sábado, 22 de agosto de 2009

Homem de 27 anos tinha 11 anos de cadeia por cumprir

Agressor de GNR preso pela PSP



A descrição feita pela GNR ajudou o comandante da esquadra da PSP de São Marcos, no Cacém, a prender anteontem o cabo-verdiano de 27 anos que, na madrugada de 9 de Agosto, espancou selvaticamente e roubou a arma de serviço a um guarda do Destacamento de Sintra.
Com 11 anos de cadeia por cumprir, pena aplicada pelo Tribunal da Comarca de Loulé por crimes de tráfico de droga, o suspeito não terá saído do concelho de Sintra após a agressão, ocorrida durante uma operação stop em Terrugem.
Pelas 18h15 de quinta-feira, o comandante da esquadra da PSP de São Marcos, Cacém, e um agente, detectaram o suspeito na rua Cidade Belo Horizonte. A descrição enviada pela GNR logo após o crime confirmou as suspeitas, mas o homem ainda tentou fugir. Viria a ser interceptado metros mais à frente e detido, apesar de tentar agredir os polícias.
Outras diligências permitiram recuperar a arma de serviço do Guarda de Sintra, que havia sido entregue pelo detido a um amigo, também de São Marcos. O homem de 27 anos foi entregue à Polícia Judiciária, e recolheu à cadeia de Lisboa, devendo em breve começar a cumprir os 11 anos de cadeia a que foi condenado.

Fonte: Correio da Manhã

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sistema Integrado de Investigação Criminal terá dois milhões de euros da Comissão Europeia

A Comissão Europeia atribuiu ao Sistema Integrado de Investigação Criminal (SIIC) português um financiamento de dois milhões de euros, anunciou o Ministério da Administração Interna (MAI).
O funcionamento e o acesso de todos os órgãos de polícia criminal ao SIIC será assegurado pelo secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, que promoveu a candidatura do projecto a financiamento comunitário, ao abrigo do programa "Prevenção e luta contra a criminalidade", tendo agora conseguido um subsídio de dois milhões de euros.
A lei que aprova as condições e os procedimentos a aplicar ao SIIC através de uma plataforma para o intercâmbio de informação criminal, que assegure a interoperabilidade de sistemas de informação dos órgãos de polícia criminal, foi publicada dia 12 deste mês.
Fonte: Lusa

Polícias agredidos obrigados a pagar custas

Dois agentes da PSP foram agredidos na Amadora. Os dois agressores foram condenados em tribunal, mas como apresentaram atestado de pobreza livraram-se de pagar uma indemnização pelos danos morais e físicos causados aos polícias. Estes, embora nada tenham recebido, foram agora notificados para pagar as custas do processo: 400 euros cada um

