segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Especiais da PSP vão abranger todo o país

Especiais da PSP vão abranger todo o país

Comandos serão criados no Porto, Faro, Açores e Madeira para combate ao crime violento. O combate ao crime violento e organizado está a ser incrementado na PSP, com a implementação de subunidades de forças especiais no Porto, Faro, Açores e Madeira, numa acção tendente a poder cobrir todo o país.

A medida, concebida e definida pela Direcção Nacional da PSP e que só está à espera da assinatura do ministro da Administração Interna para ser efectivada, por estar no âmbito da Lei Orgânica daquela força de segurança, envolve um total de mais de 500 homens, todos com origem na Unidade Especial de Polícia, localizada em Belas, nas imediações de Lisboa e que tem um efectivo de cerca de mil agentes.

O objectivo da medida é melhorar a capacidade de resposta das forças especiais da PSP, concebidas e preparadas para fazer face a incidentes de alta violência criminal, como o "carjacking" e os roubos à mão armada, mas vai ter também como consequência um aumento do efectivo da UEP (ver texto em baixo), tanto mais que vai ser também incrementado o patrulhamento em áreas de risco, como por exemplo o distrito de Setúbal.

O principal destacamento da UEP vai estar localizado no Porto, com 230 homens, e terá como quartel a Quinta da Bela Vista, nas imediações do Estádio do Dragão, onde já está instalada uma subunidade do Corpo de Intervenção. O destacamento do Porto vai ter como área de intervenção todo o norte do país.

Um outro destacamento especial vai ficar sediado em Faro, com 130 homens, responsável pela zona sul, um na Madeira e outro nos Açores, com 40 cada um. Prevista está também a criação de mais quatro ou cinco pequenas subunidades da UEP, com seis elementos cada uma, em locais que não foi possível apurar, mas mais viradas para a inactivação de engenhos explosivos.

Os destacamentos do Porto e Faro, os mais importantes, serão verdadeiras réplicas da UEP, com todas as valências operacionais, das operações especiais à segurança pessoal, e terão comandos próprios, mas ficarão dependentes em termos operacionais, logísticos e administrativos do comando da PSP do Porto e de Faro.


Já em termos de formação, doutrina de emprego e certificação das forças - que será anual - vão ficar sob dependência do comando da UEP, que poderá vir a sobrepor-se operacionalmente ao comando local em situação excepcional e depois de avaliação da gravidade do incidente, como foi determinado pela Direcção Nacional da PSP.

Movimento de forças especiais incrementa aumento de efectivo

A movimentação a que se vai assistir na PSP está associada à criação da Unidade Especial de Polícia (UEP), que, mercê da nova Lei Orgânica, concentrou forças, estruturas e serviços que anteriormente estavam dispersos, tal como aconteceu na Unidade de Intervenção da GNR, que vai também criar um destacamento no Norte, em Penafiel. Na prática, a criação das extensões da UEP constitui a primeira reestruturação ou adaptação da unidade às novas realidades da criminalidade, com maior foco na instrução conjunta e na doutrina. Mas o incremento das subunidades vai ter consequência no recrutamento, em particular no Corpo de Intervenção e no Grupo de Operações Especiais, as duas forças da UEP com maior empenhamento. No próximo ano vão ter lugar dois novos cursos, em números ainda a determinar.

Fonte: Jornal de Notícias

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