresentarem candidaturas a fundos comunitários para remodelação das instalações.
Foi a primeira vez que o presidente da ASPP/PSP e de uma associação de empresários nocturnos se apresentaram juntos numa conferência de imprensa.
A ASPP/PSP chegou a comunicar à Direcção Nacional da PSP suspeitas que lhe tinham chegado sobre o eventual envolvimento de agentes da corporação em esquemas de segurança nocturna ilegal.
Paulo Rodrigues explicou, contudo, que a ASPP/PSP e a ABZH "sempre" mantiveram preocupações comuns quanto à segurança ilegal associada aos negócios da noite.
Fonte: Expresso

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