quarta-feira, 28 de março de 2012

PSP admite ano «extremamente exigente»


PSP admite ano «extremamente exigente»

Polícia reconhece necessitar de «determinação, competência técnica e bom senso» em situações resultantes de manifestações


A PSP considera o ano 2012 «extremamente exigente», traduzindo-se num «desafio acrescido» no combate à criminalidade e na atuação em situações resultantes de manifestações, segundo o plano de atividades da corporação.
No plano pode ler-se que «2012 perspetiva-se como um ano extremamente difícil para Portugal, o que se traduzirá num desafio acrescido para a Polícia de Segurança Pública, quer ao nível do combate à criminalidade, quer ao nível da determinação, competência técnica e bom senso na atuação em situações decorrentes do direito de reunião e manifestação, quer ainda na assertividade e rigor de gestão e empenhamento dos seus próprios recursos».

O documento, assinado ainda pelo anterior diretor nacional da PSP, superintendente-chefe Guedes da Silva, mas só agora tornado público na página da Internet, perspetiva que o ano de 2012 «seja extremamente exigente para as forças de segurança».

Segundo a PSP, a grave crise económica «condiciona todas as opções políticas do Governo e requer da PSP uma resposta de elevada qualidade e eficácia, em especial no combate à criminalidade e na garantia de manutenção da ordem pública e do regular funcionamento das instituições democráticas».

No documento, a PSP faz também um diagnóstico dos pontos fortes e fracos ao nível interno, além de traçar as oportunidades e ameaças externas.

Sistema remuneratório e horários de trabalho «complexos», envelhecimento do quadro de pessoal, «elevada mobilidade ao nível dos comandos de esquadra» e «menor mobilidade intercomandos dos quadros de pessoal, designadamente ao nível da carreira de chefe e agente», são alguns dos pontos fracos apontados pela polícia.

Já como ameaças externas, a PSP refere a «multiplicidade de atores na coprodução da segurança, com geometria variável de intervenção», a «exposição mediática permanente e imediata», a «descontinuidade territorial do dispositivo operacional no continente», a «adoção de normativos legais do funcionalismo público sem atender às especificidades do serviço policial», o «novo paradigma criminal transnacional» e a «conjuntura económica desfavorável na Europa».

No plano de atividade para 2012 são ainda traçados os objetivos e as orientações estratégias que a PSP vai desenvolver ao longo do ano, que contemplam as prioridades do Governo para a área da segurança interna. 

Nesse sentido e no que toca às atividades operacionais, a PSP vai prosseguir este ano com um «amplo conjunto de ações de policiamento urbano, que vão desde o policiamento de proximidade até ao patrulhamento direcionado às áreas urbanas mais marcadas pela prática de incivilidades».

A polícia vai igualmente continuar a realizar operações policiais em toda a área de responsabilidade, de forma a contribuir para «a diminuição da criminalidade real».

Além das tradicionais operações de carnaval, Páscoa, Natal e período de férias de verão, a PSP vai desenvolver ações de prevenção da criminalidade destinadas a apreender armas ilegais, reforçar a segurança nos distritos com maior incidência e gravidade criminal (Lisboa, Porto e Setúbal), assegurar o policiamento de pessoas e bens nas áreas dos transportes públicos e regulação e fiscalização do trânsito.

Ao nível da atividade operacional de âmbito rodoviário, considera-se ainda prioritário concluir a consolidação da estrutura operacional das brigadas de investigação de acidentes rodoviários.

Fonte: tvi24

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