Dois agentes da PSP foram agredidos na Amadora. Os agressores foram acusados por crime contra a autoridade e acabaram condenados em tribunal. Mas como apresentaram um atestado de pobreza livraram-se de pagar uma indemnização cível pelos danos físicos e morais causados aos agredidos. Os polícias, embora nada tenham recebido, foram agora notificados pelo tribunal para pagar as custas do processo judicial: cerca de 400 euros cada um. O despacho chegou-lhes às mãos a 28 de Julho e nem queriam acreditar. Agredidos em serviço e ainda pagam ao Estado. Um solicitou que lhe fosse permitido saldar as custas em suaves prestações.
Tudo aconteceu em 2004. Os dois polícias da divisão de trânsito da Amadora passavam numa das artérias da cidade quando foram alertados para uma desordem que ocorria nas redondezas, envolvendo vários indivíduos. Ao chegarem ao local, os agentes saíram da viatura com o objectivo de reporem a ordem pública. Porém, um foi logo atingido com um murro no peito. E não se livrou de alguns vitupérios do estilo "filho da p..., bófia de um car..., contigo posso eu bem...", lê-se no auto de notícia que consta do processo consultado pelo DN.
Estava o agressor ainda a vociferar contra o agente, e este a tentar imobilizá-lo, quando surge um outro indivíduo a impedir a acção policial. O segundo agente tentou, então, defender o colega. Mas, foi logo agredido ao pontapé pelo novo interveniente, que também não se poupou nas palavras: "Estás a bater no meu colega, eu vou tirar--te a farda, seu filho da p..., bófia de m..., cabr... da m...".
Além dos ferimentos, que obrigaram o agente a receber assistência hospitalar, também a farda não ficou em melhor estado. Ter-se-ão livrado do pior, não fora a pronta acção da 4.ª equipa de intervenção rápida da PSP que deambulava pelas redondezas.
Os dois agressores acabaram detidos. O primeiro, como apresentava ferimentos na cabeça, foi ao hospital Amadora-Sintra de onde saiu por volta das 04.16.
O segundo foi directamente para a esquadra, mas também acabou por ir ao estabelecimento de saúde depois de se verificar a existência de sangue numa orelha. Neste caso, os agentes garantem desconhecer o modo como aquele ferimento foi provocado.
O primeiro polícia a intervir, agredido com murros no peito, decidiu não ir ao hospital. O segundo, porém, teve de receber tratamentos, embora as mazelas não fossem muito graves.
Seguiu-se o processo judicial. Tratando-se de um crime público, o Ministério Público deduziu acusação contra os dois agressores por crimes contra a autoridade. Os dois polícias constituíram-se assistentes no processo, e pediram uma indemnização de três mil euros por danos físicos, patrimoniais e morais, tendo deixado explícito que essa verba, caso fosse incluída na condenação, deveria ser dirigida para a Associação de Apoio à Vítima (APAV).
O dois arguidos foram condenados ao pagamento de uma multa. Mas apresentaram um atestado de pobreza por estarem desempregados. Esta declaração livrou--os do pagamento da indemnização aos polícias. Mas estes, cinco anos depois dos factos, não se livraram do pagamento das custas do processo que foram apuradas só pelo facto de terem feito o pedido de indemnização cível, embora nada tivessem recebido. Para a próxima, melhor "é levar e calar", disse ao DN fonte sindical.
Fonte: DN Portugal

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Casa de ferreiro, espeto de pau

Furtos e agressões na Escola de Polícia

O objectivo é aprender a combater a criminalidade, mas alguns alunos que frequentam o curso para futuros agentes da PSP, na Escola Prática de Polícia (EPP) de Torres Novas, parecem não estar a assimilar a matéria. Além de furtarem material aos companheiros, juntam-se para os agredir ou discriminar. A direcção da escola diz estar atenta a estas ocorrências.
"São comportamentos que não prestigiam a PSP e deviam ser severamente punidos", afirmou fonte da instituição ao CM, manifestando-se "envergonhada" com a "atitude complacente" da hierarquia.
Segundo apurámos, os problemas começaram logo no início do curso para 900 candidatos a agentes, com o furto de um computador portátil a um aluno. O equipamento nunca chegou a ser recuperado.
Meses depois, "de forma astuciosa e vingativa, um aluno subtraiu os manuais das disciplinas a um colega do 3º grupo, um ou dois dias antes dos testes", adiantaram as nossas fontes.
O mês passado, um grupo de formandos juntou-se para agredir "um aluno do 7º grupo", colocando "um pano à volta da cabeça da vítima para não serem denunciados".
Como se tudo isto não bastasse, uma candidata de forte compleição física tem sido "ofendida durante todo o ano, com impropérios e comentários depreciativos, o que lhe tem causado sentimentos persecutórios e de humilhação", acrescentam. A direcção de ensino da EPP, através da Direcção Nacional da PSP, assegura que determinou a abertura de processos a todos os casos de que teve conhecimento, mas não divulga o seu desfecho por serem do foro interno da escola.

PORMENORES

"CHAIMITE"
Uma das alunas é apelidada com frequência de "chaimite, gorda ou bomba de água". Até nos livros e nos cadernos já lhe escreveram estes insultos.

VINGANÇA
Fontes da EPP temem que muitos destes casos provoquem situações de vingança no final do curso. Agora, as vítimas evitam reagir com receio de serem expulsas.

QUEIXA
O furto de computador portátil foi comunicado à esquadra da PSP de Torres Novas, assegura a direcção da escola. Foi ainda aberto um inquérito interno.
Fonte: Correio da Manhã